Páginas

29 de fevereiro de 2012

Something to feel full again

Hoje pela manhã resolvi caminhar, ir até o parque, acender um incenso e relaxar um pouco. Nada melhor do que a calma e a tranquilidade desses minutos segurando um incenso e pensando em tudo, mas ao mesmo tempo, pensando em nada.

E, como nada acontece por acaso, hoje à noite meu amigo aparece no meu local de trabalho e me enche de conselhos. Tudo que eu precisava. Todas as verdades que eu já sabia, o que ele disse esfregou isso na minha cara do tipo "ok, hora de agir e colocar em prática o que tu sabe".

Ouvi algumas verdades e percebi que está na hora de tomar algumas decisões e iniciar algumas mudanças. Mas antes, preciso me libertar de uma preocupação apenas. A única coisa que ainda me segura de seguir a minha vida da forma como ela deveria andar. 

Talvez, depois disso tudo se resolver, eu consiga tomar as decisões corretas e iniciar essas mudanças da melhor forma possível. Agora, estaremos na esperança de que isso tudo dê certo pra mim. E depois, acabaremos com toda essa esperança maldita. 

Afinal, o pior sentimento é a esperança, pois, pra mim, pelo menos, traz junto a angústia, a agonia e a ansiedade. E é assim, interminável, até que se cumpra a minha vontade. Caso não se cumpra, ela me traz uma tremenda frustração e um sentimento meio mãe, do tipo "onde foi que eu errei?".

Mas afinal, minha vontade é clara. E, quando a vontade é clara...

26 de fevereiro de 2012

The Basement - That Doesn't Make Her A Hooker

AGORA TEMOS UM PEDESTAL! E não é reto, haha.

Bom, algumas coisas mudaram pra Holy Cow. Recebemos a notícia de que o festival não iria mais rolar, mas aí desfizeram a decisão e agora vai rolar de novo. Nossos ensaios passaram a ser menos intensos: agora só ensaiamos no sábado e por menos tempo.

Temos a reunião de banda marcada pra semana que vem, três covers prontos, duas músicas próprias prontas e um ventilador emprestado (some would say we have a fan, got it?). Temos várias vacas desenhadas em camisetas por aí. E um pôster gigante do Madagascar 2.

Ah, e um do Piratas do Caribe (nem sei qual, ainda não abri pra olhar direito). E uma promessa de um pôster de Prince Of Persia, né, Larissa? A caixa do baixo está nos trollando loucamente pelos 3 últimos ensaios, então caso tenhamos uma boa alma lendo isso, JÁ SABE!

Foi conferida a cada um de nós (por mim mesma, he), no último ensaio, a responsabilidade de encontrar cinco músicas pra começar a fazer covers (aumentar repertório, você está fazendo isso muito certo!). Agora é só aguentar a crise existencial de escolher SÓ cinco músicas pra tocar.

Estamos melhorando... aos poucos, a Holy Cow está se tornando uma banda de verdade. Deixando de ser só um bando de bobões pra ser uma banda de bobões. Então, por agora é isso e, ouçam a música que saiu no último ensaio, Clever Bitch.

E uma promessa pros próximos: terminar Mr. Obvious!

If you could open up my head and look in like a surgeon holding a knife...

You'd find a lot of you inside of me.

Falando bem a real agora, eu queria que tu se importasse um mínimo sequer. E, se é que tu se importa, que tu demonstrasse isso. A pior coisa, o que mais me deixa mal, não é o fato de que fazem quase dois meses que eu não te vejo e que eu não te abraço como antes, mas a tua indiferença.

A forma como tu não se importa, a forma como tu "me superou" e, principalmente, a forma como sua vida começou a andar tão bem depois que eu saí dela. O que te faz não se importar dessa forma? O que te faz ser tão fria assim? 

Hoje estava me lembrando de algumas coisas dos velhos tempos... e sorri. Aí me vejo na situação de que o melhor remédio pra parar de chorar quando eu lembro de tudo é estar sempre "fora de mim". Quando eu paro pra escrever, quando eu paro pra compor, eu tento me livrar de tudo que tem de ti aqui dentro de mim.

E eu geralmente não consigo. Deu pra notar?

Já poderia lançar um álbum inteiro só com músicas que eu compus pensando no teu nome, ou com músicas em que eu coloquei algo que eu sinto por ti. Estou voltando pro meu formato antigo, estou fazendo as mesmas coisas de antes... e não está sendo lá muito saudável.

