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29 de novembro de 2013

Peaceful

Deep down in the ocean, there it is... peace.

O que precisamos pra viver em paz? O mundo é agressivo demais para que haja algum resquício de "pacífico". Um estado de espírito difícil de ser alcançado; a paz. Tranquilidade e aceitação para consigo mesmo, em primeiro lugar, e, depois, para com o restante do mundo. Conhecimento de que todos somos iguais e diferentes, cada um a sua maneira. Sabedoria e entendimento sobre a vida e sobre si. 

Concentrar energias em harmonia para que haja paz. Paz, não só de espírito, de mente, mas também de corpo. Estar em paz com a sua saúde e bem estar. Inúmeras vezes não temos paz nem quando estamos dormindo. Somos atordoados por sonhos, pesadelos, até mesmo visões ou premonições desagradáveis, agoniantes. E também, por vezes temos nossa paz perturbada por uma simples dor de cabeça.

Somos constantemente bombardeados por tragédias, impaciência, intolerância, falta de senso comum. A culpa obviamente não cabe à parte perturbada, mas ao perturbador. Ele não quer paz, e não se importa em perturbar a quem quer.

Como manter a cabeça fria e firme diante de situações desafiadoras? Colocar em risco minha paz, ou deixar que o universo cuide da situação? Estar em paz. Cada vez me parece mais difícil atingir o estágio de paz plena, completa, "zen". 

Não se atinge paz sem antes atingir o equilíbrio de espírito que necessitamos pra nos manter passivos a determinadas situações que nos colocariam nos limites da calma. Paz é um conjunto de vários "atributos" espirituais. Tolerância e equilíbrio principalmente. Ser alguém calmo e tranquilo não significa ter paz. É um estágio superior.

Normalmente, muitas coisas nos rodeiam e nos perturbam, fazendo com que seja cada vez mais difícil encontrar o lugar de paz, a forma como a vida deve correr pra que tudo fique da melhor forma possível. Gostamos demais de interferir quando nos diz respeito. O detalhe é que quem determina se nos diz respeito ou não, geralmente somos nós. E, quem, afinal, somos nós pra dizer algo? Ou, mais, pra determinar?

Somos tão falhos que passamos a vida "correndo atrás do vento"; muitos de nós nem sequer sabem em que direção estão indo. Temos nossos meios de escape, ou, como vemos, de busca por paz, por felicidade. Somos tolos o suficiente pra seguirmos às cegas pessoas, livros, dizeres e crenças sem que "vejamos por nós mesmos". Ter fé não é ter paz.

Quem medita sabe ao que me refiro; não é crendo para ver que as coisas funcionam. Podemos ver e saber muito do que existe lá fora, sem que ninguém nos barre conhecimento. Nem nós mesmos. Muitos não vemos por não querer ver. Alguns por não conseguir. Outros, por nem sequer tentar. 

Paz não é um sentimento, nem uma emoção. Quando a alcançamos, devemos trabalhar ao máximo pra que ela se mantenha plena e presente durante o restante de nossos dias. Afinal, é mais do que um presente, do que uma "dádiva". É um dom. Paz é a capacidade do ser de permanecer pleno. 

A quem já leu outros textos em que escrevi sobre plenitude, sabe, que isso é o que nos faz ser parte da energia plena, pois assim o somos. Então, basicamente, o estágio de paz em que devemos nos encontrar ao longo da vida é o que nos torna parte de "algo maior". 

Talvez a dificuldade de chegar a esse estágio seja o que nos mantêm no looping de idas e voltas, vidas e pós-vidas, sem nunca chegar ao ápice, ao clímax, à paz completa.

27 de novembro de 2013

Dreamcatcher

Existem várias lendas que são contadas sobre ele, mas vou contar a que ouvi primeiro...

Haviam duas tribos em guerra, e a tensão era tanta nas aldeias que fazia com que as crianças tivessem muitos pesadelos. Preocupados, os pais pediram à xamã de uma das tribos que criasse um amuleto que os fizesse dormir em paz, sem que os sonhos ruins os perturbassem, afinal, eles não tinham culpa alguma da guerra entre as tribos.

A xamã buscou respostas em meio à natureza. Passou um dia inteiro sentada diante de um carvalho, observando-o, esperando o raio de luz que a mostrasse o que fazer. De repente viu, no topo da árvore, um formato redondo, preenchido pela teia de uma aranha. Ao olhar para essa imagem, viu uma gota de orvalho caindo sobre o trançado curioso e no alto do céu, sobrevoava uma ave de rapina, e dela caiu uma pena que ficou pendurada no formato circular.

