I would lose my soul.
E cá estou eu, mais uma manhã, tentando descrever com algumas palavras bobas o sentimento que tem feito parte da minha vida pelo último mês e meio, digamos assim... Todos os dias, me vejo tentando encontrar uma forma que eu consiga fazê-la lembrar de tudo, convencê-la de que eu posso fazer muito diferente.
Eu espero, com tudo que tem dentro de mim, que ela possa perceber isso algum dia. Enquanto, não me poupo em gestos, em palavras e em sentimentos. Ontem parei pra pensar comigo, parei pra tentar entender por que de tudo isso. Só cheguei à uma conclusão.
Penso que, da forma que eu sou, da minha forma surpreendente de não me importar com o que está debaixo do meu nariz, eu jamais pudesse pensar tanto em entregar algo tão importante pra alguém, assim, sem garantias de que isso fosse funcionar.
Sempre fui a pessoa mais covarde e resguardada que conheci. Espero estar certa de que tudo vai funcionar pra começar a acreditar e apostar nisso. No dia que fiz diferente, foi isso que aconteceu. Como eu já citei em textos antigos, eu costumo destruir tudo que eu mesma construí.
Eu lembro do dia que a conheci, lembro do primeiro abraço, lembro do primeiro beijo, do primeiro "eu te amo", lembro do dia que fugi de casa e busquei um refúgio na casa dela, lembro das vezes que ela me ligou pra me acalmar (e só ela conseguia isso), lembro das loucuras que eu fiz pra ter ela por perto.
Eu lembro da sua voz suave, lembro do jeito dela quando eu tocava alguma música que ela fosse cantar comigo e fazíamos duetos fofos e bonitinhos, por mais que ela fosse a única com talento da dupla. Com ela eu aprendi que não se deve comer antes de tomar banho.
Lembro de quando eu ficava doente e ela me xingava, dizendo que, devido a minha alimentação, eu praticamente pedia pra ficar doente. Lembro de quando eu dormi escorada nela pela primeira vez, num fim de show, um barulho terrível; mas ela era tão confortável que não tinha como não dormir.
Me lembro como se fosse ontem. Mas a saudade que eu sinto de tudo isso, parece que já faz um ano inteiro. Com todas as coisas que tínhamos de diferente, quando eu paro pra repassar essa história toda, contar pra alguém, eu sempre ouço "vocês eram o casal perfeito".
Ela me fez crescer. Minhas músicas eram melhores, meus textos eram melhores... naquele tempo, tudo que eu fizesse, tudo era melhor. Tem um espaço aqui dentro, um lugar com o nome dela, que um dia eu disse que já não era mais o nome dela ali. Mas sempre foi e vai continuar sendo.
Da forma como eu vejo isso, quando a gente realmente ama alguém, a gente ama pela vida. Podem se passar anos, mas quando olharmos pra essa pessoa, ainda vamos sentir as mesmas coisas e o mesmo sorriso bobo vai se fazer presente.
Talvez tenhamos começado tudo errado, talvez eu tenha reclamado demais, talvez tudo que nós fomos não tenha sido importante assim pra ela. Mas, afinal, de nada servem os fatos se não forem aprendizados, certo? Agora eu só preciso da minha chance. Só uma, que seja, uma chance.
Eu preciso de uma chance pra mostrá-la que tudo vai ser diferente, que agora eu aprendi que o que eu sinto não vai sumir daqui por meros probleminhas, então não vale a pena se focar neles. Posso ter demorado pra aprender, posso ter precisado quebrar a cara pra que isso acontecesse.
Mas todos os dias, sempre que eu vejo a cor dos seus olhos, eu tenho que me segurar pra não chorar. Porque a falta que eles fazem dói até a vesícula biliar. Lembra disso? Lembra quando eu dizia que te amava do fundo da minha vesícula biliar?
Sei que cada vez que penso em tudo isso, o que passa na minha cabeça é a mesma frase de sempre... "como eu fui idiota o suficiente pra me fazer perdê-la?". Me perguntaram como eu consigo viver sem o que a gente era. E, sabe, é difícil.
A pior parte de tudo é sentir que sua vida está desmoronando e que tudo que você faz é inútil. "Você não tem super poderes" é o que mais tem martelado na minha cabeça. Quero, de alguma forma, te fazer sentir isso.
E talvez eu saiba como...
Nenhum comentário:
Postar um comentário