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30 de janeiro de 2015

Love is the answer

Hoje ao acordar, percebi uma energia diferente no ar. Tudo estava mais leve, mais bonito, mais cheio de uma harmonia quase que transcendental. Fechei meus olhos ao levantar a cabeça para o sol, que há pouco acordava, ainda se espreguiçando, e pedi liberdade. Então, liberdade, me pegue no colo, me leve pra longe, faça minha alma escalar a colina mais alta e dali, voar.

Esse tem sido um tempo de reflexões, retrospecção e grandes aprendizados. No mundo, vemos grandes tragédias, atentados, terrorismo, guerra, morte, dor, sofrimento, as consequências dos atos dos homens para com o planeta e seus grandes castigos para o mau uso que dele fazemos. E enquanto isso, está se levantando uma grande legião, uma energia intensa que vem de um exército de luz e de amor, e a revolução está cada vez mais próxima. Sabemos por comprovações científicas que nosso mundo não mais abrigará vida em algum tempo, e uma grande catástrofe natural está por vir. Essa catástrofe marcará o fim de mais uma era e o início de uma nova. Como outros planetas, talvez a Terra se torne realmente inabitável, talvez tenhamos de migrar para outro planeta, ou talvez a mudança não seja tão abrupta como imaginamos, mas apenas uma redução populacional considerável, em que pouquíssimos sobreviverão. Ainda acredito mais na teoria do novo planeta, embora eu espere não fazer parte desta migração.

Fora as questões científicas, sociais e a tragédia iminente que nos aguarda em um futuro imprevisívelmente e relativamente próximo, ainda estamos vivos, ainda vivemos na Terra, ainda somos humanos. Pensar sobre o futuro é necessário, porém preocupar-se com ele é tolo. Muitos de nós somos um tanto quanto relutantes diante de situações complicadas, mas alguns já começaram a acordar e compreender que todas as coisas acontecem exatamente como devem ser, que nada é por acaso, e que tudo o que acontece tem uma razão determinada, e só cabe a você compreender a mensagem e fazer o que deve ser feito. Somos expostos a muitos acontecimentos que gostaríamos de evitar, e tudo o que isso quer nos trazer é algum aprendizado, para o qual deveremos estar atentos para ouvir e compreender, pois se não prestarmos atenção no que nos é ensinado uma vez, aquilo não nos será repetido, e teremos de experenciar outras coisas ruins a fim de aprender uma lição que deixamos pra trás. É como percorrer um labirinto e chegar ao centro dele sem antes ter passado na seção que continha uma chave para abrir a porta que se encontra no final do labirinto, a porta que leva ao aprendizado supremo e à evolução da mente para a sua libertação e a ascenção da alma no comando da sua vida.

Um dos aprendizados que nos tem sido passado de novo e de novo e de novo e o homem insiste em não querer compreender, é que o amor é a resposta para todas as mazelas do mundo. A dor, o sofrimento, a guerra, as discórias, o desrespeito, a depressão, a falta de compaixão, a tristeza, a frieza, a solidão, a doença, a desnutrição, a fome, a sede, a morte. E como o amor poderia ser a resposta pra tantas coisas que "independem" de um sentimento como este? Simples! Se todos os seres humanos amassem incondicionalmente ao seu próximo, não haveria dor, pois sempre haveria alguém para lhe confortar, e assim não haveria sofrimento, nem depressão, nem tristeza, nem frieza, nem solidão. Se todos os seres humanos amassem incondicionalmente ao seu próximo, não haveriam guerras, nem discórdias, nem desrespeito, nem falta de compaixão, e todos se uniriam para acabar com a desnutrição, com a fome e com a sede. E se o homem tivesse seus olhos abertos para o amor, veria que a morte, na verdade, não existe.

Sendo um pouco mais realistas e não esperando que, da noite para o dia, a humanidade acorde cheia de amor ao próximo (e a si mesmo, o que é grandiosamente importante e não tem nada que ver com o ego), podemos começar a cultivar o amor dentro de nós mesmos. Às vezes podemos ter dúvidas de como poderíamos fazer isso, e talvez às vezes seja difícil praticar o amor enquanto outros praticam o ódio e o desrespeito para conosco, mas devemos permanecer firmes e não nos igualar àqueles que agem de formas que só gerarão karmas e mais karmas, além de fazer mal para si mesmo. Quando digo que o amor é a resposta, também me refiro à transformação que acordar para o amor gerará em você. Quando você começar a acordar com o pensamento de que todo dia é um novo dia, um novo começo, uma nova chance para sermos diferentes, sermos melhores, quando você começar a sair da sua cama agradecendo por mais um dia que surge, independente do clima, independente de ter de ir trabalhar, independente de qualquer coisa, você vai começar a se sentir muito mais leve, cheio de energia e disposição para passar pelo seu dia fazendo coisas boas que lhe façam se sentir ainda melhor.

