Páginas

30 de novembro de 2012

It's been forever

Vem aqui comigo, vamos lembrar de tudo...

Já faz um tempo, as mudanças foram e vieram, não somos mais os mesmos. Nos afastamos, talvez hoje mal nos reconhecemos, crescemos e aprendemos, hoje somos gente grande. Hoje mal temos coragem de dizer metade do que dizíamos anos atrás.

Tanta coisa pra contar... ah, eu vou te impressionar, eu sei disso! Mas esse encontro não é sobre mim, nem sobre você e, menos ainda, sobre nós. É sobre o tempo, é sobre mudança. Isso tudo é sobre os nossos desencontros. 

Mas no final, nossos desencontros foram o que nos fez crescer. Posso falar sobre amigos, sobre família, sobre eu mesma, até, mas você é mais importante que tudo isso junto. Senti tua falta, vida! Deu voltas e voltas, sumiu e apareceu de novo, fez nós na minha cabeça.

Fez e desfez. Me confundiu, me torturou, me fez correr, fez de gato-e-sapato. Vida, cê me deixa louca! Me apaixona e desapaixona num raio de meio minuto, me faz ver as melhores coisas que pode me oferecer e aí tira todas elas de mim num piscar de olhos.

Me faz sonhar, planejar, correr atrás do que eu sempre quis, me faz desejar e delirar no meu próprio desejo. Mulher, você não sabe o que faz comigo! Eu me humilho, me faço tua, deixo que me guie, sigo teus devaneios insanos, faço o que quiseres.

Joga pra mim todas as oportunidades do mundo, me mostra uma infinidade de formas e caminhos pra seguir, me deixa matutando e imaginando o tempo inteiro. Mas sabe, gosto tanto quando me faz te obedecer, fazer do teu jeito, quando me leva pra lugares desconhecidos.

Gosto quando me apresenta o novo, quando me coloca uma venda e me guia até um lugar diferente, que eu nunca estive antes, um lugar gostoso, que dá vontade de ficar pra sempre. E gosto também quando me diz que eu sou a única pessoa que te faz tão louca.

Vida, sou perdidamente apaixonada por ti!

Por ti eu corro até o oriente de pés descalços, por ti encontro a flor mais linda do Saara, por ti eu planto uma bananeira na beira do mar e espero a maré subir, por ti eu faço uma casa na árvore e renuncio o meu presente e meu futuro.

Por ti, vida, eu até morro.

29 de novembro de 2012

Dammit, I changed again.

O texto abaixo será apenas um desabafo, então, caso não queira saber dos meus problemas, favor, não leia!

Consegui um emprego. Menor aprendiz, envolve cinco semanas de curso no CIEE (que começou essa segunda-feira) e depois começa o trabalho em si. Tenho duas bandas fodásticas no momento (ativas, porque se contar a Holy Cow, tem três) e conseguimos show pras duas bandas nesse mês de dezembro.

Resumindo, estou correndo atrás de tirar músicas e arrumar equipamento pra esses shows, virando o mundo pra subir meu nível como guitarrista. Entre emprego e bandas e correrias pra lá e pra cá, não me sobra tempo pra nada.

Não consigo mais ir pra Farroupilha (tempo e dinheiro não colaboram), não consigo tempo pra meditar, não saio mais com alguns amigos que costumava sair todos os dias... minha vida se resumiu em ensaios, curso, um pouco de artesanato pra aliviar a mente e correria.

E parece que tudo colabora para o caos, né? O mais engraçado é que tudo acontece junto; quando se está mal, todas as coisas ruins acontecem; quando se está bem, todas as boas. E quando se está com pressa, parece que o mundo ativa um slow motion.

Tempo pra nada, vontade de muita coisa. Pelo visto, até o ano que vem as coisas vão ser assim mesmo, uma corrida contra o tempo. Estou precisando de calmaria, de incensos, de mar, de brisa, de sol, de árvores, de grama e morgadeira.

