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26 de abril de 2012

Stand Up for Winter!

E cá estamos nós novamente, encolhidos no sofá enrolados num cobertor, de capuz (porque ser careca, te contar, é pra gelar o coco!) e luvinhas sem dedos (pra manter a mobilidade) e aquele pantufão que sempre te provoca um puta tropeção dentro de casa, daqueles que merece top 10 de programa de humor de domingo à tarde.

Estávamos discutindo hoje ao meio dia no trabalho (pouco antes de eu sair pro meu intervalo e nunca mais voltar) sobre banho no inverno e a preguiça que isso provoca. Por que preguiça se banho no inverno é tão bom, né? Então, vamos à explicação:

É um daqueles dias de frio de "renguear cuzco" e tu tá lá de boa, com a tua mantinha, capuz, luvinhas sem dedo e aquele casaco filho da puta que mais parece um iglu móvel. Aí tu para na frente do box do banheiro e fica uns 10 minutos encarando o chuveiro.

O que se passa pela tua cabeça naqueles 10 minutos é algo tipo "mas hoje foi tão frio, eu nem estou tão suja assim... acho que dá pra tomar banho só amanhã..." aí surge aquele peso na "consequência" e tu se decide por encarar o banho mesmo assim. E aí começa a "cebolificação".

Primeiro tu tira aquele casaco iglu que te deixa igualzinho ao boneco inflável da propaganda dos pneus da Michelin, aí tu tem que voltar pro teu quarto largar ele, porque se colocar aquele casaco pendurado nos bagulhinhos brilhantes do banheiro, ou eles caem, ou não sobra mais espaço pra ti lá dentro.

Aí é uma escolha difícil entre começar a tirar as calças ou as blusas. Sabendo-se que as blusas estão por dentro das calças, essa escolha exige alguns cálculos precisos. Tu te decide pelas blusas porque as calças demoram mais e começa por aquele moleton gigantesco que tu usava quando estava na escola.

Esse é o moleton quentinho pra caralho que pode estar parecendo que o mendigo que te doou ele na rua, mas tu NUNCA vai se desfazer. Tirando o primeiro moleton, hora de passar pra blusa de lã que tu só colocou porque "NATAAAAAAAAAALIA, COLOCA UMA BLUSA DE LÃ QUE VAI ESFRIAR" e mãe está sempre certa.

Mentira. Tu se arrependeu de morte de colocar a filha da puta da blusa de lã e só suou o dia inteiro por causa da filha da puta da blusa de lã. Ok, hora de tirar aquele moleton mais leve que tu usa por cima do pijama quando o frio noturno é cruel demais.

Hora de tirar aquelas duas camisetas que tu colocou pra substituir uma blusa de lã e ficou com preguiça de tirar quando a mãe mandou colocar a filha da puta da blusa de lã. Agora, finalmente, a camiseta do pijama, mais quentinha impossível, dá vontade de nunca tirar mais tirar, tomar banho com ela e dormir de novo assim mesmo.

Agora é a hora que vem aquele frio do caralho nas tuas costas e todos os orifícios do corpo se arrepiam e tu fica todo pontilhadinho, com os pêlos do braço levantados e tudo. E aí tu tem que tirar aquela calça gigantesca (que é a única que suporta tudo que tu tem por baixo) daquele teu tio que perdeu 156 quilos.

Certo, hora de tirar as meias. Primeira meia é aquela de futebol que tu roubou do teu pai, que o calcanhar fica quase no joelho e tal... Por baixo daquela tem a meia fofinha super colorida e peludinha que tu ganhou da tua irmã (que comprou a dita cuja no balaião do 3 por 10 ~ uma pra ela, uma pra ti e uma pra tua mãe).

Ok, última meia, finalmente, é a que segura o pijama, essa é normal, nada de especial e engraçadinho sobre ela. Agora tu olha pro teu pé (finalmente conseguindo mexer os dedos), que já começou a ficar azul, roxo, MARROM de frio. Olhando pras mãos, igualmente marrons, ok, concorda com os membros superiores.

Aí tu tira aquela calça de lã ~ cuja qual ~ a cintura fica na altura dos mamilos, basicamente e MESMO ASSIM, o maldito fundilho (palavras de mamãe) fica no joelho, puxando a calça do tio que perdeu 156 quilos pra baixo O TEMPO TODO.

Calça de lã fora, bora passar praquela calça sem definição, que tu só usa em casa porque é tão gasta e transparente que é capaz de aparecer a tua cueca de dinossauros através dela. Agora só falta aquele pijama quentinho que é o único que tu tem, por isso não deixa tua mãe lavar e se tu tirar, para de pé por si só.

Agora que só falta a cueca de dinossauro e tu já tá parecendo um de tão enrugado e marrom de frio, hora de ligar o chuveiro. Aí a tarefa de colocar os chinelos de banho ainda com uma água gelada do caralho do último banho e ver seu pé quase preto. 