Para cultivar o amor, é simples, mas primeiro devemos estar acordados e conscientes de nossos próprios pensamentos. Devemos começar a compreender que o que nós pensamos não é, exatamente, fruto de nossa alma, mas de nossa mente, e a mente é um instrumento quase que maligno, que adora criar problemas "insolucionáveis" e enigmas que nos deixam confusos e desnorteados. A mente é um tremendo "puxa-tapetes", e devemos aprender a mandar nela, controlar o que ela atrai para nós. Nossos pensamentos serão o que atrairemos, então precisamos manter a mente organizada de uma forma que pensemos apenas coisas boas, produtivas, e, principalmente, cheias de amor e luz. Assim, depois de começarmos a alertar a nós mesmos sobre o que pensamos, podemos começar a colocar dentro de nós o pensamento "dentro de mim, só permito o amor" e repetir pra nós mesmos em mentalizações cheias de coisas boas, para que esse pensamento se perpetue e se consolide dentro de nós, e que isso seja tudo o que atraímos para nossas vidas. E então, devemos parar de olhar pras pessoas com pré-julgamentos e olhar a TODAS, por mais difícil que possa parecer, com amor. Todos precisamos do amor, todos queremos o amor, mesmo que inconscientemente. Somos seres de puro amor, somos almas movidas pelo amor, e por isso a humanidade tem perdido a força de suas almas, pois não mais pratica o amor.

Hoje em dia, tenho percebido que muitos começaram a acordar e praticar o amor como sua lei, deixar a alma guiar suas vidas e desligar-se de suas mentes humanas problemáticas e falhas, e isso me enche de esperança. Tenho esperança pelo mundo, pois sei que o amor tem um grande poder de transformação e transmutação, e que conforme as pessoas forem acordando, elas estarão contagiando outras com sua grande alegria, sua paz, sua luz e, principalmente, com sua capacidade de amar incondicionalmente a tudo e a todos, e assim, respeitar todas as coisas com igualdade, tratar a natureza com um grande apreço e um enorme carinho. E no fim, é mesmo o amor, que nos leva a conhecer a nós mesmos, a vivermos em completa harmonia, a sermos sábios, e também, a sermos plenos.

E no fim, é mesmo o amor.
É mesmo, o amor.
Amor.
B.b.
R.M.

19 de janeiro de 2015

Something about your own happiness

Os últimos dias parecem ter sido intensos (talvez até mesmo pesados) para muita gente. Das coisas que aprendi e conclusões que tomei sobre esse início de ano um tanto quanto conturbado, compartilharei alguns sentimentos, pensamentos, questionamentos, e talvez até algumas reflexões que sejam úteis para alguns. Tenho estudado e lido bastante sobre viagens astrais, Cosmos, energias, chakras, equilíbrio, e tenho entendido e sentido algumas coisas que antes não eram acessíveis a mim. Assim, aprendi que quanto mais buscamos algo para trazer para nossa vida, mais sentiremos sua presença e seu desenvolvimento dentro de nós.

Encontrei um certo equilíbrio, mantive a paz, a cabeça no lugar e a alma no comando. Mas aí surgem situações pesadas e cheias de sensações e sentimentos ruins, carregadas de negatividade, justamente como um teste. Perdi o controle, como já era esperado. Fui testada e reprovei brutalmente no teste, mas logo que caí, me permiti sentir por algum tempo, sofrer, sentir uma dor quase que física pra tentar explicar os problemas que a minha própria mente criou dentro de mim. Depois de algum tempo de auto-torturas, me levantei, me purifiquei, me renovei, e cá estou, de pé novamente, limpa, livre, em paz.

Talvez mais alguns testes me encontrem em algum tempo, talvez eu falhe novamente, ou talvez eu já tenha aprendido a lidar desta vez, aprendido a manter a calma diante de situações difíceis, a discernir os problemas reais dos problemas que minha mente inventa pra bagunçar minha vida, por mera diversão. Houve um colapso de energias boas e ruins, em que as boas acabaram sendo massacradas debaixo dos meus pés, por mim mesma, com a minha permissão. Mas hoje acordei renovada, pois isso foi o que busquei. E dessa forma, aprendi que quando queremos algo de verdade, sempre conseguiremos.

