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5 de agosto de 2012

Creio que sim

Ah, eu a quero, sim!
De todas as formas que se possa querer
E, ah, eu a amo, enfim
Daquela forma louca que mal se pode crer

Dos pingos escorridos na janela
No balanço do ônibus em movimento
Entre gotas de saudades dela
Mal pude me manter no pensamento

No canto da mente me gritam
Por sussurros de célula inquieta
Que meu raciocínio limitam
"Sou só musicista e poeta"

Voz doce que ecoa no vazio profundo
Dos olhos suaves, "janelas da alma"
Resgata da lama meu corpo imundo
Provoca em mim a mais densa calma

Arranca do peito, fôlego fulgaz
Retira a covardia irrevogável
Destrói o velho vocábulo "incapaz"
Torna o medo imperdoável

Ah, se cada palavra minha
Se valesse todo bem que me faz
Então assim me bastaria uma linha
Pra que pudesse desfalecer em paz.

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