Os últimos dias parecem ter sido intensos (talvez até mesmo pesados) para muita gente. Das coisas que aprendi e conclusões que tomei sobre esse início de ano um tanto quanto conturbado, compartilharei alguns sentimentos, pensamentos, questionamentos, e talvez até algumas reflexões que sejam úteis para alguns. Tenho estudado e lido bastante sobre viagens astrais, Cosmos, energias, chakras, equilíbrio, e tenho entendido e sentido algumas coisas que antes não eram acessíveis a mim. Assim, aprendi que quanto mais buscamos algo para trazer para nossa vida, mais sentiremos sua presença e seu desenvolvimento dentro de nós.
Encontrei um certo equilíbrio, mantive a paz, a cabeça no lugar e a alma no comando. Mas aí surgem situações pesadas e cheias de sensações e sentimentos ruins, carregadas de negatividade, justamente como um teste. Perdi o controle, como já era esperado. Fui testada e reprovei brutalmente no teste, mas logo que caí, me permiti sentir por algum tempo, sofrer, sentir uma dor quase que física pra tentar explicar os problemas que a minha própria mente criou dentro de mim. Depois de algum tempo de auto-torturas, me levantei, me purifiquei, me renovei, e cá estou, de pé novamente, limpa, livre, em paz.
Talvez mais alguns testes me encontrem em algum tempo, talvez eu falhe novamente, ou talvez eu já tenha aprendido a lidar desta vez, aprendido a manter a calma diante de situações difíceis, a discernir os problemas reais dos problemas que minha mente inventa pra bagunçar minha vida, por mera diversão. Houve um colapso de energias boas e ruins, em que as boas acabaram sendo massacradas debaixo dos meus pés, por mim mesma, com a minha permissão. Mas hoje acordei renovada, pois isso foi o que busquei. E dessa forma, aprendi que quando queremos algo de verdade, sempre conseguiremos.
Tirando de toda essa experiência, que pode ter sido cruel e bastante negativa, algum aprendizado, terei bastante a dizer. Primeiramente, para todos aqueles que, assim como eu, estão recém se recuperando do final de um relacionamento, digo: não sacrifique sua felicidade por alguém que não sacrificaria nada por você, não faça nada do que você sabe que não fariam por você também, não se torture, não se critique, não se inferiorize por alguém que não fará nada além de te diminuir ainda mais. Não se sinta pequeno, porque essa é a última coisa que você é. Não seja dependente, não pense que sua vida acabou, não espere nada de ninguém, não alimente sentimentos vazios e sem reciprocidade, não chore, não demonstre, não sofra, não desista, apenas deixe ir.
Libertação, o ponto principal de todo meu aprendizado. Devemos nos libertar de tudo e qualquer coisa que possa nos prender, pois estarmos presos a coisas e pessoas é o que nos traz sofrimento de tempos em tempos, porque coisas se acabam e pessoas se vão, além de nos decepcionar constantemente. Precisamos aprender a nos amar de tal forma que nada possa ser maior do que nós mesmos, que zelemos por nosso bem-estar e por nossa paz, e que nada seja capaz de nos abalar. O mundo é cheio de gente com o desejo de destruição, com vontade e sede de poder, e de todos os que seguem essa linha, nenhum terá compaixão ou pena na hora de passar por cima de você para conseguir o que quer. Não seja um tapete, não permita que as pessoas determinem seu estado de espírito, não se deixe dominar por ninguém.
Sei que talvez, para alguns, seja difícil se desprender de determinadas pessoas, de coisas a que nos apegamos ao longo da vida e hoje achamos que não conseguiríamos viver sem elas, mas eis a verdade, estamos todos enganados. Nascemos nus, sem dentes, sem cabelo, sem absolutamente nada. Viemos ao mundo livres, e vamos nos prendendo conforme a cultura nos molda. Nos prendemos primeiro à mãe, depois aos brinquedos, e assim por diante, continuamos a vida inteira presos em pessoas e coisas, alterando-as conforme nossas novas supostas necessidades e nossos desejos humanos e carnais, que acabam por se tornar sentimentos a que nos viciamos, assim como drogas, por nos proporcionarem alguns bons momentos e algumas calmarias, que certamente não durariam para sempre.
Assim como drogas pesadas, que viciam química, fisica e psicologicamente, nossos vícios em pessoas e coisas são altamente destrutivos. Uma breve comparação se explica através de um relacionamento qualquer. Quando estamos no auge do vício, queremos a pessoa o tempo inteiro, e qualquer instante longe já nos deixa morrendo de saudades e querendo-a novamente. E quando os problemas começam a surgir, perdemos a cabeça, falamos coisas que não sentimos, não pensamos, não gostaríamos de ter dito e nem sequer pediremos desculpas, pois a intenção é machucar tanto quanto estamos sendo machucados. Nosso mecanismo natural de defesa, e não adianta negar, eu sei que você também age desta forma. É uma atitude essencialmente humana, da mente.
