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30 de janeiro de 2012

The Basement - The Whole Thing, The Begining

Boa noite, queridos leitores inexistentes! Este post marca o início de uma nova série de textos em forma de diário, levando consigo o assunto "Holy Cow", que é (calma aí que essa frase tem que ser dita com ênfase) minha nova banda. Que, milagrosamente, está dando muito certo.

Atualmente, tivemos dois ensaios pra valer, um ensaio-teste, uma mudança de local de ensaio (da casa pro porão) e algumas rodinhas de conversa, videogames, filmes e risadeiras. Temos uma camiseta feita em stencil e virada do avesso, um festival agendado (pro qual nem nos inscrevemos) e nenhum pedestal pro microfone.

Temos alguns cabos meio tortos, umas baquetas quebradas, umas caixas de som que fazem barulho de ar condicionado, canos de água, nenhum banheiro e uns planos pra um quem-sabe-futuro-sofá-feito-à-mão. Temos umas garrafas de Taimbé (e nos arrependemos de morte por isso), garrafas de Coca vazias pra todo lado e até uns pastéis pelos cantos.

Além disso, temos duas músicas prontas e quase perfeitas (só falta uma vocalista que saiba cantar), umas composições que dão vontade de chorar rindo, recordes de competição de arrotos e a caneca da irmã do Johnny cheia de gelo e cheiro de álcool. 

Temos um cabelo vermelho, os spikes estupradores, o cara que não pode beber e a guria do adesivo do Superman. E somos uma mistura de metal, punk, otaku, nerd, geek, gamer, indie, ska e milhares de coisas mais que se pode imaginar pra se criar um estilo musical completamente freak.

Um, dois, três, quatro, are you ready to be liberated?

24 de janeiro de 2012

When it's all gone... where does the pain goes?

Querida,

Há não muito, escrevi uma carta pra você. Eu nunca recebi a resposta que eu queria. Algumas coisas começaram a mudar devagar, até que elas acabaram mudando bruscamente. Lembra que eu sempre disse que me acostumava facilmente com as situações que me eram impostas? Então... não é bem assim.

Eu descobri que eu posso me acostumar com qualquer coisa que eu não me importe, mas que é muito difícil que eu aceite algo que eu desaprovo quando eu realmente me importo com isso. Não que eu não esteja aceitando tudo que já aconteceu, pelo contrário, já estou bastante conformada.

Tirei um tempo pra colocar na minha cabeça que isso não vai mudar e não vai voltar a ser como era. Nunca. O tempo que passou teve sua serventia. Agora é história. Agora é a memória que nunca mais vai se apagar. Eu realmente espero que você esteja bem, enquanto no fundo, espero que esteja sentindo o mesmo que eu.

Não é bom, eu sei, mas eu não consigo evitar. Uma parte de mim quer te ver vivendo sua vida e feliz sem mim, mesmo que isso me machuque as hell. Outra parte realmente espera que você perceba que eu não estou ao seu lado da mesma forma que antes... e sinta falta disso.

Por mais que eu saiba que isso não vai acontecer.

Eu já entendi o que você me quis dizer... já aprendi o que tentaste me ensinar. É como eu já te disse: o sentimento que eu tinha por ti ainda está aqui dentro, intacto. Mas você arrancou a etiqueta que tinha nele com o seu nome. Somos estranhas.

O que havia antes, nós matamos. Não sei por quê, exatamente, mas isso tudo não é e não vai voltar a ser o que um dia já foi. E é uma pena. Eu já disse também que sinto sua falta. Todos os dias. E sei muito bem que esse sentimento só vai crescer.

E só se confirmou o medo que eu tinha. O medo de nunca poder te chamar de "minha namorada". Esse medo se tornou tão real que ainda me sufoca. Onde errei? Errei pensando que não sentiria nada por ti e em não me preparar pra quando isso acontecesse.

Como eu já disse, você sempre esteve preparada pra quando tudo acabasse. Eu sei que não dói em você como dói em mim. E, se dói, pelo menos um pouco, ninguém pode perceber. O pior de tudo isso é que você não me deixa ver nada do que você sente agora. Se eu pudesse, ao menos, olhar nos teus olhos...

Se eu pudesse e tivesse coragem.

Se eu soubesse que não choraria quando olhasse pra você e lembrasse de todas as coisas.

Se eu sentisse que você olharia nos meus olhos e me diria o mesmo da última vez.

Se eu pudesse ouvir o seu "eu te amo" mais uma vez.

E, sim, eu posso me acostumar... com o tempo, não importa quanto demore. Mas o fato complicado está em querer ou não me acostumar. Eu disse muita coisa, eu fiz muita coisa, eu mudei muita coisa. E disso, o que permaneceu, foi a dor de saber que não somos mais aquela coisa esquisita de antes.

Disso tudo, o que lateja dentro da minha cabeça é "pensa agora em nunca mais dormir abraçada com ela, pensa em como tu nunca mais vai receber uma mensagem dela, dizendo que ela te ama, no meio da tarde, sem motivo algum, pensa que tu nunca mais vai olhar nos olhos dela e dizer que a ama."

