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24 de dezembro de 2010

Continuando o 'Around', de Novembro

Well, esgotei minha lista de filmes, assisti pela oitava vez (atualizado dia 16.08.2011 - agora conta-se décima) The Runaways, Jogos Mortais também acabou pra mim, não aguentei ver todo o 6, já que enjoei do Jigsaw e agora que ele morreu tá um saco. 

Nada de filmes novos, o que me lembra de baixar Dexter. E falta terminar de ver Grey's Anatomy, alguns episódios soltos de seriados, e, se o ócio pedir, vou rever todas as 6 temporadas de Lost pela terceira vez. Valer a pena, vale. Só quero ver o tamanho do ócio pra isso.

Mas, afinal, não farei uma sinopse pessoal de cada filme que eu vi nesse meio tempo, já que foram MUITOS. Ainda há um ponto positivo: minha lista de músicas também esgotou e tenho baixado umas bandas novas muito boas. Novas não, novas pra mim, mas ok. Um dia faço uma seleção das melhores musicas da minha playlist e posto por aqui. Bah, que ócio. Não vou aguentar isso por muito tempo. Sério.

2011 chegando, faça suas promessas.

Você não vai querer começar o ano sem as boas e velhas promessas, certo?

Sabe aquelas promessas de fim de ano? Aquelas que no ano seguinte você faz todas de novo porque não cumpriu nenhuma sequer ao longo do ano? Então, eis as minhas promessas pra 2011.

Prometo parar de beber.
Prometo parar de tomar café.
Prometo começar a estudar.
Prometo começar a trabalhar.
Prometo pagar minhas próprias contas.
Prometo ouvir bandas de vocal masculino.
Prometo começar a arrumar minha cama.
E meu quarto.
E minha cabeça. Não, isso eu não prometo nem sabendo que não vou cumprir.
Prometo colocar créditos no meu celular.
Prometo fazer algum relacionamento funcionar.
Prometo me importar comigo.
Prometo ser menos vingativa.
Prometo que vou parar de fazer promessas que eu sei que não vou cumprir.
Prometo parar de falar palavrões.
Prometo não me atrasar pra compromissos chatos.
Prometo, prometo, prometo...

A propósito, passarei a virada de ano completamente vestida de preto. Afinal, 2010 morreu, certo? Então, estou de luto. Eu gostava de 2010. Putz, cada vez mais perto de 2012. Bom, festa marcada pra dia 22/12/2012. A festa do dia seguinte do fim do mundo. Te espero lá. Acho que é 22. Sei lá que dia que dizem que o mundo vai acabar. Tanto faz.

Retrospe... esquece, clichê demais.

Ah, 2010. Passou tão rápido, foi tão bom e... foda-se.

O que aconteceu nesse ano que se pode ser lembrado? Tem algo? Bom, foi anunciado o fim do Casseta e Planeta, o que é Ó-T-I-M-O. Além disso, o que se pode lembrar? Ah, todos fizeram aniversário, o que não é tão bom assim, porque todo mundo está mais velho e isso resulta no fato de que você vai demorar menos pra morrer.

Boring.

Certo, esse ano tivemos a quase morte dos vampiros, o que é o máximo também. Mas, em troca, tivemos as modinhas coloridas, e isso é tipo, sucks. Pessoalmente, foi um ano ótimo e péssimo ao mesmo tempo. Foi o ano das primeiras vezes, dos primeiros riscos, da saída do ninho, e da escola também. Mas, nunca senti tanta falta da escola em tão pouco tempo.

Foi também o meu ano de vadiagem, o ano de avanço musical, retrocesso mental e turbulências terriveis dentro de casa. Foi o ano que conheci muita gente importante e me tornei alguem também. Foi um ano bastante interessante, bem surpreendente. Foi bom. Certo, eu aprendi a montar um cubo mágico e isso é impressionante pra todo mundo.

Adiquiri minha independência e ao mesmo tempo fiz com que me prendessem cada vez mais. Confiei em quem não deveria, e por mais que meu desejo por vingança fosse algo incessável, consegui não me vingar.

Foi o ano das colas na escola, das matações de aula, das perguntas sórditas sobre eu usar drogas, o que me rendeu muitos risos. Bom, nesse ano eu aprendi a não me importar e não planejar. Sempre que se planeja dá errado, e, se você se importa, se torna deprimente. A política do tanto faz foi um ótimo acontecimento na minha vida.

Mas, além de tudo, foi o ano em que a vaca da vida fez seu trabalho. Porque, como a vida é uma vaca que caga em você na primeira oportunidade -seja o boi e foda a vida antes que a vida foda você-, eu despedaçei corações e nesse ano foi minha vez de juntar os pedaços do meu.

