Páginas

1 de fevereiro de 2013

So let's have a talk about love, shall we?

Eu sei que somos amigos há muito tempo, mas hoje não vou te apoiar. Me desculpa, mas acabei por ver coisas que me fizeram entender que tu não és tão verdadeiro quanto dizem por aí. Não que tu mintas ou algo do tipo... mas desaparece o tempo inteiro, sem contar quando machuca milhares.

Estive ao seu lado até ultimamente, mas tudo que fizeste pra mim foi me dar alguns momentos bons e desaparecer do mapa, fingir que nunca existiu. E aí quando volta, promete de toda forma que é pra ficar, mas sempre vai embora.

Qual é a tua? Tu és controlador, domina as pessoas e faz elas fazerem o que tu queres e da forma como queres. Por ti, pessoas já assassinaram, foram assassinadas, tiraram a própria vida, atravessaram o mundo, fizeram músicas, filmes, poemas e livros. E ainda assim, és ingrato.

Eu olho pra trás e te vejo machucando. Olho pros meus amigos, te vejo fazendo-os sorrir por um tempo, depois arrancando seus corações fora, fazendo-os acreditar que tu és tudo que eles têm. Mentiroso. Pra todo lado que vejo o que tu fazes, só vejo destruição.

Mas a culpa não é tua, é? A culpa é de quem está contigo, sempre. A culpa é de quem te vê, de quem te ouve, de quem te sente. É claro, ninguém te entende... és um enigma, ninguém consegue descobrir qual o teu propósito, pra que tu estás onde estás.

E eu também não sei... não entendo por que tu te mostra por aí durante um tempo, faz surgirem alguns sorrisos, causa frio na barriga e aquela sensação gostosa de palmas da mão suando e pupilas dilatando. Eu prefiro fechar meus olhos e não te entender, assim está bom.

Sabe, eu cansei de tentar te colocar no lugar certo, porque parece que lá não é teu lugar. Teu lugar certo é no lugar errado. No dia que eu te entender, no dia que eu conseguir te colocar no lugar certo, no dia que eu não tiver meus planos inteiros derrubados por ti, aí quem sabe a gente converse.

Por enquanto, quero distância de ti, de todos os teus efeitos e, principalmente, das tuas causas. Antes de te entender, eu preciso entender a vida, que é um tanto quanto mais importante do que tu, perdão pela sinceridade. Não te desconsidero, mas não te faço prioridade.

Vou te manter por perto, é claro, não dá pra viver sem a tua presença. Mas não conto contigo. Não confio meus dois olhos fechados ao teu redor. Um deles continua aberto, te vigiando o tempo inteiro. Ainda espero que o teu lugar seja onde eu quero que tu esteja, juro.

Esse lugar vai demorar um pouco pra chegar, ainda. Mas quando ela chegar, trata de fazer o teu papel direito e parar de desaparecer da minha vida. Quando ela chegar, te coloca no lugar que eu disser e fica por lá mesmo, ok?

E, ah, Amor? Não ouse estragar meus sonhos de novo, desgraçado! 

Desde já, agradeço.
Com amor (e todo direito à ironia), Mabon.

Nenhum comentário:

Postar um comentário