Mas afinal, naquele tempo, quando eu sentava pra escrever, eu acabava com um texto chamado "Feeling Good". Isso deve ter algo a ser dito sobre, certo? Eu era a garota que sempre dizia que você não deveria esperar pelo amor da sua vida, porque ele viria quando você fosse completo sozinho.

E eu dizia, naquele tempo, que quando você faz as coisas que você ama pra si mesmo, você consegue ser feliz e completo sozinho. Aí, depois de toda a merda, eu começo a perceber que eu era feliz e completa sozinha. Fiz a merda de entregar um pedaço de mim pra alguém.

Alguém que resolveu sair da minha vida e levar esse pedaço de mim consigo. Eu quero recuperar esse pedaço. Eu quero voltar a ser completa e feliz sozinha, sem precisar que tu esteja sempre segurando esse pedaço por mim. 

Me pergunto por que as pessoas são tão idiotas a ponto de deixar algo incerto tomar uma parte importante de você pra depois isso ter sua mente dominada pelo tempo que quiser. E, sabe, é tão cruel... é cruel o fato de saber que você agora é só um resto, que o mais importante de você está nas mãos de alguém.

Que nem sequer liga pra isso.

23 de fevereiro de 2012

If i had to lose a mile, if i had to touch feelings,

I would lose my soul.

E cá estou eu, mais uma manhã, tentando descrever com algumas palavras bobas o sentimento que tem feito parte da minha vida pelo último mês e meio, digamos assim... Todos os dias, me vejo tentando encontrar uma forma que eu consiga fazê-la lembrar de tudo, convencê-la de que eu posso fazer muito diferente.

Eu espero, com tudo que tem dentro de mim, que ela possa perceber isso algum dia. Enquanto, não me poupo em gestos, em palavras e em sentimentos. Ontem parei pra pensar comigo, parei pra tentar entender por que de tudo isso. Só cheguei à uma conclusão.

Penso que, da forma que eu sou, da minha forma surpreendente de não me importar com o que está debaixo do meu nariz, eu jamais pudesse pensar tanto em entregar algo tão importante pra alguém, assim, sem garantias de que isso fosse funcionar. 

Sempre fui a pessoa mais covarde e resguardada que conheci. Espero estar certa de que tudo vai funcionar pra começar a acreditar e apostar nisso. No dia que fiz diferente, foi isso que aconteceu. Como eu já citei em textos antigos, eu costumo destruir tudo que eu mesma construí.

Eu lembro do dia que a conheci, lembro do primeiro abraço, lembro do primeiro beijo, do primeiro "eu te amo", lembro do dia que fugi de casa e busquei um refúgio na casa dela, lembro das vezes que ela me ligou pra me acalmar (e só ela conseguia isso), lembro das loucuras que eu fiz pra ter ela por perto.

Eu lembro da sua voz suave, lembro do jeito dela quando eu tocava alguma música que ela fosse cantar comigo e fazíamos duetos fofos e bonitinhos, por mais que ela fosse a única com talento da dupla. Com ela eu aprendi que não se deve comer antes de tomar banho.

Lembro de quando eu ficava doente e ela me xingava, dizendo que, devido a minha alimentação, eu praticamente pedia pra ficar doente. Lembro de quando eu dormi escorada nela pela primeira vez, num fim de show, um barulho terrível; mas ela era tão confortável que não tinha como não dormir.

Me lembro como se fosse ontem. Mas a saudade que eu sinto de tudo isso, parece que já faz um ano inteiro. Com todas as coisas que tínhamos de diferente, quando eu paro pra repassar essa história toda, contar pra alguém, eu sempre ouço "vocês eram o casal perfeito".

Ela me fez crescer. Minhas músicas eram melhores, meus textos eram melhores... naquele tempo, tudo que eu fizesse, tudo era melhor. Tem um espaço aqui dentro, um lugar com o nome dela, que um dia eu disse que já não era mais o nome dela ali. Mas sempre foi e vai continuar sendo.

Da forma como eu vejo isso, quando a gente realmente ama alguém, a gente ama pela vida. Podem se passar anos, mas quando olharmos pra essa pessoa, ainda vamos sentir as mesmas coisas e o mesmo sorriso bobo vai se fazer presente. 

Talvez tenhamos começado tudo errado, talvez eu tenha reclamado demais, talvez tudo que nós fomos não tenha sido importante assim pra ela. Mas, afinal, de nada servem os fatos se não forem aprendizados, certo? Agora eu só preciso da minha chance. Só uma, que seja, uma chance.