Tirando de toda essa experiência, que pode ter sido cruel e bastante negativa, algum aprendizado, terei bastante a dizer. Primeiramente, para todos aqueles que, assim como eu, estão recém se recuperando do final de um relacionamento, digo: não sacrifique sua felicidade por alguém que não sacrificaria nada por você, não faça nada do que você sabe que não fariam por você também, não se torture, não se critique, não se inferiorize por alguém que não fará nada além de te diminuir ainda mais. Não se sinta pequeno, porque essa é a última coisa que você é. Não seja dependente, não pense que sua vida acabou, não espere nada de ninguém, não alimente sentimentos vazios e sem reciprocidade, não chore, não demonstre, não sofra, não desista, apenas deixe ir.

Libertação, o ponto principal de todo meu aprendizado. Devemos nos libertar de tudo e qualquer coisa que possa nos prender, pois estarmos presos a coisas e pessoas é o que nos traz sofrimento de tempos em tempos, porque coisas se acabam e pessoas se vão, além de nos decepcionar constantemente. Precisamos aprender a nos amar de tal forma que nada possa ser maior do que nós mesmos, que zelemos por nosso bem-estar e por nossa paz, e que nada seja capaz de nos abalar. O mundo é cheio de gente com o desejo de destruição, com vontade e sede de poder, e de todos os que seguem essa linha, nenhum terá compaixão ou pena na hora de passar por cima de você para conseguir o que quer. Não seja um tapete, não permita que as pessoas determinem seu estado de espírito, não se deixe dominar por ninguém.

Sei que talvez, para alguns, seja difícil se desprender de determinadas pessoas, de coisas a que nos apegamos ao longo da vida e hoje achamos que não conseguiríamos viver sem elas, mas eis a verdade, estamos todos enganados. Nascemos nus, sem dentes, sem cabelo, sem absolutamente nada. Viemos ao mundo livres, e vamos nos prendendo conforme a cultura nos molda. Nos prendemos primeiro à mãe, depois aos brinquedos, e assim por diante, continuamos a vida inteira presos em pessoas e coisas, alterando-as conforme nossas novas supostas necessidades e nossos desejos humanos e carnais, que acabam por se tornar sentimentos a que nos viciamos, assim como drogas, por nos proporcionarem alguns bons momentos e algumas calmarias, que certamente não durariam para sempre.

Assim como drogas pesadas, que viciam química, fisica e psicologicamente, nossos vícios em pessoas e coisas são altamente destrutivos. Uma breve comparação se explica através de um relacionamento qualquer. Quando estamos no auge do vício, queremos a pessoa o tempo inteiro, e qualquer instante longe já nos deixa morrendo de saudades e querendo-a novamente. E quando os problemas começam a surgir, perdemos a cabeça, falamos coisas que não sentimos, não pensamos, não gostaríamos de ter dito e nem sequer pediremos desculpas, pois a intenção é machucar tanto quanto estamos sendo machucados. Nosso mecanismo natural de defesa, e não adianta negar, eu sei que você também age desta forma. É uma atitude essencialmente humana, da mente.

Na abstinência (ou no final do relacionamento), entramos em crise, nos desesperamos, e frequentemente agimos da pior forma possível. Dificilmente buscamos ajuda, pois a maioria de nós ainda se permite estar no fundo do poço (enquanto alguns se jogam de cabeça nele, só se permitir ainda é bastante aceitável). Não que isso seja ruim, pois, pra mim, por exemplo, me permitir sentir e perceber que estou chegando ao fundo do poço é o que me possibilita fazer alguma coisa para sair de lá, tomar uma atitude. E sobre tomar atitudes, às vezes, quando se tratam de pessoas, não é a melhor opção. Às vezes as atitudes que pensamos em tomar não são exatamente o que deveríamos fazer, não são o melhor e não trarão a melhor reação. Portanto, como muitos sempre nos aconselham e normalmente ignoramos, a melhor opção na hora do desespero é respirar fundo, lembrar que nascemos sozinhos e assim morreremos, que nada levaremos desse mundo e que ninguém vai morrer de amor, buscar distrações e tentar manter a mente sempre ocupada com coisas boas e positivas e apenas "dar tempo ao tempo".

