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15 de maio de 2015

Chosen

O Universo, um grande organismo; nós, suas pequenas células, assim como tudo o que há. A humanidade, quase que um câncer, vem sendo moldada aos poucos, e transformada novamente em células boas. É um tratamento que leva muito tempo e tem muitos efeitos colaterais. Mas esse não é meu foco; agora quero falar sobre ser escolhido.

Nesse nosso mundo, possuímos conceitos pra cada coisa, nomes, substantivos, determinações. Longe desses conceitos, vemos uma gama de energias sem definição qualquer, que não é humanamente possível rotular. Já sabemos (ou alguns de nós sabemos) que não nascemos nem morremos, apenas nosso corpo passa por estes ciclos de vida e morte. Nós, o verdadeiro "eu" de cada um de nós, é eterno (não no sentido de "durar para sempre" apenas, mas no sentido atemporal da palavra "eterno"; nossa alma desconhece o tempo, isso está apenas em nossas mentes) e imortal.

Dentro destes corpos, onde estamos sucetíveis às mazelas do mundo e às fatalidades, encontraremos todos a morte. A morte física, que tanto nos assombra sem razão, e nos pega de surpresa. Ou às vezes, não. A maioria de nós já ouviu falar sobre experiências de quase morte, as chamadas EQM, em que o corpo morre por alguns segundos e a consciência do indivíduo ascende a um nível superior, nos instantes em que está alerta de sua própria morte. Isso pode mudar uma vida inteira. Assim como existem essas experiências, que são mais raras (por normalmente não ficarem só no "quase"), também existem outras formas de mudança abrupta que causam um certo "despertar" da consciência. Na sua maioria, essas mudanças nos atingem como grandes ondas de sofrimento. Isso mesmo, sofrimento. Por quê? Porque aí você é obrigado a fazer uma escolha: desistir de tudo e deixar o sofrimento tomar conta, viver infeliz (ou apelar para o suicídio) OU acabar de vez com o sofrimento. Essa busca pelo fim do sofrimento é o que nos leva a buscar conhecimento. Se formos "sortudos" (ou sábios), encontraremos caminhos penosos e difíceis, porém muito eficazes.

A presença, por expemplo, o estado alerta de estar no agora, que é essencialmente (apenas se utilizando de conceitos mais atuais e impactantes, de fácil compreensão) a iluminação, alcançar o chamado e tão sonhado Nirvana (ou Moksha, aí depende do olho cultural que está vendo). Sabendo disto tudo, lembro-vos das mudanças do mundo e das lindas almas (novas ou não) que estão nascendo neste planeta pra trabalhar neste despertar coletivo da humanidade. Dentre estas almas, temos também as crianças das estrelas (Google is our friend). E agora, sobre meu foco, os escolhidos. Pode ser apenas especulação, mas foi algo que senti como verdade, e de certa forma, é um ponto de vista bastante pertinente.

Somos células do grande organismo, certo? Milhares e milhares de nós; precisamos do ciclo. Precisamos morrer para renascer, precisamos regenerar. Fiquei pensando, tanta gente morre tão jovem, sem ter tido tempo de viver, quem dirá de cumprir seu propósito, sua missão. E tantos passam a vida inteira na negligência por esta missão, esquecem-se que estamos aqui por razões grandiosas, divinas e magníficas, e não vão adiante em sua evolução espiritual. Padecem sem fechar o ciclo, e estarão sujeitos a um novo nascimento, continuarão presos ao Samsara e ao Karma. A maioria dos seres humanos está culturalmente preso a padrões que vêm de longa data, e essa prisão causa uma dependência da mente de uma forma que o homem pensa dominá-la, mas está tão cego que permite que seu eu interior seja determinado por seu passado, gerando o ego, o falso eu interior que nos mantém distantes da Fonte, da essência mãe de todas as coisas, que nos conecta a tudo e a todos. Então, a verdade que me atingiu foi que essas pessoas que morrem cedo demais, são como um "aborta" do Universo. Algo no caminho saiu de uma forma que vai marcar esse indivíduo e impossibilitá-lo de alcançar seu objetivo na vida. Então, aborta a missão, recebe um treinamento, um "remember" em outra dimensão renasce em outro corpo, em novas circunstâncias, e aí se inicia uma nova chance de libertação.

Aquela velha história do "cada caso é um caso" também se encaixa aqui. Embora eu pense que quase tudo é reversível, como as pessoas dizem por aí sem saber o que isso significa, "God works in misterious ways". Há um grande "link" na humanidade, e todas as coincidências intrigantes levam consigo grandes intenções do Universo pra nós. Cabe a nós, aqui, compreendermos esses sinais, essas intenções, e deixarmos o Universo nos levar no caminho que será o melhor pra nós; "go with the flow".