Afinal, como você sempre disse, nada dura pra sempre. A não ser o amor.

Maldito!

18 de janeiro de 2012

Just Updating

Love does stupid things. It doesn't matter the shit you do/are, if somebody loves you, they're not gonna care about it. You just can't be always the heart of stone.

Sometimes, fate makes us fall in love just to fuck us up. So we can see love is needed to complete our happiness. It might sound stupid and cliche, but doesn't matter from where it comes, love always makes us happy.

Nobody can be happy without love. Love your music, love your life, love your mom, love your dog. But just the fact you love something, that's already enough.

And the most important thing: learn that being tough doesn't mean being heart of stone.

Heart of stones don't usually get hurt. Happiness is far away from them. Tough hearts, otherwise, know happiness. And when they get hurt, they grow up learning from this.

Don't just ignore love. Without it, every single sign of life would be dead inside all of us.

And remember, always: love doesn't need high school.

15 de janeiro de 2012

Until it lasts

Como já dizem os sábios, "nothing lasts forever". Assim, a coisa mais inteligente que podemos fazer é nos manter preparados para o fim. 

Existem conceitos e conceitos sobre felicidade. É constante, não é, depende de alguém, depende de você mesmo e só de você. É, são muitas visões contrárias. Mas na minha visão, felicidade é constante e independente de pessoas, momentos ou fases da sua vida.

Uma vez encontrada a felicidade, você a tem, ela é sua e de mais ninguém. Isso não significa que você estará sempre alegre. Alegria é um estado variável, contrário à tristeza, que vai e volta. E esta sim, depende de pessoas, momentos e fases.

Alegria é aquele sentimento que estar com os amigos te proporciona. É aquele gostinho bom de final de tarde de sexta-feira, é aproveitar um dia e chegar ao final dele com sensação de dever cumprido. Tristeza é o que eventualmente aparece na sua vida quando alguém te desaponta ou quando você mesmo faz isso.

Mas a felicidade é o que te segura durante esses maus momentos, até que algo te traga o estado de alegria de volta. É a que você encontrou fazendo as coisas que você ama e sendo feliz apenas por si mesmo, sem tentar ser feliz por ninguém mais. Felicidade é algo pessoal, cada um encontra a sua.

Depois desta breve explicação sobre meus conceitos e visões de felicidade, venho-lhes contar alguns fatos:

Eu tenho os melhores amigos que alguém pode querer. Mais amigos de verdade do que tempo pra todos eles. Minha banda está voltando à ativa com nova formação e parece que vai dar super certo. Fui contratada na escola de inglês onde estagiei pelos últimos 4 meses e há uma grande possibilidade de eu ser promovida muito em breve.

Mesmo assim, não sei onde minha alegria foi parar. Tem apenas duas coisas me incomodando. Uma delas é problema com pais, o que não conta na lista, já que nunca foi empecilho pra minha alegria continuar em alta. A outra delas é um tanto quanto óbvia - já citada no I just don't know how it got so far

Por que é tão difícil todas as coisas boas estarem boas ao mesmo tempo? Por que não se encaixa tudo como deveria ser? E o mais importante de tudo: por que não conseguimos nos desfazer das coisas ruins, mesmo quando sabemos que é o melhor pra nós?

Mudar tudo parece difícil demais, tentar salvar as coisas boas parece trabalho duro. Às vezes parece que o que está ao seu lado vale mais a pena do que o que está a sua frente, quando na verdade o que tem na sua frente são os resquícios de algo que já foi bom e você não tem forças pra restaurar.

E aí, o que está ao seu lado está novo e brilhante, fácil e ao seu alcance. Simples e rápido, eficaz. Mas na sua mente, quando você pensa na ideia, não te traz a mesma alegria do que a ideia de juntar os pedaços do que está na sua frente e fazer isso ser de novo o que já foi um dia.

E fazer com que isso se estenda. Enquanto durar.

Isso se você tiver coragem

7 de janeiro de 2012

O azarado

Essa é a história de um homem que tinha muita sorte. Um dia ele desejou que todas as pessoas ao redor dele tivessem a sorte dele. Até hoje ele não sabe como perdeu sua sorte.

- Eu costumava ter sorte, doutor. Eu tinha muita sorte. Mas...

- Mas?

- Mas agora... eu não tenho mais. Agora eu só atraio coisas ruins.

- Hm... que tipo de coisas ruins?

- Eu tinha um emprego perfeito. Fui demitido. Eu vivia fazendo festa, sempre me dava bem com todo mundo. Agora muita gente me esqueceu, poucos me sobraram. Tudo que eu faço sempre dá errado... e eu estou indo à loucura com isso.

- Por que você acha que isso acontece?

- Se eu soubesse, não estaria aqui. - Erick virou as costas e saiu do consultório. Realmente, o Dr. Sobrosa não estava ajudando em nada.

"Tanta boa vontade, meu desejo de ajudar é incessável", pensa consigo. Pobre Erick, ainda não aprendeu que às vezes não podemos ser super heróis, não podemos ajudar todo mundo.