Porque às vezes o tempo cura, às vezes ele remenda, ou também destrói por completo, muda, troca de lugar, apresenta novas pessoas, novos amores, novos lugares, novos estilos de vida e, principalmente, novos aprendizados. Por isso, a melhor forma que encontrei de viver é estar livre, sem nada esperar de ninguém, porque assim, as decepções que poderíamos ter se reduzem em pelo menos metade, e nos possibilitamos ter muito mais alegrias, sermos muito mais felizes e termos muito menos preocupações e crises existenciais. Nossa sociedade nos ensinou a sermos sempre dependentes de algo ou alguém para sermos felizes, e isso é o que faz com que exista tanta gente infeliz por esse mundo. Precisamos aprender que a felicidade está dentro de nós, e que nós somos mais do que o suficiente para fazermos a nós mesmos felizes, que isso nos basta.

Ainda me falta muito para chegar ao aprendizado de que necessito para alcançar meus objetivos e minha evolução espiritual, mas sei que me foi dada a missão de compartilhar tudo isso com o máximo de pessoas possível, e por isso, cumpro com o meu papel, passando adiante meus aprendizados para quem quiser seguí-los e tomá-los para sua vida.

Que meu aprendizado sirva a ti também. Paz, luz, liberdade, amor.
B.b.
R.M.

9 de janeiro de 2015

Metamorphosis

Enquanto muitos de nós ainda dormem, alguns poucos já começaram a despertar. 

Todos os dias, nos esquecemos de que somos seres de luz, seres feitos de energia e conectados a tudo e a todos, porém "presos" ao corpo e à natureza humana, que corrompe nossa energia pura com os devaneios e confusões da mente. Somos auto-suficientes, porém treinados como cavalos com viseiras para andar em harmonia com a lei humana e social, fazendo com que nossa intuição seja constantemente menosprezada, e nossos sentidos, limitados. Temos, neste mundo, a religião, que limita todo o campo vasto e gigantesco da religiosidade e da espiritualidade como num cabo de guerra, cada um puxa para o seu lado. 

Vivemos em um tempo de guerras, lutas, imposições, opressões e intolerância, e agora acabamos de entrar em um ano de transição, que talvez seja trágico, ou talvez grandioso, ou ambas as coisas, pra alguns de nós. Esquecemos frequentemente que tudo é relativo, que somos individuais, porém não precisamos ser individualistas. Nossas diferenças, que deveriam nos tornar seres únicos e preciosos, acabam por nos dividir, categorizar e nos colocar em posição de xeque frente a outras ideologias e formas de pensamento.

Estamos sempre preocupados demais com nós mesmos, e nos limitamos a pensamentos racionais e mundanos, esquecendo da nossa pequenez, nos tornando seres humanos pretensiosos demais para olhar para o horizonte e ver além da linha que divide o céu do oceano. Parece que conforme o tempo passa, menos as pessoas olham umas para as outras com compaixão, menos buscam entender e compreender suas dificuldades, suas emoções, suas opiniões e seu modo de vida. Hoje em dia, já nascemos "prontos para julgar", e somos criados em uma cultura que vê isso como algo nada mais do que natural. 

Ainda assim, mesmo sendo tantas as mazelas da humanidade de nossa era (como se antes desta era não fossemos cheios de mazelas), conseguimos destacar um ou outro em meio à multidão que prefere dar o pão que tem em mãos a se saciar enquanto assiste alguém morrer de fome, mesmo que não literalmente. Sabemos que muitos "ajudam como podem", mas não é disso que estou falando. A humanidade está doente, e sua deficiência é a falta de duas vitaminas essenciais, o amor e a compaixão. 

Mas tenho percebido que nossa pequenez está se limitando ao corpo humano, ao animal, e que alguns de nós já estão começando a ver seu espírito como seu verdadeiro corpo. Não podemos nos limitar a pensar que a vida é só o que conhecemos, e não podemos jogar toda nossa fé em algo desconhecido apenas por medo de assumir alguns riscos. A vida é arriscada, nascer é arriscado, viver nesta sociedade é quase suicídio, não podemos viver temerosos de buscar coisas novas, novos conhecimentos, novas verdades, novas possibilidades. 