Te contar, tá complicado, hein! Os compromissos não param de surgir, mas meu dia só tem vinte e quatro horas e acabo me obrigando a encaixar afazeres que precisariam do dobro disso num dia só. Ou em metade de um, até. Fazia tempo que não me cansava tanto.

Quis que minha vida fosse pra frente, mas a sensação é de que eu entrei num foguete e saí em disparada e agora não sei mais como parar essa coisa... e o pior, também não sei pilotar foguetes. Mas o problema não é o foguete, são os asteróides, cometas e palhaçadas no meu caminho.

E enfim, já perdi a linha de raciocínio, muitas coisas na mente ao mesmo tempo... Hoje saberei mais sobre os shows e postarei por aqui. Por enquanto, só sei que faremos bonito e vai ser demais! Torçam pra que saia no sábado, dia 15, que aí poderemos ter mais um ensaio.

Como eu já disse algumas vezes, só falta uma coisa pra tudo se acertar por agora, mas como o tempo é pouco e necessário, provável que não vá acontecer em breve. Pessimista? Não, não, só não estou criando expectativas. 

Embora esteja bem chateada com isso, são coisas da vida. O que importa é que o resto está dando certo e indo pra frente, por mais que agora pareça uma bagunça. Quero ver as coisas mudando pra mim, quero ver o interesse, quero ver se vale a pena correr os riscos.

Fiz o que pude em todos os lados. Em alguns, tive retorno. Em outros, ainda aguardo. Então vou me deitar numa grama macia, sentir a brisa bater e assistir as nuvens brincarem no céu enquanto a minha calma não volta. 

Afinal, nada é permanente, então me deixe aproveitar o caos.

21 de novembro de 2012

Ao nosso espírito!

Saudando que a morte parcial é a morte carnal, o que nos resta é o espírito; que é, de codenome, a vida. Então a vida, em si, é eterna. Pudera, viemos todos da mesma coisa: da energia plena, ou, se preferir, da plenitude.

Te dizer, rapaz!, não é fácil. A carne é, em si, uma crueldade. O corpo, o homem, a mente. A limitação do espírito é uma crueldade. Mas sabe, essa crueldade é completamente finita. Pra uns, ao menos. Pra esses, quando descobrem a plenitude, o espírito ausente da carne.

Há quem conheça os limites da carne e a distinção entre tais e tais são os limites do espírito. Imutável, intransponível, o espírito é o limite máximo de tudo, ele pode tudo, ele faz tudo. Por quê? Porque esse é parte de uma energia plena, é parte da plenitude. Há quem conheça a liberdade do espírito.

Nada pode substituir essa energia, porque tudo faz parte dela, tudo é ela. Às vezes o homem até a sente, mas não sabe muito bem pra onde direcionar e acaba direcionando pra qualquer lugar que os faça sentir seguros. Que pena, porque de seguro, essa energia não tem nada.

Ela te coloca no ringue, te puxa pra uma briga dando tapa na cara, te faz perder as estribeiras; mas no fundo, essa energia só quer te ensinar a ser forte. Mas por si mesmo, sozinho. Ela quer é te mostrar que não existem limites, te mostrar que você pode fazer tudo, que você é pleno.

Sabe quando você entende que o que tem em você tem em tudo? Se você não sabe, trate de entender! Do que você é feito, cada pequena molécula desse universo e dos outros universos é feito também. Tudo é feito de tudo, que é a tudo a mesma coisa. Entendeu? 

No final, você só tem que entender o que é finito e o que não é, entender que o agora é só uma das tuas milésimas tentativas pro acerto. Pode não ter persistido no erro, pode estar só aprendendo alguma coisa mais, fazendo uma "pós" em vida carnal, pra ser alguém ainda melhor. Ou pode que não.

Pode que tenha tentado tantas vezes insistindo na mesmice e acabou entrando num looping que é infinito até que sua capacidade permita-se quebrá-lo. Depois que a viagem seja completa e o conhecimento seja absoluto, nos tornamos plenos. Quando tal evento acontece, podemos chamar de "compreensão absoluta do espírito" - acabei de inventar o termo, agradeço a apreciação.

