No meio da noite, sem conseguir ver um centímetro a frente do nariz, andando na direção, seguindo o lugar de costume, adentrando as árvores, buscando um tempo diferente. Não uma, nem duas, mas três fogueiras. Três fogueiras espetaculares.
Chimarrão na roda, mente feita, carne (e uns vegetais) assando, gente dormindo pelos cantos. Virar a noite no meio do mato, enfrentando os insetos com incensos, lutando pela permanência ali e fazendo fogo, acendendo velas em pontos estratégicos.
Como alguns disseram, "é assim que começam os filmes de terror". Que comece meu terror, então! Era tudo que eu esperava, na verdade. Que algo muito ruim acontecesse comigo. Mas só comigo, não estou procurando um matadouro.
Mas no final, nada ruim aconteceu. A noite seguiu deliciosa, até que foi substituída pelo dia. E assim continuou, uma delícia. O dia, em si, foi horrível. Pra mim, ao menos. Meu corpo acabou de acordar, mas meu espírito não conheceu descanso algum.
Depois de tanto deixar claro que as coisas não mais me afetariam, que meu espírito passaria impune por todo tipo de experiência, escondi a queda do mesmo. Dormindo. Ao menos, a queda foi amenizada por alguns detalhes. Ainda está caído, mas não faz tanta falta assim.
Na verdade, não faz falta alguma. É o fato de dar a saída de uma coisa da vida e perceber que ela se foi. A ideia do "nada dura pra sempre" na prática. Isso sou eu, me deixando abalar pelo final de uma das coisas que não duram pra sempre.
Uma das únicas que algum dia eu esperei e quis que durasse, mas sempre soube que não iria. De qualquer forma, nunca consegui tal façanha, e agora não seria a primeira vez. Mas agora não é hora de lamentar ou deixar isso afetar ainda mais.
Vamos encerrar esse ciclo e guardar a pontinha do durex pra na próxima vez não ter que sofrer procurando. Deixa que o vento leve de novo, leve pra longe. Mas dessa vez, não traga mais de volta. Já está certo, é a ida, a despedida. Que caia a ficha, que desmorone o mundo, mas não muda.
O segredo é aceitar. Tudo vai e volta de vez em quando. Mas às vezes só vai. E a gente tem que deixar.
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