Tudo o que conhecemos é pouco demais pra abranger o Universo inteiro e tudo o que nele há, que, convenhamos, ainda muito é completamente desconhecido e, por enquanto, inacessível à nossa ciência. É chegado o tempo, irmão, está na hora de acordar! Existem dimensões inteiras esperando por você e por mim também, pra que trabalhemos no auxílio às almas que necessitam, e pra que possamos nos unir e despertar a consciência das multidões e das grandes massas. Seu corpo te torna apenas um grão de areia na Praia do Cassino, mas a sua alma está conectada com toda a grandeza do Universo, e você, eu e todo o Cosmos somos um. Você é gigantesco.

Precisamos começar a compreender que nosso campo de visão é extremamente vago e limitado, mas que com os olhos da alma, tudo podemos ver, tudo podemos ser. Somos grandiosos seres de luz, e nossas mãos são aguardadas para o trabalho. O mundo espiritual precisa de curadores, de auxiliadores, de gente disposta a aceitar todos os "riscos" do desprendimento, da libertação e da evolução, tanto mental quanto espiritual, pois se o espírito está consciente e acordado, a mente deve estar evoluída para recebê-lo com ternura e apreço, e não para bloqueá-lo. 

Muitas vezes, tentamos evoluir e crescer espiritualmente, mas esquecemos de evoluir nossa mente e acabamos por sermos bloqueados, pois de que adianta treinar o espírito para ser sábio se a mente ainda comanda nossas ações e nos torna seus prisioneiros? Quero que, assim que você tiver a oportunidade de ir até o topo de uma montanha ou uma praia, onde você tenha uma visão privilegiada da natureza ou do oceano, sem que os traços da cidade atrapalhem sua observação, você se sente olhando para o horizonte e pare pra refletir na sua imensidão. Reflita sobre o tamanho do nosso planeta, sobre o seu tamanho, e pare pra observar as estrelas e refletir sobre a grandeza de todo o Universo.

E depois de ter feito sua observação e suas reflexões, quero que você compartilhe suas conclusões, seja comigo, com sua família ou com seus amigos, mas o importante é que você contagie alguém mais com o sentimento que tomou conta de você enquanto você fazia suas reflexões e tomava suas conclusões (ou elaborava teorias) sobre a vida e o Cosmos. Mas para isso, há uma regra: independente se você possui ou não uma religião, esqueça isso por completo. Não pense em uma divindade, mas em uma energia. Se você é cristão, pagão, muçulmano, judeu, ateu ou seja lá o que for, deixe toda a sua cultura, sua identidade e sua religião de lado ao refletir. Esteja aberto, seja grande, aceite todo e qualquer pensamento, teoria e reflexão que vier à sua mente (e anote-o, se preferir - ou se for esquecer). Liberte-se das tecnologias ao fazer isso, esteja livre de todo e qualquer apego que você tiver, esteja completamente livre. 

Você não precisa estar sozinho, mas vai precisar de uma companhia que esteja em sintonia com você e com uma energia limpa e purificada, para que não hajam interrupções ou interferências na troca de energias que ocorrerá entre você e todo o Universo. Depois da experiência, estude, leia, e leia muito! Seja e pratique a mudança, se transforme, seja o que o Cosmos lhe disser que você é. Conecte-se com o mais profundo da sua alma, medite, se assim sentir que deve. Tente se libertar de todo e qualquer pensamento que te faça retornar ao seu dia-a-dia e à vida que você deixou na cidade, dê um "reset" em si mesmo, limpe-se, renove-se. 

Assim, eu garanto, essa será a experiência mais grandiosa e lúcida que você terá na vida, se nunca fez algo desta natureza. Observe toda a vida ao seu redor e valorize-a como sendo parte de você. Uma parte de você certamente morrerá e será deixada para trás nesta experiência, e esta será só a parte que não lhe faz bem e que não te faz evoluir. Do que sobrar de você, tenha a consciência de que é grande, e de que é luz. Seja e espalhe luz, seja e espalhe amor, seja e espalhe compaixão. Certamente, sua vida não será mais a mesma, e nem a de todos os que te cercam, pois serão contagiados com tua energia radiante e intensa. 

Que estejamos unidos como assim o somos desde o início dos tempos, que sejamos um com o Cosmos, que estejamos em harmonia conosco e com toda vida que nos cerca, que façamos apenas o bem a tudo e a todos, e que sejamos inspiração para todos aqueles que desejam acordar, que nos tornemos mestres, capacitadores, auxiliadores, facilitadores. 

Que sejamos plenos.
Paz, luz, amor!
B.b.
R.M.