Na abstinência (ou no final do relacionamento), entramos em crise, nos desesperamos, e frequentemente agimos da pior forma possível. Dificilmente buscamos ajuda, pois a maioria de nós ainda se permite estar no fundo do poço (enquanto alguns se jogam de cabeça nele, só se permitir ainda é bastante aceitável). Não que isso seja ruim, pois, pra mim, por exemplo, me permitir sentir e perceber que estou chegando ao fundo do poço é o que me possibilita fazer alguma coisa para sair de lá, tomar uma atitude. E sobre tomar atitudes, às vezes, quando se tratam de pessoas, não é a melhor opção. Às vezes as atitudes que pensamos em tomar não são exatamente o que deveríamos fazer, não são o melhor e não trarão a melhor reação. Portanto, como muitos sempre nos aconselham e normalmente ignoramos, a melhor opção na hora do desespero é respirar fundo, lembrar que nascemos sozinhos e assim morreremos, que nada levaremos desse mundo e que ninguém vai morrer de amor, buscar distrações e tentar manter a mente sempre ocupada com coisas boas e positivas e apenas "dar tempo ao tempo".
Porque às vezes o tempo cura, às vezes ele remenda, ou também destrói por completo, muda, troca de lugar, apresenta novas pessoas, novos amores, novos lugares, novos estilos de vida e, principalmente, novos aprendizados. Por isso, a melhor forma que encontrei de viver é estar livre, sem nada esperar de ninguém, porque assim, as decepções que poderíamos ter se reduzem em pelo menos metade, e nos possibilitamos ter muito mais alegrias, sermos muito mais felizes e termos muito menos preocupações e crises existenciais. Nossa sociedade nos ensinou a sermos sempre dependentes de algo ou alguém para sermos felizes, e isso é o que faz com que exista tanta gente infeliz por esse mundo. Precisamos aprender que a felicidade está dentro de nós, e que nós somos mais do que o suficiente para fazermos a nós mesmos felizes, que isso nos basta.
Ainda me falta muito para chegar ao aprendizado de que necessito para alcançar meus objetivos e minha evolução espiritual, mas sei que me foi dada a missão de compartilhar tudo isso com o máximo de pessoas possível, e por isso, cumpro com o meu papel, passando adiante meus aprendizados para quem quiser seguí-los e tomá-los para sua vida.
Que meu aprendizado sirva a ti também. Paz, luz, liberdade, amor.
B.b.
R.M.
Encontrei um certo equilíbrio, mantive a paz, a cabeça no lugar e a alma no comando. Mas aí surgem situações pesadas e cheias de sensações e sentimentos ruins, carregadas de negatividade, justamente como um teste. Perdi o controle, como já era esperado. Fui testada e reprovei brutalmente no teste, mas logo que caí, me permiti sentir por algum tempo, sofrer, sentir uma dor quase que física pra tentar explicar os problemas que a minha própria mente criou dentro de mim. Depois de algum tempo de auto-torturas, me levantei, me purifiquei, me renovei, e cá estou, de pé novamente, limpa, livre, em paz.
Talvez mais alguns testes me encontrem em algum tempo, talvez eu falhe novamente, ou talvez eu já tenha aprendido a lidar desta vez, aprendido a manter a calma diante de situações difíceis, a discernir os problemas reais dos problemas que minha mente inventa pra bagunçar minha vida, por mera diversão. Houve um colapso de energias boas e ruins, em que as boas acabaram sendo massacradas debaixo dos meus pés, por mim mesma, com a minha permissão. Mas hoje acordei renovada, pois isso foi o que busquei. E dessa forma, aprendi que quando queremos algo de verdade, sempre conseguiremos.
Tirando de toda essa experiência, que pode ter sido cruel e bastante negativa, algum aprendizado, terei bastante a dizer. Primeiramente, para todos aqueles que, assim como eu, estão recém se recuperando do final de um relacionamento, digo: não sacrifique sua felicidade por alguém que não sacrificaria nada por você, não faça nada do que você sabe que não fariam por você também, não se torture, não se critique, não se inferiorize por alguém que não fará nada além de te diminuir ainda mais. Não se sinta pequeno, porque essa é a última coisa que você é. Não seja dependente, não pense que sua vida acabou, não espere nada de ninguém, não alimente sentimentos vazios e sem reciprocidade, não chore, não demonstre, não sofra, não desista, apenas deixe ir.