Foi elaborado, então, o filtro dos sonhos, com a finalidade de aprisionar as energias ruins que afetavam o sono das crianças e dissipá-las ao primeiro raio de sol. O amuleto foi distribuído entre as famílias da tribo e suas crianças puderam novamente dormir em paz. Algum tempo depois, as duas tribos fizeram um acordo de paz que não mais fora abalada.

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Costumo dizer que o filtro dos sonhos não é um filtro de apenas sonhos, mas de energias. Funciona como uma peneira, que ficaria suja conforme utilizada. Assim, através do que chamo de "determinação de finalidade", conseguimos que o filtro seja purificado e que as energias negativas sejam transformadas em positivas, através das leis da mutação, visto que nada na natureza (nem energias) se destroem. 

Para isso, basta acender um incenso de sua preferência, que tenha como benefício o que queres deixar no seu filtro, passando a fumaça pelo trançado do filtro enquanto faz a energização. É como colar um rótulo: as energias chegam até ele e sabem o que lhes é permitido. Apenas deixar claro qual a sua vontade, assim se manterá seu filtro. 

Fale pras energias o que você quer que ele te traga. Lembre-se, isso não vai refletir apenas nos seus sonhos, mas no seu dia-a-dia também. Toda a energia que passar por ele será transmitida a você, então queira que essa energia seja a melhor possível. Coloque esse desejo no filtro, também, deixe claro que energias ruins não lhe servem de nada e que apenas o que é bom e positivo permaneça e se desenvolva.

Ao final da sua "conversa" com as energias, deixe o incenso próximo ao filtro, pendure-o próximo à janela, se possível. Quanto mais sol ele pegar, melhor. Nada o impede de reforçar a energização de tempos em tempos, e também fazer algumas limpezas. 

Seu filtro dos sonhos será, a partir disto, o amuleto que vai proteger todo o ambiente de más energias e garantir que hajam as boas. Sabendo usá-las, não há nada no mundo que você não possa fazer.

21 de novembro de 2013

Do I Wanna Know?

Essa noite tive um sonho, como vários que tenho tido nos últimos dias. Como vários que já tive antes. Me pergunto o que significariam esses sonhos... 

No fim, sempre são sinais, pra que fique claro que algo tem mudado. Isso me fez feliz. Ver que as mudanças foram positivas me fez sorrir. Mas também me deu um certo aperto. Por quê? Será que é tão difícil assim? A gente coloca a culpa na ausência. É o não saber e o não ver, a curiosidade. A vontade de saber como vai, se as coisas estão melhorando ou não...

Aqui está tudo bem, por sinal... tudo tem evoluído e se arranjado de forma que traga consigo um zilhão de coisas boas. Mas como eu gostaria de poder compartilhar tudo isso... e também, ver as coisas boas aí do outro lado acontecerem e ficar feliz. 

Em sonhos é tudo tão estranho e confuso, tudo parece ao contrário. Longas discussões embaçadas e intermináveis com o absoluto nada. Sem razão alguma; sem sentido. Ou será que tem? Será que sou eu que não consigo encontrar um sentido nisso tudo? 

Já me foram milhares de versos embora, em que expresso em demasia essa sensação, o nadismo. Mas de que me adianta falar tanto comigo mesma sobre isso? Eu sou a única pessoa que conhece o significado do meu nada, ninguém pode fazer nada por mim dessa forma.

O que antes muito me abalou está sempre presente nos meus passos diários. Cautela, atenção, visão e precaução das mazelas que o destino pode nos trazer. Às vezes isso me sufoca, me deixa cheia de... nada. Como se o nada fosse tão pesado que eu não o pudesse suportar; como se eu sufocasse e me afogasse. Em nada. 

A única explicação plausível é que esses são os reflexos da carne em que me encontro. Do sangue que pulsa em minhas veias. Uma pergunta sucede outra e outra sucede outros milhões. A resposta não está próxima. E assim, quem é que vai me dizer o porquê?

Se ao meu lado se levanta um motivo e à minha frente se mostra um objetivo, posso associá-los e ir em frente. Do contrário, me encontro como agora: estagnada em meio aos milhões de perguntas impossíveis de serem respondidas. Motivos, é tudo que peço.

O que não muda que me sinto em paz e tranquila em saber que as coisas vão bem e são favoráveis de todos os lados do tabuleiro. Que assim continue e que assim evolua, pro bem de nós. Que as lembranças de tudo que passou se façam mais do que aprendizado e que o espírito saiba seguir em frente limpo, tranquilo, neutro. 

É o que desejo, pra ti e pra mim também;
Amor e paz.