8 de janeiro de 2015

A whole new year, a whole new life

Pensando bem, vale a pena fazer uma breve retrospectiva do ano que se foi.

2014 começou com o pé direito, numa virada de ano linda, à beira-mar, com alguém que amo, com pessoas boas e cheio de grandes expectativas, gratidões e vitórias que ainda estavam por vir. Ainda assim, iniciei meu ano desempregada, e estava na luta e na procura por algum lugar bacana que me acolhesse e me desse a oportunidade de crescer profissionalmente e aprender coisas novas. Fui surpreendida com um lugar maravilhoso, cheio de pessoas maravilhosas. Me Gusta Casa de Tapas me acolheu de uma forma que eu jamais esperaria. Lá, encontrei uma nova família. Pessoas de bom coração, cheias de coisas pra me ensinar, o restaurante espanhol mais insano da cidade só me trouxe ganhos.

Logo encontrei mais um lugar como este, a Colvale, um lugar igualmente repleto de pessoas de bom coração, cheio de aprendizados e realizações. Lá aprendi que não precisamos exatamente cozinhar o que gostamos de comer pra sermos satisfeitos, ou ter o posto que gostaríamos, porque o que mais vale é o ambiente e a grandiosidade de preparar algo com carinho e dedicação para outras pessoas. Outra nova família pra mim, mesmo que breve. Em março se iniciaram as atividades da Universidade em que ingressei, e encontrei meu lugar na História, literalmente. Minhas paixões foram confirmadas, meu ofício iniciado, e minha futura profissão não é apenas ser uma professora de História, embora tenha descoberto em mim uma ensinadora cheia de paixão. Grandes ambições, de certa forma, mas com uma pequenez tamanha que só o futuro pode mostrar tudo o que minhas viagens e estudos reservaram pra mim.
 
No primeiro semestre, fiz grandes amigos, além de confirmar antigos com os quais tinha pouco contato. Enquanto isso, dividia um apartamento com outras quatro pessoas e aprendia a ter um certo jogo de cintura para colocar diferenças de lado e tentar entender que o jeito das pessoas não iria mudar, e que eu teria de aguentar isso caladinha, porque eu não seria ouvida e nem levada em conta. Aprendi também que minha opinião pouco importava para muita gente, e que tudo o que queriam era ter alguém com quem gritar para descontar as opressões sofridas em outros ambientes, dos quais eu não tinha nada que ver.

Algum tempo depois, ofereci uma proposta de emprego em uma nova empresa que se iniciaria, a partir da iniciativa de alguém que, no tempo, era meu cunhado. Aceitei a proposta, que inicialmente me traria um bom salário e quatro rodas, mas não foi bem assim. Assumi grandes responsabilidades neste novo emprego, e me vi praticamente sozinha cuidando dos atendimentos de uma empresa de informática, algo que eu jamais me imaginaria fazendo. Clientes e mais clientes, associando Sr. Computador e Me Gusta, trabalhei "como uma condenada" para poder sustentar minha independência. No segundo semestre, passei a ver as coisas de uma forma um pouco diferente. Estudei Antropologia e encontrei uma nova paixão. Desenvolvi um estudo sobre o Xamanismo e Ayahuasca, participando de um ritual com uso da planta de poder. Ao longo deste estudo, aprendi muito sobre mim, sobre a vida, sobre o Universo, o Cosmos e tudo o que é e o que há, mas isso foi apenas minha "iniciação no caminho da luz".

A partir daí, algumas coisas começaram a desmoronar, como o casamento da minha irmã e meu namoro. O casamento acabou não tendo jeito, e hoje meu chefe é meu ex-cunhado. Sinceramente, ainda mantenho as coisas em ordem dentro da minha cabeça e separo trabalho-família, mas minha vontade era de espancá-lo com um taco de baseball até que seus olhos explodissem pelo que ele fez com a minha irmã. Ainda mantenho a calma, mas a vontade é exatamente a mesma. Quanto ao meu namoro, ele também acabou, mas não acabou ao mesmo tempo (se é que dá pra compreender isso). Ao mesmo tempo que houve uma grande evolução quanto à minha amizade com uma ex-namorada minha, pois havia tentado durante muito tempo acertar as coisas com ela e continuar a conversar numa boa, sem pretensões ou ressentimentos. Ao conseguir um, perdi outro (por outros motivos mais, mas este foi o fator final).