E chamaremos o próximo passo de "ciclo da vida". Esse você acha que conhece, né? Nascer, crescer, morrer. Isso? Na verdade, não. Nessa visão, vamos considerar que o ciclo da vida seja a plenitude. Você faz parte dela. Ela sai da sua consciência por algum tempo, enquanto você mora numa forma corpórea, porém, no final, você faz parte do tudo, do todo.

Quando você sai do todo pra compor um ser vivo e dotado de "consciência própria" (o que seria basicamente um estado de "inconsciência" nessa visão), você muda de dimensão. Faz parte, agora, do mundano e do carnal. E disso deve se desprender.

Pra voltar pra plenitude deve conhecer-se parte de um todo, aquele que é eterno. E ao que puder criticar daqui, vai em frente, critica. Mas entenda que não precisa afetar teu espírito. Quando este for inabalável, quando este for plenamente forte e poderoso, conhecedor de sua liberdade, da sua imortalidade; aí é que se alcança a sabedoria máxima. 

E a sabedoria máxima, nada mais é do que a plenitude.

P.S.: Medusa, sentia saudade de ti, deusa dos meus devaneios mais profundos.

13 de novembro de 2012

Shake It Out

Não tenho aparecido muito por aqui ultimamente, mas é como dizem, o drama inspira, mas a felicidade ocupa demais a mente, não deixa espaço pro ócio, pro tédio e, como consequência, pra criatividade. Discordando. Na verdade, só não tive sobre o que escrever.

Ou tive, mas não quis. Enfim, as coisas ficaram bem estranhas pra mim e digamos que ainda não voltaram ao normal. Como um resumo, o texto anterior diz muito. Certo, isso e mais alguns detalhes. Indo em frente, explicarei alguns desses detalhes...

Sempre disse que sou uma pessoa de muita sorte por poder confiar com a minha vida em quase duas mãos cheias. Um a menos. E era um dos que eu mais confiava... quem diria? Não eu, certamente. Gente mentirosa, dissimulada, falsa e "vida dupla" ao estilo 007-amigo-pau-no-cu, dispenso!

Estive lendo alguns dos meus textos dos últimos dois meses, lembrando de como ficou minha vida durante uma das últimas crises, passando pelo tempo que as coisas melhoraram pra mim e voltando ao bom e velho drama. Certo que não voltei ao drama por completo, o equilíbrio se manteve.

Fora tudo isso, a volta à leitura e a falta de coisas pra fazer trouxeram minha criatividade de volta. Em partes. No momento, a garota que inspirou os quatro últimos meses das minhas paixonites desenfreadas por esse blog está num hospital se recuperando de uma cirurgia.

Como eu disse, num dia acordo e tudo está normal, no dia seguinte minha namorada tem uma trompa só. Parece piada, mas eu não estou rindo. Não foi nem remotamente divertido, na verdade. No texto anterior, expressei um desapontamento que logo passou.

Não por completo, claro, mas passou. Diante da situação, me conformei que seria "pai" (ou pãe, como sugeriu uma amiga) e até passei a gostar da ideia, imaginar como seria daqui oito meses e alguns dias. E pasmem, nem a tragédia deu certo pra mim.

Na verdade, saberei se deu certo quando o futuro me mostrar os motivos. Por enquanto, só imagino mesmo. Depois de ser traída de todas as formas possíveis pelo cara que se dizia meu melhor amigo, meu irmão, lidei com a situação melhor do que o imaginado e mesmo assim não "fluiu".

Enfim, não serei mais "pãe" por enquanto. No futuro, certamente, já que agora meu senso paternal está todo afloradinho e "pronto pra uso" (dentro de 9 meses). Mas a novidade da vez é outra: eu a amo demais! Ok, ok, não tem nada de novidade, mas só pra deixar claro que eu nem sabia que a amava tanto assim...

Agora, cada vez que olho pra ela, sinto vontade de escrever poemas sobre os traços do seu rosto, sobre a forma como ela dorme com a boca entreaberta e os lábios dela se movem, sobre a minha tentativa balbuciante de admirar mulher tão linda.