Eu preciso de uma chance pra mostrá-la que tudo vai ser diferente, que agora eu aprendi que o que eu sinto não vai sumir daqui por meros probleminhas, então não vale a pena se focar neles. Posso ter demorado pra aprender, posso ter precisado quebrar a cara pra que isso acontecesse.

Mas todos os dias, sempre que eu vejo a cor dos seus olhos, eu tenho que me segurar pra não chorar. Porque a falta que eles fazem dói até a vesícula biliar. Lembra disso? Lembra quando eu dizia que te amava do fundo da minha vesícula biliar?

Sei que cada vez que penso em tudo isso, o que passa na minha cabeça é a mesma frase de sempre... "como eu fui idiota o suficiente pra me fazer perdê-la?". Me perguntaram como eu consigo viver sem o que a gente era. E, sabe, é difícil. 

A pior parte de tudo é sentir que sua vida está desmoronando e que tudo que você faz é inútil. "Você não tem super poderes" é o que mais tem martelado na minha cabeça. Quero, de alguma forma, te fazer sentir isso. 

E talvez eu saiba como... 

22 de fevereiro de 2012

Living behind the courtin's always better.

Todo mundo sabe o que nós fazemos. Mas o que não sabem é que fazemos em dobro.

Sabe, me peguei pensando sobre como deve ser chato e monótono levar uma vida transparente. Quando todo mundo sabe o que você faz, quando você não tem nada a esconder. Montanha russa não dá um quarto da adrenalina de ser quase descoberto.

Afinal, qual é a graça do que todo mundo é livre pra fazer? O legal da história sempre é o que alguém não é permitido de fazer. O que não é livre, o que não é aparentemente bom, o que não é de graça, o que é ilegal. Sempre mais divertido do que seguir as ordens.

Que histórias você teria pra contar se fizesse tudo correto e transparentemente, de forma que todos soubessem o que você faz? O proibido é sempre mais emocionante. O que não é pra nós, é sempre mais legal do que é certo. 

E, no fim, quem vai te julgar se não sabem o que você faz?

So real i could taste it...

Baby, i've been here before, i've seen this room and i've walked this floor. You know, i used to live alone before i knew ya.

Eu queria te dizer mais uma coisa, apenas. Sei que você já ouviu desculpas suficientes vindas de mim, sei que nada do que eu falar vai mudar o que você pensa agora. Mas sabe, toda vez que eu lembro sequer da cor dos seus olhos, eu os imagino dentro dos meus novamente.

Aqui dentro eu tenho comigo um desejo sequer. Cada dia, quando acordo, és o meu primeiro pensamento. Pudera, tal a importância que representas pra mim. 

Não espero, de forma alguma, que esse seja o fim. Não penso em me recuperar, não penso em tentar deixar de lado o que você significa pra mim. E, eu te prometo que, se eu tiver essa chance de fazer todas as coisas serem diferentes, assim o farei. 

Jamais esperei de mim mesma que um dia fosse lutar tanto por alguém, pois nunca imaginei que precisasse tanto manter esse sentimento aqui dentro pra me completar. Quis fazer algo dar certo, mas sabe, é como eu já te disse... eu era um bebê. 

Que agora já não mais o sou.

Hoje é diferente. Hoje eu aprendi que não há uma condição ou uma necessidade pra o que tu desperta em mim. "It is what it is", certo? Pra ti, pode haver uma condição, mas eu já vi que não tem como me restringir disso aqui. E é por isso, querida. Por isso eu continuo lutando.

E continuarei, todos os dias, destruindo meus monstros, matando minha covardia. Até que eu seja capaz de colocar em prática minha última tentativa e, finalmente, conquistar o que eu mais quero. 

Porque, sabe, é ruim demais ter que cantar suas próprias músicas e as letras te fazerem chorar como um bebê. É ruim demais o sentimento de não poder te abraçar o tempo todo, é ruim sentir falta das risadas que dávamos juntas, a forma como eu sempre te fazia rir, as piadas que você sempre fazia.

Eu sorrio. Cada vez que me lembro de tudo isso, eu sorrio. Até eu lembrar que não tenho mais.

18 de fevereiro de 2012

This ain't no medication, girl, drug's just the name.

Ela diz que música é a melhor companhia, ela diz que sabe se curar sozinha das coisas que acontecem com ela, ela diz que sabe não aceitar a dor que é imposta a ela. E às vezes eu queria que ela não fosse como ela diz.

