Sabe aquele amigo que você conheceu na internet em alguma rede social ou foram apresentados por terceiros e tal? Sabe aquela máquina incrivel que você viu à venda e achou sensacional? Sabe você?
São algumas coisas que conhecemos, achamos conhecer e desconhecemos, afinal. Por mais que você tenha um melhor amigo de internet e conheça todos os segredos dele, você nunca vai conhecer todas as manias dele, os medos, a maneira como ele enfrenta um problema. Por quê? Porque você não está do lado dele pra saber tudo isso.
Da mesma forma quando você quer algo que você nunca pôde conhecer, tocar, testar. Aqui se encaixa aquela sua paixão platônica por alguém que você nunca viu pessoalmente ou até aquele carregador de pilhas que você viu no mercadolivre.com e achou que é melhor que o da loja perto da sua casa.
Mas a parte em que você parou pra se perguntar foi quando eu mencionei que você desconhece a si mesmo. Ruim? Sempre. Verdade? Infelizmente.
Nós nunca nos conhecemos completamente e sempre tem alguém que nos conhece melhor. Nós sempre presumimos nossas reações e quando precisamos delas, acontecem de maneiras diferentes do que imaginamos.
É. Somos imprevisíveis pra nós mesmos, nos pegamos de surpresa. Por mais que saibamos exatamente quem somos, nunca sabemos. Por mais que acreditemos num início de nós, ainda há a verdade de tudo isso. O que nos leva a apenas crer em algo que não temos certeza. Isso só nos prova que nunca nos conhecemos por inteiro.
Até porque não conseguimos lembrar de todos os acontecimentos que passamos. Na verdade, lembramos apenas de uma parte mínima deles. E tanta gente passa tempo demais tentando descobrir quem é que esquece de viver e aproveitar quem pensa que é.
Afinal, algo que sabemos sobre nós, é que somos temporários e que não vamos durar o suficiente pra descobrirmos tudo sobre nós. Mas a melhor maneira de conhecer realmente a si mesmo é se colocar em risco, onde a sua personalidade tem que estar formada, testar quanto longe vai seu caráter, provar que você é único pra si mesmo, não tentando ser uma cópia de alguém.
E, o mais importante: não ter medo do que pensam sobre você. Afinal, só pode te julgar quem te conhece. E, se nós não nos conhecemos, não podemos nos auto-julgar e não temos o direito de nos rebaixar a algo que, no fundo, sabemos que somos melhores.
Nunca sabemos exatamente quem somos, mas sempre somos melhores e maiores do que pensamos.
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