Imagine se o cara que inventou o telefone tivesse sido o único a pensar nessa possibilidade. Agora imagine se ele não tivesse existido. Imagine um mundo atual sem telefones. De nenhum tipo. Imagine se o cara que descobriu o fogo tivesse sido o único a imaginar que fogo pudesse ser útil.
Pensando dessa forma, nos é possível concluir que o mundo foi salvo diversas vezes por pessoas "pequenas" que talvez até desconheçamos a origem ou ignoramos a existência. Pensando dessa forma, então, seríamos todos "farinha do mesmo saco", já que são esses pequenos feitos que nos destacam diante do restante das pessoas.
E talvez, por esse lado, possamos incluir mais um pensamento ridículo (repito, foram coisas que pensei num momento nada são), onde pessoas "insignificantes" valem algo que poderíamos comprar numa mercearia. Como um exemplo, utilizo a frase "você vale um suco Tang". Mas veja pelo lado positivo, ao menos é Tang...
Assim, criaríamos uma escala mental pro valor que damos às pessoas, sendo tudo relativo à estima. Desconhecidos partem de um valor zero. Dessa forma, não superestimamos ou subestimamos ninguém. Como um exemplo, pense no seu melhor amigo. O que essa pessoa valeria?
Se você entrasse num mercado e fosse comprar algo que valesse o mesmo que seu melhor amigo, o que você compraria? Eu compraria três quilos de filé mignon. O motivo é óbvio: provavelmente eu consumiria nem um quinto desses três quilos e me renderia muito. Assim como me custaria caro também.
Agora, pensando em alguém que mal trocou algumas palavras com você, casualmente, no sinal, pedindo alguma informação. O que você compraria? Considerando, eu provavelmente compraria um Chiclets. Motivo: são dois, sempre podemos deixar um pra depois ou comer os dois ao mesmo tempo.
Da mesma forma que alguém casual. Podemos continuar conversando ou nunca mais falar com essa pessoa na vida. Podemos desenvolver um diálogo, como podemos ignorar e falar nada mais que o necessário com tal indivíduo.
Por esse raciocínio, é de se imaginar uma classificação constante. Como pessoas podem ser insignificantes e, mesmo assim, muito importantes. Pensemos pelo lado de que, o que às vezes não nos apresenta valor algum, pode ter muito valor pra alguma outra pessoa.
Em todas as hipóteses, é o que nós fazemos muito frequentemente. Mas colocando dessa forma é que percebemos como a visão pessoal é fútil. O tempo todo nos pegamos classificando as pessoas pela nossa própria visão delas, enquanto não consideramos a visão alheia.
Talvez ridicularizar a história, comparando pessoas com formigas, ou com produtos de mercado, talvez assim dê pra entender que cada um é um ser único. Não pertencemos a lotes, não andamos em fila colhendo folhas, flores, sementes dez vezes mais pesados que nós.
E é essa autenticidade que move o mundo. Porque se todas as cabeças pensassem da mesma forma, talvez o mundo nunca tivesse saído das cavernas, talvez vivêssemos a la Flinstones, talvez pudéssemos comprar pessoas em refrigeradores, prateleiras, com etiquetas e códigos de barra.
Eu sei, talvez essa tenha sido uma reflexão ridícula, mas é só uma forma de imaginar um lado um pouco diferente do costume, ironizar algumas histórias, fazer algumas piadas de coisas que não deveríamos brincar e rir de fatos que deveríamos chorar.
Mas afinal, é isso que fazemos a vida inteira, certo?
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