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25 de dezembro de 2012

Skin on skin

Era um olhar violento, cheio de desejo. Uma troca de pensamentos e fantasias completamente silenciosas. Entre quatro paredes; ainda, cheio de riscos. Pedia por violência, implorava por prazer. Absolutamente válido. Selvagem e cruel. O literal "nu e cru". 

Um festival de sons e cheiros, uma mistura de essências externas e internas. Naquele calor, um toque era o suficiente pra criar uma combustão; daquele tipo que você torce pra que queime por completo, só deixe suas cinzas. E realmente queima. E volta ao normal. Aí queima de novo.

Paixão, luxúria, desejo, perdição. Um corpo completamente à mercê, apenas esperando que o fogo se iniciasse. Dois corpos envoltos em movimento e calor, criando uma energia tão forte que quase torna-se visível aos olhos humanos. 

De sua melhor característica, do seu maior devaneio, do motivo dos seus sonhos obscenos, sem pudor algum. Tudo que está ali é tudo o que realmente importa. O passado e o futuro não existem. Só o prazer do agora. Varre todo e qualquer pensamento, deixa apenas o prazer.

Roçar de corpos, de fragmentos. Roçar de lábios, quase-beijos. Intermináveis jogos de sedução, provocações. Sadismo. Dominação. Liberta as mãos que estão presas e entrega-se ao tato. Se demora e sente cada canto, cada centímetro de pele, de corpo.

E assim continua, pele na pele, olho no olho. Uma briga de imposições, uma luta dançada, uma dança sincronizada. O ritmo que segue é o mesmo que faz corpos voarem pelos ares, se jogarem no chão, se prenderem contra paredes. Ou, se preferir, subirem nelas.

A dança pela qual o corpo mais anseia, a carne mais sofre. A entrega, a criação de uma energia intensa, cheia de força e autonomia. Tanta autonomia que a mente fica ao léu, não manda mais. Agora, quem manda é o corpo. E somente ele.

Combustão hormonal, insanidade mental. Now cut the crap and let's have sex.

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