Foi o ano de fazer amizades do tipo que você não quer ficar longe por um segundo sequer, foi o ano de aprender que desapego não é tão fácil quando é com você. Mas, foi o ano que foi uma merda e soube ser adubo.

Há males que vêm pra bem. Certo? É, funcionou em 2010.

Post Clichê de Natal

É, bom, eu lembro do natal passado, que foi um desastre. Eu consegui passar duas noites mal, uma delas no hospital. It sucks. Mas esse natal supera. Minha família resolveu fazer um amigo secreto. Detalhe: nós somos em cinco pessoas, ou seja, não tem nada de secreto. Sucks too. Mas, ainda há uma esperança. Ok, não há uma esperança. Vai ser mais um natal bobo e comum, assim como todos os outros. 

Aí você fica torcendo pra que seus avós sejam mais generosos esse ano e te dêem um abono um pouco maior. É, é isso aí, pessoal. Tenham um natal melhor que o meu, se cuidem. E lembrem-se de não irritar o Papai Noel no ano que vem. See ya.

Evite Correr

Vestido de panda com uma metralhadora na mão.

Pode parecer loucura, mas se você correr vestido de panda, pode causar alguns problemas. Agora imagine se esse panda estiver segurando uma metralhadora. Multiplicam-se os problemas e pode ser fatal. Na minha tese, seria pior se fosse um coala, já que há pessoas que não sabem o que é um coala e julgariam ser algum tipo de rato gigante com nariz aumentado.

Há uma forma de tornar esse problema ainda maior: correr vestido de coala com uma metralhadora na mão, BÊBADO. Ok, aí o problema é com você. Se você estiver bêbado, basta correr pra causar problemas.
Aí chega naquele patamar onde o panda não supera, o coala não é suficiente e a metralhadora não vai aumentar seu problema. É, bom, não é dificil causar um problema assim, mas, se você conseguiu, você é bom.

Esclarecendo alguns fatos desse post, é exatamente isso que você está lendo. Pandas, coalas, metralhadoras e você bêbado. Isso mesmo. Ainda não viu onde se encontra a graça disso, né? Ok, imagine que você esteja vestido de panda ou coala -à sua escolha. O tamanho da encrenca é problema seu-, bêbado, com uma metralhadora na mão, descendo a rua mais movimentada da cidade. Certo. Gritando. Então, imaginar como as pessoas se surpreenderiam em ver uma cena como essa e figurar rostos apavorados é hilário. Ok, não.

Mas seria legal. Né?
I'm on drugs.

12 de novembro de 2010

Around

Eu estava vadiando em casa, num profundo tédio, quase mofando, quando tive a fantástica idéia de me entopir de filmes novamente. Da ultima vez que fiz isso, consegui ver 5 filmes seguidos. É, foi um recorde de vadiagem. Hoje estou baixando a trilogia de Jackass -isso se a maldita internet colaborar-, Scary movie, mais conhecido como Todo mundo em Pânico, alguns desenhos animados e besteiróis. 

Provavelmente secarei a garrafa do café e virarei a noite vendo filmes bestas. Produtivo, han? Prometo postar algo sobre cada filme que eu vi na ultima semana durante meu ócio de amanha. Vou ver Como treinar seu Dragão agora. Beijinhos ;*

11 de novembro de 2010

Fuck Your Head Up

Minha cabeça pesava, meu corpo havia voltado ao normal, a dor continuava. Minha mente estava novamente lotada de problemas e coisas que eu havia dito ou feito e me arrependido. A dor que eu sentia não passaria. Sentia saudade da cabeça leve, do corpo tão pesado que não parecia estar grudado na sua cabeça, dos pensamentos nada racionais, do riso, de esquecer quem você é e quais são seus problemas.

Mas aí me peguei novamente na mesma situação. Eu precisava de mais. Eu queria mais. Meu nariz ainda ardia da última dose. Eu aguentaria, mas eu não usaria. Sabe quando você sente estar ferrando tudo que você construiu com as próprias mãos? Como isso parece pra você?

Eu quis fugir dessa responsabilidade. Quis me sentir livre por alguns instantes. Foi baixo demais pra me fazer voar, fraco demais pra esquecer. Eu ainda queria continuar. Talvez eu não tenha visto o tempo passar com as coisas que construí, mas vejo cada uma delas sendo destruída bem na minha frente.