Com alguma dificuldade, se chega na torneira. Aquele toque que quase dá choque, porque aquela porra tá tão gelada que se tu lambesse, tua língua ficaria colada na maldita torneira. Tu abre cuidadosamente bem pouquinho pra não ficar muito frio e te liga que aquele pouquinho não foi o suficiente pro maldito ligar.

Tarde demais pra se arrepender, já desceu aquele puta jato from Groenlândia na tua bunda e fez até pentelho inexistente ficar igual aos teus pêlos do braço. Tu abre mais um pouquinho e vem aquele jato quentinho dos deuses, presente divino que logo começa a se tornar um jato from hell quente pra caralho.

Aquela coisa entra em contato com os teus pés e mãos marrons de frio, quase tão gelados quanto enfiar a mão dentro do congelador, agarrar um pedaço de carne e colocar ele na nuca e provoca aquele sentimento estão-derramando-ácido-de-bateria-em-mim super gostoso.

Quando a sensação passa, tu toma aquele banho dos deuses (fora o shampoo empedrado de gelo que tu tem que manter debaixo da água pra conseguir fazer o líquido descer da porra louca do frasco), no qual 5 minutos são só pra tomar coragem pra fechar a torneira. 

Fechando a torneira, tu dá aquela sacudida a la Bethoven, se arrepende de morte por isso e dá o puxão na toalha que está pendurada no box mesmo. Maldito ventinho da toalha que te faz ficar com os orifícios todos arrepiados novamente.

Nisso tua mãe abre a porta, tirando todo o vapor quentinho de dentro do banheiro e trazendo aquele ventão polar pras tuas nádegas branquelas. Tu te seca, tua mãe fecha a porta, tu tá quentinho novamente. Hora de se vestir. Aí tu olha pras tuas roupas nos penduricos do banheiro e...

PUTA QUE PARIU, é hoje que durmo pelado.

She just makes me sing

Texto retirado de uma troca de sms que não pude deixar de postar, porque era, de longe, a coisa mais fofa do universo.

"O que eu sinto por ti consegue oscilar entre um carinho interminável com uma vontade daquelas que toma tua atenção por inteiro e com tudo isso, eu nunca fui tão próxima de alguém dessa forma e ainda quis me aproximar mais... Eu amo tudo em ti... "there's no part of you that i'm not in love with". Teu jeito espontâneo, tuas caras fofas, o jeito como tu fica boba e faz a carinha mais linda do mundo, tua boca perfeita, teu sorriso, teu jeito mandão, a forma como tu não se importa com o que é desnecessário, como tu deixa claro o quanto tu gosta de mim e me prova isso todos os dias de 1512 formas diferentes, tudo! Mas principalmente, o que eu mais amo em ti é eu... a forma como eu me sinto quanto eu estou contigo é o meu melhor. De todas as formas que eu consigo me perder, só tu sabe desfazer todas elas e fazer eu me encontrar de novo. Eu me encontro em ti e na minha melhor forma. Eu amo meu eu quando esse eu está contigo."

7 de abril de 2012

Gypsy Rose Lee

Então, tem essa garota, é uma história tanto quanto complicada. E bastante cômica.

Depois de tudo que aconteceu, depois de tudo que eu prometi sobre não me envolver com ninguém novamente tão cedo, ela aparece na minha vida e me mostra um lado de mim mesma que eu tinha deixado esquecido, no canto.

Resgatei minha velha inspiração, minha velha felicidade. E ela trouxe com ela uma onda de coisas boas pra minha vida. Depois dela, tudo começou a dar certo de novo. E o melhor, as coisas todas que estavam erradas começaram a se resolver.

Primeiro ela se fez ter certeza de que eu estava louca por ela. Só aí ela deixou claro que ela também estava. E hoje é isso, hoje acordo e durmo pensando nela, sonho com ela toda noite, falo sobre ela nas minhas músicas. Foi um tipo de conexão instantânea.

E graças a ela, eu consegui não só deixar meu passado pra trás, mas usá-lo como meu banquinho, pra conseguir enxergar meu futuro. Lembrei como é ser espontânea, fazer o que der vontade e não se sentir culpada por isso, não pensar demais, não hesitar.

Muitas das músicas que eu canto ganharam um novo significado agora. E eu realmente espero que eu tenha aprendido o suficiente pra que dessa vez, eu saiba como cuidar dessa coisa nova e engraçada que surgiu na minha vida. Fazer isso durar.

É aquela velha história... nos seus olhos, eu posso ver o mundo inteiro, a eternidade. A propósito, enfatizarei: tenho mais de uma eternidade pra viver. E posso te abraçar infinitamente em todas elas. De novo, obrigada por me trazer de volta à vida.

When I love you, baby, I mean it more than just the whole world.