Passei a tentar ver as coisas de formas diferentes, sentir diferente também. Me vi à beira do desespero durante diversas e incontáveis vezes, me deixei afundar e ter o meu "fundo do poço" do ano, porque nenhum ano se passa sem cairmos no poço ao menos uma vez. A partir do momento em que me levantei e pedi pra que me jogassem uma corda, consegui escalar de volta ao topo e ver o sol brilhando forte pra mim. Percebi que a luz me queria mais perto, e comecei a andar até ela novamente. Conheci uma cachoeira e me banhei em suas águas pela primeira vez, e aquele lugar cheio de boas energias me trouxe uma renovação mental e um "trampolim" para o que viria nos próximos dias. 
 
Mais algum desespero, mais alguns problemas, acabei por deixar minha independência de lado e retornar à casa dos meus pais, onde percebi que as coisas haviam mudado (e muito!), e isso muito me agradou. O clima de guerra e brigas havia cessado, e agora eu poderia falar livremente, pois não tinha nada mais a esconder. Num certo dia em que resolvi sentar para meditar, a carne do almoço me encheu de culpa pelo sangue que fora derramado e agora estava dentro de mim. A partir daí, iniciei minha nova jornada no vegetarianismo. Dessa vez (pois já havia tentado antes), fui apoiada pela minha família, que passou a fazer pratos alternativos vegetarianos para mim, e, assim, diminuir consideravelmente a quantidade de carne consumida pela família, que hoje não mais necessita de sangue animal todos os dias.

Conquistei meu ápice de fim de ano quando comprei uma barraca. Sim, uma coisa tão simplória e "pequena", de certa forma, foi o que me possibilitou fazer a viagem da minha vida. Logo recebi a notícia de que teria quinze dias de férias, e acionei os contatos para programar a viagem mais louca que já fiz. Lucas, um amigo recente que havia conhecido no ritual acima mencionado, estaria disponível e aceitou a proposta de pegar a estrada rumo à Santa Catarina, meio que sem um destino definido ainda. Conseguimos um carro econômico emprestado para que pudéssemos ir o mais longe possível com o pouco dinheiro que tínhamos, ensinei ao Lucas como fazer colares com pedra castroada e fizemos um intensivo de artesanato para levarmos para vender na praia. Encaminhamos tudo e saímos de viagem logo após o natal, que passei com a família em sua nova igreja, onde fui muito bem recebida e fiquei muito feliz de minha família estar frequentando um lugar que realmente vive o que prega e não é cheio de hipocrisia e julgamentos.

Pegando estrada no dia de natal, aprendendo que não se deve confiar em um GPS, conhecendo as lindíssimas praias da Pedra do Frade, Garopaba e uma prainha deserta depois da trilha, acampando no Siriu e aprendendo que pra acampar é necessário ter uma lona impermeável, passando perrengue já na primeira noite, pegando novamente a estrada pela manhã em direção à Guarda do Embaú, se perdendo umas cinco vezes (pelo menos) na BR-101 e perdendo a entrada pra Guarda, chegando na Pinheira, descobrindo que campings são caros pra caralho, montando novamente o acampamento, comprando uma lona provisória, encapando a barraca, fazendo a trilha para a Prainha, conhecendo um casal muito gente boa, Pati e Gui, subindo até a Pedra do Urubu, vendo a imensidão infinita do oceano, refletindo sobre como somos pequenos e pretensiosos, pegando trilhas erradas, caindo, errando e se fodendo, mas ainda assim, se divertindo muito, fazendo muitas saunas na barraca, andando de caiaque no rio da Guarda, rindo pra caramba da galera caindo, aprendendo a remar, tentando encontrar a trilha certa para o Vale da Utopia, encontrando uma família linda de amigos, conhecendo a filha linda desse casal iluminado, Jony, Carol e Cristal nos guiaram até o Vale, onde encontrei minha casa. A Praia do Maço, linda, um yin-yang perfeito cheio de energia renovadora vinda diretamente de um lindo mar de vida e perfeição. E lá ficou um pedaço do meu coração, pra sempre, no Vale da Utopia, onde voltaríamos para passar a virada do ano mais cheia de energia e mais intensa possível.