Por assim ficamos sobre ela, antes que eu comece a me contorcer de saudade e vontade de vê-la, o que se dificultou ainda mais pelo fato de ela estar hospitalizada. Amanhã, quem sabe, conseguirei cuidar dela até que receba alta na quinta-feira.

E por fim, quero contar-lhes sobre uma mudança... Em Stone Fields, escrevi que havia entendido que eu teria de mudar. Em I'm Complete, comecei a deixar claro o início da mudança. Muitas coisas aconteceram desde então e eu tenho enfrentado meus medos.

Medo de insetos voadores já está quase abolido da minha vida. Medo de ficar sozinha, check! E o último, que perdi nesse sábado, foi o medo de me perder em uma festa. Explicarei: depois de muito tempo sem sair à noite, prometi que assistiria ao show de uma banda de amigos meus (mind blowing, a propósito).

Cheguei lá sozinha e já vi quem não queria ver (o tal amigo que me traiu). Era a banda dele que estava no palco quando entrei (e já não estava mais sozinha), curti algumas músicas e percebi que o desgraçado deu uma de covarde, tocou e deu no pé. Pf, que maricas, fugindo de mim!

Ou quem sabe ele tenha percebido a muralha de amigos fortões que eu encontrei por lá e resolveu ser sensato e manter uma distância confortável de mim. Covarde, porém razoavelmente esperto, já que não ia sobrar muito dele e não se resumiria ao esbarrão brutal que ele levou.

Tinha conhecidos por toda parte. Não fui com ninguém até lá, cheguei sozinha e saí da mesma forma, mas pude andar por todo o bar sem que me incomodasse com a falta de alguém sempre do lado. Foi uma superação e tanto pra alguém que não suportava passar um segundo sozinha em shows.

Rammstein cover, eu nem sei as letras de cor! Mas gritei junto, pulei, cantei enrolando a língua (é só alemão, tenho esse direito), suei naquele calor infernal (mas isso acho que todo mundo também fez), fiz daquele o melhor show que já assisti nessa cidade. Era uma infinidade de gente!

E no final, medos superados, desafios enfrentados, muros derrubados. Agora é caminhar pelos destroços, juntar o que ainda é útil e colocar na próxima construção. Mas essa, queridos, vai ser bem melhor! Aprendi a dizer que a vida nos esbofeteia quando não entendemos a lição da forma fácil. Estou ainda com as marcas dos dedos nas minhas bochechas.

Assim pretendo continuar. Cada vez que vejo essas marcas no espelho, percebo que fui forte o suficiente pra encontrar a saída mais fácil antes que minha vida desmoronasse. O pior já passou, isso eu sei. Por mais que as coisas ruins batam à porta agora, sou mais forte e mais durona, vão se assustar e sair correndo.

Mas isso é de agora, isso é do último aprendizado, é de enfrentar os medos e conhecer a si mesmo. Não tem nada mais forte que eu nesse mundo agora, não tem problema nenhum que vai conseguir me derrubar. Vão precisar de algumas toneladas de concreto pra me calar dessa vez, terão de me enterrar viva se quiserem minha desistência.

Me livrei do que é ruim (isso inclui um certo "amigo", pra que fique claro) e agora só tenho a ganhar. Que venham as boas coisas, então! Que essa cicatriz cure logo, que tiremos logo os pontos e sigamos em frente com o que a vida tem de bom guardado pra nós. Estou aqui, preparada pra tudo que vier, esperando todas as chances que me forem dadas.

E do fôlego que é feito o meu interior, que dele se componha cada molécula do meu ser. Invencível. Ah, eu sou, sim, e não me diga que não (modéstia à parte).

7 de novembro de 2012

Ah, Martha!

Me encontrava sentada na sala de espera da maternidade de um hospital, aguardando ansiosamente quando me diriam que eu não seria "pai". É, me disseram que não seria. E aí refizeram a fala pra um ponto de interrogação. Há a possibilidade.