Libertação, o ponto principal de todo meu aprendizado. Devemos nos libertar de tudo e qualquer coisa que possa nos prender, pois estarmos presos a coisas e pessoas é o que nos traz sofrimento de tempos em tempos, porque coisas se acabam e pessoas se vão, além de nos decepcionar constantemente. Precisamos aprender a nos amar de tal forma que nada possa ser maior do que nós mesmos, que zelemos por nosso bem-estar e por nossa paz, e que nada seja capaz de nos abalar. O mundo é cheio de gente com o desejo de destruição, com vontade e sede de poder, e de todos os que seguem essa linha, nenhum terá compaixão ou pena na hora de passar por cima de você para conseguir o que quer. Não seja um tapete, não permita que as pessoas determinem seu estado de espírito, não se deixe dominar por ninguém.
Sei que talvez, para alguns, seja difícil se desprender de determinadas pessoas, de coisas a que nos apegamos ao longo da vida e hoje achamos que não conseguiríamos viver sem elas, mas eis a verdade, estamos todos enganados. Nascemos nus, sem dentes, sem cabelo, sem absolutamente nada. Viemos ao mundo livres, e vamos nos prendendo conforme a cultura nos molda. Nos prendemos primeiro à mãe, depois aos brinquedos, e assim por diante, continuamos a vida inteira presos em pessoas e coisas, alterando-as conforme nossas novas supostas necessidades e nossos desejos humanos e carnais, que acabam por se tornar sentimentos a que nos viciamos, assim como drogas, por nos proporcionarem alguns bons momentos e algumas calmarias, que certamente não durariam para sempre.
Assim como drogas pesadas, que viciam química, fisica e psicologicamente, nossos vícios em pessoas e coisas são altamente destrutivos. Uma breve comparação se explica através de um relacionamento qualquer. Quando estamos no auge do vício, queremos a pessoa o tempo inteiro, e qualquer instante longe já nos deixa morrendo de saudades e querendo-a novamente. E quando os problemas começam a surgir, perdemos a cabeça, falamos coisas que não sentimos, não pensamos, não gostaríamos de ter dito e nem sequer pediremos desculpas, pois a intenção é machucar tanto quanto estamos sendo machucados. Nosso mecanismo natural de defesa, e não adianta negar, eu sei que você também age desta forma. É uma atitude essencialmente humana, da mente.
Na abstinência (ou no final do relacionamento), entramos em crise, nos desesperamos, e frequentemente agimos da pior forma possível. Dificilmente buscamos ajuda, pois a maioria de nós ainda se permite estar no fundo do poço (enquanto alguns se jogam de cabeça nele, só se permitir ainda é bastante aceitável). Não que isso seja ruim, pois, pra mim, por exemplo, me permitir sentir e perceber que estou chegando ao fundo do poço é o que me possibilita fazer alguma coisa para sair de lá, tomar uma atitude. E sobre tomar atitudes, às vezes, quando se tratam de pessoas, não é a melhor opção. Às vezes as atitudes que pensamos em tomar não são exatamente o que deveríamos fazer, não são o melhor e não trarão a melhor reação. Portanto, como muitos sempre nos aconselham e normalmente ignoramos, a melhor opção na hora do desespero é respirar fundo, lembrar que nascemos sozinhos e assim morreremos, que nada levaremos desse mundo e que ninguém vai morrer de amor, buscar distrações e tentar manter a mente sempre ocupada com coisas boas e positivas e apenas "dar tempo ao tempo".
Porque às vezes o tempo cura, às vezes ele remenda, ou também destrói por completo, muda, troca de lugar, apresenta novas pessoas, novos amores, novos lugares, novos estilos de vida e, principalmente, novos aprendizados. Por isso, a melhor forma que encontrei de viver é estar livre, sem nada esperar de ninguém, porque assim, as decepções que poderíamos ter se reduzem em pelo menos metade, e nos possibilitamos ter muito mais alegrias, sermos muito mais felizes e termos muito menos preocupações e crises existenciais. Nossa sociedade nos ensinou a sermos sempre dependentes de algo ou alguém para sermos felizes, e isso é o que faz com que exista tanta gente infeliz por esse mundo. Precisamos aprender que a felicidade está dentro de nós, e que nós somos mais do que o suficiente para fazermos a nós mesmos felizes, que isso nos basta.
Ainda me falta muito para chegar ao aprendizado de que necessito para alcançar meus objetivos e minha evolução espiritual, mas sei que me foi dada a missão de compartilhar tudo isso com o máximo de pessoas possível, e por isso, cumpro com o meu papel, passando adiante meus aprendizados para quem quiser seguí-los e tomá-los para sua vida.
Que meu aprendizado sirva a ti também. Paz, luz, liberdade, amor.
B.b.
R.M.
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