No último dia do ano, ao cair da noite, nos embrenhamos mato a dentro com um Alice na língua quase batendo. Do topo da montanha, antes de chegar na Praia do Maço, chamávamos o Vagner aos berros, dávamos sinais de lanterna e os recebíamos de volta, uma energia e uma vista inexplicável. Chegamos, nos instalamos próximo à fogueira, abrimos a primeira espumante e acendemos o primeiro, pois a alegria era grande demais. Comemoramos o final de um ano, e esperávamos pelo início do próximo. Do céu, caíam gotas suaves, que às vezes ficavam um pouco mais fortes. Nos refugiamos sob o telhado do Bar do Maço, onde havia uma enorme transmutação de energia entre todas as pessoas que lá estavam, e cantavam e dançavam sem instrumento algum, apenas seu instrumento natural, suas próprias vozes. 
 
Foi neste momento que houve um grande chamado que ecoou através do Vale da Utopia, um chamado para a planta, para o verde, para o poder que a Cannabis nos traz, e para também, sua paz. E a banda tocou, e o ano virou, e o maracá não parava de soar em nossas mãos, e os olhos já não viam mais da mesma forma, as coisas já não estavam mais em seu normal. Os fogos de artifício não ressoaram no Vale, mas os víamos de longe, na ilha de Florianópolis, pequenos como nós. Lá, ressoavam isqueiros, maracás, prensadas, tosses, chamados, Vagners, Luísas, fogueiras estalando, gente cantando, gente dançando, gente batendo palmas, gente feliz. E o primeiro do ano foi aceso, e o brinde foi feito, e os abraços foram trocados entre conhecidos e desconhecidos, todos transmutando boas energias, paz e muito, mas muito amor.

Tivemos de ir embora no meio da madrugada, mas isso não nos desanimou. Aproveitamos o dia seguinte como se fosse o último, pois realmente era (neste verão), e seguimos viagem até Arroio do Sal, Lucas e eu, para podermos aproveitar os últimos dias de férias com nosso querido amigo Bob. Passamos uma noite um tanto quanto desconfortável no carro, e aproveitamos o segundo dia do ano para descansar e comer bem, pois há dias estávamos nos alimentando mal. Depois de muitas noites dormindo em um colchonete dentro de uma barraca (muito mais confortável do que pode parecer), dormimos em camas de verdade. Ali conhecemos mais algumas pessoas, e, pela primeira vez no ano, vimos o sol dar as caras, surgindo no horizonte, e a lua descendo para dar o seu lugar ao Astro-Rei.

Voltamos à cidade, à rotina, à vida normal, mas os aprendizados foram trazidos conosco. Deste ano que se passou, não preciso dizer que tiro apenas as coisas boas, pois todas foram, cada uma de uma forma especial. Um ano cheio de conquistas, aprendizados, lutas e vitórias, mas derrotas, também. Foi um tempo de crescimento mental e, principalmente, espiritual, em que pude desfrutar das melhores coisas da vida e da juventude, em que vi coisas lindas e grandiosas, em que me senti muito pequena e gigante ao mesmo tempo. Neste ano que fica pra trás, aprendi que a vida é grande demais para caber em nosso campo de visão, e que somos pequenas formiguinhas num grande Cosmos, porém conectadas a tudo e a todos, sendo, nós mesmos, todo o Cosmos.

Entendi que energia é algo grandioso, e que todos temos a capacidade de sentí-la, mas precisamos tirar de nós o bloqueio que nossa mente e nosso corpo meramente humano nos impõe, pois podemos vencê-lo e ultrapassar esta pequena barreira para que possamos ver o horizonte como ele realmente é, infinito. A vida tem me ensinado muito sobre mim, sobre minha alma e minha jornada. Tenho compreendido que meu desejo e meus sonhos de grandes viagens, grandes estudos e grandes auxílios (sejam eles físicos, materiais ou espirituais, ao que me for possível) são nada mais, nada menos do que o propósito da minha alma, o motivo de eu estar aqui. Hoje, não sou mais a mesma pessoa que entrou em 2014 com o pé direito, mas a pessoa que encontrou 2015 como sendo uma grande cachoeira de boas energias, e me colocando debaixo de sua queda para recebê-las por inteiro, e como um oceano calmo e tranquilo, mas sempre com ondas de transmutação e renovação, com sua maré sábia e poderosa para que guie e determine a vida e seus ciclos.

Agora eu sei, agora eu sou, Universo.

E a todos aqueles que compartilharam comigo da energia presente no Vale da Utopia nesta virada de ano, deixo a vocês, novamente, o chamado...

MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAACOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOONHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Paz, amor, luz!
B.b.
R.M.