Erick chegou em casa cedo naquela tarde. Pelo menos ele ainda tinha sua esposa, o que era um atestado de que sua sorte não tinha ido embora por completo. Ou talvez a sorte dela.

Ele era um cara bacana, divertido, simpático e prestativo. Aquele tipo que nunca se recusa a ajudar quando percebe a necessidade. Era esse o cara que todo mundo queria ter por perto. Esse tipo que estava sempre sorrindo, não importando a situação.

- Boa noite, querido. Como foi seu dia? - Raquel, sua esposa, sempre tão prestativa e gentil quanto ele.

- Melhor do que ontem... - Mesmo com toda a má sorte, ele continuava otimista. Admirável, não?

- Mas não melhor do que amanhã!

- Eu realmente espero isso... pelo menos ainda tenho a minha família.

- Agora e pelo resto da vida!

Ele queria evitar contato com qualquer coisa quebrável. Desde o dia que perdeu sua sorte, quebrou dois computadores, queimou um microondas e um forno elétrico e derrubou o armário de louça, quebrando quase tudo que continha nele.

Chegava em casa, tomava um banho gelado pra não arriscar de queimar o chuveiro e ia dormir. No chão. E nada de lençóis elétricos!

Duas coisas ele não sabia: primeiro, ele não havia perdido sua sorte, mas a doado. E, depois, todas as pessoas ao seu redor eram um amuleto. A partir do momento que ele estivesse sozinho, nada daria certo. Com alguém junto, tudo sairia perfeito.

Certo dia ele disse que queria sua sorte de volta.

Todas as pessoas ao seu redor passaram a ter o azar que ele provou.

Life has been teaching me

Centésimo post, vamos fazer algo decente (não espere por isso). Como já diz o título, a vida tem me ensinado. Esse centésimo post servirá pra compartilhar minhas novas experiências.

O ano mudou e levou com ele uma antiga vida. Aquela vida escolar, a tal da boa vida, essa o tempo já tomou de mim. E com isso aí, aprendi que quanto mais o tempo passa, mais a gente aprende a valorizar o que já deixamos pra trás, o que já virou história. E, bom, mais a gente percebe quanto aquele tempo era bom e nós não soubemos perceber isso quando ainda dava.

O tempo me ensinou que só lutar pelos nossos sonhos não basta se não soubermos exatamente pelo que estamos lutando. Esses últimos dias têm me ensinado que às vezes, quando nos importamos de mais, tudo o que recebemos em troca é a indiferença e que o melhor remédio pra isso é ser indiferente. Tenho aprendido tudo isso à força e, bom, não é lá muito tranquilo.

E além de tudo isso, está na minha lista também que esse ano que passou me confirmou, mais do que nunca, que idade é só um número e que não é porque te jogaram no mundo adulto antes do tempo que esse mundo vai ter pena de você e pegar leve só porque você é pirralho. 

Bom, também aprendi algumas coisas um pouco mais importantes do que isso. Leis da vida. Uma dessas leis é "nunca aproxime-se de alguém a ponto de não conseguir ficar longe". Porque, bom, as únicas pessoas que estão sempre aí por você, você as chama de "braço", porque elas não estarão por perto só pras coisas positivas da sua vida. 

E, acima disso, aprendi a amar. Calma aí... será mesmo que eu aprendi a amar? Incondicionalmente.

Aprendi a mentir, a jogar, a enganar, a trair, a ser canalha. Aprendi a me redimir e a perdoar. Esqueci como dizer "não". Pasme, querido leitor, mas agora, mesmo com tudo isso, eu sei amar. "Como assim?", certo? Também me perguntei isso várias vezes e cheguei à uma só conclusão: eu descobri porque o amor existe no mundo. E não falo só do amor "apaixonado". 

Até porque esse ainda causa uma certa repulsa, uma vontade de manter distância. Aprendi que quem se importa contigo geralmente não sabe como demonstrar isso. E sempre escolhe a forma errada de fazer isso. Descobri a alegria e a sensibilidade. E, ah, a compaixão!

Coisas que ninguém vai nos ensinar na vida, essas que temos que aprender sozinhos. "Testando", quebrando a cara, errando e tentando de novo. Dói pra aprender sobre a vida e não há quem não se machuque. Curáveis tais machucados, que quando desaparecem, se tornam cicatrizes de aviso, o aprendizado que diz as coisas que não devemos repetir, os erros e as mudanças que devemos tomar.

Mas o mais importante, aprendi que vontade de chorar nem sempre significa tristeza ou falta de algo. Ao contrário, querer chorar significa que estamos cheios demais de algo que precisa sair de nós. E quando nós choramos, isso sai.

Então, o meu conselho nesse centésimo post e primeiro do ano é que, nesse ano, aprendamos, choremos, brinquemos, cresçamos e, acima de tudo, aproveitemos tudo que a vida nos oferecer. Afinal, ela é curta... e todos nós estamos cansados de saber disso!

Certo?