Viajar, fugir de tudo, estar fora de si. Sentir seu corpo e não saber onde ele vai te levar, estar ali e ao mesmo tempo não estar. Quase tão boa sensação quanto ouvir aquela música que te lembra determinada situação, quase tão prazeroso quanto estar com alguem que realmente importa ao seu lado.

Quando você já destruiu tudo isso, você tenta a terceira opção, você tenta a viagem, não importando a consequencia, tudo que você precisa é essa viagem. Mesmo que seu nariz coçe, mesmo que sua cabeça queime de dentro pra fora, essa dor é o que faz você sentir que está vivo. E que está fazendo efeito.

Você queima seus neurônios e não se importa com isso, pois é aquele momento que te faz esquecer que você ferrou tudo com alguem que você amava, é aquele momento que te faz esquecer o quanto você chorou, quanto você precisou de um ombro e se sentiu mal por não poder ajudar alguém com um problema maior que o seu por estar preso demais ao seu próprio mundo.

Mas é o mesmo momento que vai te fazer explodir a sua vida. Seus amigos vão desaparecendo aos poucos, todos aqueles que você ama. As pessoas começam a notar sua mudança, um dia você terá de se explicar. Você erra de uma forma e tenta mudar algo com isso. Você tenta fugir do seu erro com algum outro erro ainda maior. Assim vai, nesse círculo vicioso, de um em um e você está completamente ferrado.

Isso realmente importa?, eu pergunto. Não, isso não importa, pois ainda assim você viajou, você teve o efeito que queria, você riu, você falou besteiras, você se divertiu. Você sentiu algo que não conseguia sentir, você esqueceu seus problemas, você esqueceu que tem ferrado tudo.

E quando você encontra uma forma maior de esquecer o que você continua fazendo, você toma aquilo como seu refúgio. Você não sente mais falta de estar são, não sente falta de agir racionalmente, não sente falta da dor dos seus problemas.

Tudo que você quer, tudo que você precisa. Voltar àquele lugar, viajar mais uma vez. Quando tudo aquilo acabar, o mundo volta ao normal e você se sente mal mais uma vez. Mas você ainda assim gosta do efeito que isso causa. Você não se importa realmente que isso esteja estragando sua vida, pois o seu masoquismo é grande o suficiente pra aceitar isso.

Você pensa que tendo ferrado tanto com tanta gente importante, você merece um pouco de sofrimento. E ele se torna dobrado quando o efeito some. Você sente a dor da droga, você sente a dor dos seus problemas. Ainda assim parece valer a pena.

É quase o mesmo que sentir sua cabeça explodindo e colocar aquela musica que vai te fazer sentir bem internamente no volume máximo. Por mais que sua cabeça exploda, sua mente vai estar muito mais relaxada. Quando a musica acabar, sua cabeça vai doer em dobro, mas ainda assim você acha que valeu a pena.

E, naquele momento em que nada importa, você não pensa em todas as maneiras que você errou com alguem, você não pensa que precisou de horas pedindo desculpas e parece não ter adiantado nada. Você deixa pra pensar nisso quando o efeito acabar, quando você vai estar com o nariz todo ferrado, a cabeça completamente absorta em problemas e seu corpo cheio de dor da anestesia que a droga te deu.

Nesse momento você pode chorar. Não vai mudar nada, mas você tem motivos pra isso. Então você chora. Você sabe como é se sentir assim? Você sabe quão bom é esquecer que você é um lixo e sempre faz merda com todo mundo? Você tem a mínima idéia de como é sentir de novo que você ainda não saiu do mundo, que seus problemas ainda não acabaram?

Eu sei. Eu sei como é sentir isso. Eu conheço a melhor solução, mas ela me faria bem. Auto-destruição. Você se sente podre demais pra merecer algo bom. Você quer que sua cabeça fique da mesma maneira que você se sente. Que fisicamente seja tão ruim quanto psicologicamente. Você espera viver pra continuar sentindo essa dor, você espera que os seus erros constantes não acabem te matando, você imagina que a dor vai te fazer sentir menos culpa.

E vai. Só por alguns instantes. Enquanto você estiver rindo, enquanto você estiver fugindo dos riscos de se estar usando algo, vai. Durante o efeito, curto, você vai ter um pouco tempo pra se sentir bem. Até voltar ao normal. Um péssimo normal. E aí você passa a se lamentar por quem é, mesmo que não queira, nem por um momento, ser diferente.

Continuar fugindo parece a solução. Por isso você vai fazer isso toda vez que sentir como se seu mundo estivesse caindo. E você vai continuar. Horrivel e delicioso ao mesmo tempo, não é? Você tem muitos motivos pra se sentir assim.