Deep down in the ocean, there it is... peace.
O que precisamos pra viver em paz? O mundo é agressivo demais para que haja algum resquício de "pacífico". Um estado de espírito difícil de ser alcançado; a paz. Tranquilidade e aceitação para consigo mesmo, em primeiro lugar, e, depois, para com o restante do mundo. Conhecimento de que todos somos iguais e diferentes, cada um a sua maneira. Sabedoria e entendimento sobre a vida e sobre si.
Concentrar energias em harmonia para que haja paz. Paz, não só de espírito, de mente, mas também de corpo. Estar em paz com a sua saúde e bem estar. Inúmeras vezes não temos paz nem quando estamos dormindo. Somos atordoados por sonhos, pesadelos, até mesmo visões ou premonições desagradáveis, agoniantes. E também, por vezes temos nossa paz perturbada por uma simples dor de cabeça.
Somos constantemente bombardeados por tragédias, impaciência, intolerância, falta de senso comum. A culpa obviamente não cabe à parte perturbada, mas ao perturbador. Ele não quer paz, e não se importa em perturbar a quem quer.
Como manter a cabeça fria e firme diante de situações desafiadoras? Colocar em risco minha paz, ou deixar que o universo cuide da situação? Estar em paz. Cada vez me parece mais difícil atingir o estágio de paz plena, completa, "zen".
Não se atinge paz sem antes atingir o equilíbrio de espírito que necessitamos pra nos manter passivos a determinadas situações que nos colocariam nos limites da calma. Paz é um conjunto de vários "atributos" espirituais. Tolerância e equilíbrio principalmente. Ser alguém calmo e tranquilo não significa ter paz. É um estágio superior.
Normalmente, muitas coisas nos rodeiam e nos perturbam, fazendo com que seja cada vez mais difícil encontrar o lugar de paz, a forma como a vida deve correr pra que tudo fique da melhor forma possível. Gostamos demais de interferir quando nos diz respeito. O detalhe é que quem determina se nos diz respeito ou não, geralmente somos nós. E, quem, afinal, somos nós pra dizer algo? Ou, mais, pra determinar?
Somos tão falhos que passamos a vida "correndo atrás do vento"; muitos de nós nem sequer sabem em que direção estão indo. Temos nossos meios de escape, ou, como vemos, de busca por paz, por felicidade. Somos tolos o suficiente pra seguirmos às cegas pessoas, livros, dizeres e crenças sem que "vejamos por nós mesmos". Ter fé não é ter paz.
Quem medita sabe ao que me refiro; não é crendo para ver que as coisas funcionam. Podemos ver e saber muito do que existe lá fora, sem que ninguém nos barre conhecimento. Nem nós mesmos. Muitos não vemos por não querer ver. Alguns por não conseguir. Outros, por nem sequer tentar.
Paz não é um sentimento, nem uma emoção. Quando a alcançamos, devemos trabalhar ao máximo pra que ela se mantenha plena e presente durante o restante de nossos dias. Afinal, é mais do que um presente, do que uma "dádiva". É um dom. Paz é a capacidade do ser de permanecer pleno.
A quem já leu outros textos em que escrevi sobre plenitude, sabe, que isso é o que nos faz ser parte da energia plena, pois assim o somos. Então, basicamente, o estágio de paz em que devemos nos encontrar ao longo da vida é o que nos torna parte de "algo maior".
Talvez a dificuldade de chegar a esse estágio seja o que nos mantêm no looping de idas e voltas, vidas e pós-vidas, sem nunca chegar ao ápice, ao clímax, à paz completa.
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