Centésimo post, vamos fazer algo decente (não espere por isso). Como já diz o título, a vida tem me ensinado. Esse centésimo post servirá pra compartilhar minhas novas experiências.
O ano mudou e levou com ele uma antiga vida. Aquela vida escolar, a tal da boa vida, essa o tempo já tomou de mim. E com isso aí, aprendi que quanto mais o tempo passa, mais a gente aprende a valorizar o que já deixamos pra trás, o que já virou história. E, bom, mais a gente percebe quanto aquele tempo era bom e nós não soubemos perceber isso quando ainda dava.
O tempo me ensinou que só lutar pelos nossos sonhos não basta se não soubermos exatamente pelo que estamos lutando. Esses últimos dias têm me ensinado que às vezes, quando nos importamos de mais, tudo o que recebemos em troca é a indiferença e que o melhor remédio pra isso é ser indiferente. Tenho aprendido tudo isso à força e, bom, não é lá muito tranquilo.
E além de tudo isso, está na minha lista também que esse ano que passou me confirmou, mais do que nunca, que idade é só um número e que não é porque te jogaram no mundo adulto antes do tempo que esse mundo vai ter pena de você e pegar leve só porque você é pirralho.
Bom, também aprendi algumas coisas um pouco mais importantes do que isso. Leis da vida. Uma dessas leis é "nunca aproxime-se de alguém a ponto de não conseguir ficar longe". Porque, bom, as únicas pessoas que estão sempre aí por você, você as chama de "braço", porque elas não estarão por perto só pras coisas positivas da sua vida.
E, acima disso, aprendi a amar. Calma aí... será mesmo que eu aprendi a amar? Incondicionalmente.
Aprendi a mentir, a jogar, a enganar, a trair, a ser canalha. Aprendi a me redimir e a perdoar. Esqueci como dizer "não". Pasme, querido leitor, mas agora, mesmo com tudo isso, eu sei amar. "Como assim?", certo? Também me perguntei isso várias vezes e cheguei à uma só conclusão: eu descobri porque o amor existe no mundo. E não falo só do amor "apaixonado".
Até porque esse ainda causa uma certa repulsa, uma vontade de manter distância. Aprendi que quem se importa contigo geralmente não sabe como demonstrar isso. E sempre escolhe a forma errada de fazer isso. Descobri a alegria e a sensibilidade. E, ah, a compaixão!
Coisas que ninguém vai nos ensinar na vida, essas que temos que aprender sozinhos. "Testando", quebrando a cara, errando e tentando de novo. Dói pra aprender sobre a vida e não há quem não se machuque. Curáveis tais machucados, que quando desaparecem, se tornam cicatrizes de aviso, o aprendizado que diz as coisas que não devemos repetir, os erros e as mudanças que devemos tomar.
Mas o mais importante, aprendi que vontade de chorar nem sempre significa tristeza ou falta de algo. Ao contrário, querer chorar significa que estamos cheios demais de algo que precisa sair de nós. E quando nós choramos, isso sai.
Então, o meu conselho nesse centésimo post e primeiro do ano é que, nesse ano, aprendamos, choremos, brinquemos, cresçamos e, acima de tudo, aproveitemos tudo que a vida nos oferecer. Afinal, ela é curta... e todos nós estamos cansados de saber disso!
Certo?