Eu sinto falta de cada mínima coisa nela. Sinto falta da forma como ela me olhava quando eu achava algo fofo no que ela fazia, sinto falta de dormir no ombro dela, sinto falta do perfume dela, da forma como ela brincava com os meus dedos, do carinho que ela tinha mania de fazer no meu cabelo.

Sinto falta dos dias que apareci de surpresa na casa dela e de encontrar ela com um camisetão ou de pijama e ficar boba perto dela. Me faz falta ouvir uma música, lembrar dela e sorrir. Hoje, quando isso acontece, o sorriso vem acompanhado de lágrimas de saudade.

Saudade de olhar nos olhos dela e lembrar do dia que ela disse que não costumava olhar nos olhos, porque achava isso algo muito sincero. E perceber que ela olhava nos meus olhos. Saudade de dormir abraçando ela, de acordar com ela do meu lado. 

Principalmente, saudade de quando ela se importava em não dizer algo que fosse me machucar. 

P.S.: Esse texto era pra ser mais longo, mais fofo e bonitinho. Mas depois dessa, deixa assim mesmo pra não piorar a situação.

5 de fevereiro de 2012

The Basement - Martini, Marabá e Coca

Olha, agora a Holy Cow tem Twitter, E-mail de contato e, pasmem, BLOG!

Hoje foi o dia produtivo de comer, beber e compor. Não dá pra reclamar. Descobrimos, afinal, que Martini com Marabá sabor lima-limão é muito bom! A luz do porão ainda não voltou a funcionar, mas não nos abalamos por isso. Precisamos de um tapete.

Postamos uma música nova no SoundCloud hoje. Se chama The One You Can't See. Eu que compus, mas não sei explicar sobre o que a letra fala e muito menos o que ela tenta expressar. Sei que dá uma boa raiva enquanto eu canto ela.

Mas afinal, como o momento não está muito produtivo pra grandes resenhas de um ensaio onde não-muito aconteceu, paro por aqui, deixando os novos contatos da Holy Cow.

Sigam-nos no Twitter e assinem feed no Wordpress.

And now, go change the world!

4 de fevereiro de 2012

The Basement - And Then God Said "Turn On These Fucking Lights!"

Ah, quando nós tínhamos energia...

Hoje recebi uma ligação por volta das 13h20. Era o Johnny, dizendo que a luz do porão não estava funcionando e que talvez fosse melhor cancelarmos o ensaio. Oh, hell, no! Foi o tempo de pegar alguns adaptadores do meu pai e sair correndo pra lá. 

Na casa do Johnny, pegamos duas lâmpadas. Enquanto eu me divertia brincando de Ignorance, queimei uma das lâmpadas. Great. Segundos depois, a outra estava no nosso super armário que balança mais que polenta aguada e... encontrou o chão. 

Por sorte, sobrou um tipo de luminária que ele tinha conseguido emprestada.

Plugamos os instrumentos, e, OE, o baixo não funcionava mais. Só o que faltava, certo? Não, calma aí que fica pior! Tentamos de tudo pra fazer a porra do baixo funcionar, mas nada foi bem sucedido. Nisso, decido fazer minha guitarra substituí-lo. A guitarra que todo mundo consegue deixar uma marquinha sua.

Tenho dois aranhões e um puta lascado na minha guitarra. Nenhum deles fui eu que fiz. Em quatro anos, nada disso havia acontecido. Em dois dias de ensaio, aconteceu. Mas enfim, the show must go on, right? Não, não, calma! Também esquecemos a Coca-Cola na minha casa, pra ficar mais legal.

Eu esqueci, ok. Culpa minha, assumo. Mas pelo menos tivemos as pancakes da Vicky.

Então, depois de tudo isso, se alguma boa alma tiver um baixo pra emprestar, seremos eternamente gratos. E uma caixa de som pro nosso microfone, porque eu odeio cantar com voz de sorveteiro. E um pedestal. E cabos novos. E quem sabe uma banda também, porque tá foda, hein! 

Mas afinal, "são os ossos do ofício" foi a frase de hoje. Auto explicativo. E, ah, lembrando que temos uma antena de rádio pra nos enforcar no meio dos ensaios agora... e o porão está maior. Então, caso queira visitar-nos, dá um toque aí!

Esse foi o "post de inauguração" da seção "The Basement", e nós somos Holy Cow!

MWOOHOO!