Quem diria, hein? Eu, "pai" do filho do meu melhor amigo. Não saber o que pensar, muito menos o que sentir. É muita crueldade torcer pra que tivesse sido abortado? O que também é uma possibilidade. E aí jaz o problema: a falta de certeza.

Falta de certeza em tanta coisa... não saber se conseguiria olhar pro rosto da criança e sentir apenas coisas boas, não saber se aguentaria o tranco da paternidade; e a única certeza: agora não! Assim, muito menos!

Fazem dois dias que a dúvida surgiu (pra mim) e não sei como reagir. Talvez a ideia fosse ótima... mas não no meu ponto de vista. Enfim, vou estar sempre do lado, sempre por perto, sempre apoiando. Mas torço que não.

Certo, sou cruel. Ok, essa é a verdade que eu aceito. A outra, não.

E, Martha, estava lendo teu livro enquanto aguardava o resultado do primeiro exame... li tua crônica "Espírito Aberto", que fala sobre ter o senso do bom humor, aceitar os acontecimentos numa boa. Mas não isso.

Ei, qual é? Eu,"pai"? Quase pulei quando no primeiro exame disseram que não havia feto nenhum, me segurei pra não gritar de alívio. E aí me pregam outra peça, como se já não bastasse o primeiro palito com dois risquinhos.

Ah, Martha, concorde comigo, não dá pra abrir o espírito assim tão fácil... absorvi todo o resto do mundo à minha volta. Só faltou um possível feto. Esse não consigo absorver. Na verdade, nem consigo assimilar os fatos.

Ainda acho que isso não aconteceu.

Fiz um amigo na sala de espera, futuro pai. Ah, mas é dele! Vitor, o feto, já tem oito meses. Daqui a pouco está aí, entrando pras pesquisas do IBGE. E àquele casal, os desejo sorte, amor e tudo de bom que poderiam ter. 

Que esse garoto os una ainda mais, por outros cinco e outros cinco anos, e aí outros cinco e outros cinco. Que sejam felizes, que sejam bons pais, que criem um bom Vitor! E enquanto isso, eu agonizo.

Se eu quero matar o pai? Que pergunta! E sim, considero muito menos cruel do que esperar que tenha havido aborto. É, cara, tu me mostraste o sentido de "até tu, Brutus?". Meu amigo, quem diria!

Acredito estar em transe no momento, não consigo desfazer a mesma cara de raiva/choro desde que saímos do hospital. Não, eu não me importo com as possibilidades, só sei que não quero!

No hospital, escrevi um texto chamado "quase-pai" quando recebi a notícia de que não havia feto algum, aliviada. Realmente espero que seja só um quase, só um susto. Não é dessa escória de homem que quero MEU (com ênfase) filho.

Não de um erro, não de um acidente e, muito menos, da raiva que ocasionou o fato (ou feto). Chame de cruel o quanto quiser, eu não me importo.

4 de novembro de 2012

Under Your Skin

E cá temos um final de feriado de finados realmente produtivo! O que passei fazendo? Na visão de muitos, nada, mas na minha, tudo. Sexta-feira foi um dia ensolarado e de clima ameno, uma brisa gostosa pra refrescar o sol quase escaldante.

Surgiu uma banda nova no pedaço, o que traz consigo muitas oportunidades e novas perspectivas, mais uma sugestão pra minha quebra de rotina. Foi um tempo de "retração", talvez, mas um tempo de um ótimo contato com o que reside debaixo da minha pele.

Com a alma, se preferir. No sábado comecei a ler Doidas e Santas, da Martha Medeiros. Depois de parar de babar em cima do livro, entendi que agora tenho mais uma paixão. Ela escreve de uma forma tão simples, tão crua, mas ao mesmo tempo, tão criativa...

O livro soa pra mim como um blog que fala sobre o cotidiano da autora, contando fatos engraçados e um tanto quanto "normais" numa forma reflexiva e poética. Pra mim, cada uma de suas crônicas nada mais é do que a reflexão aprofundada de alguma situação do dia-a-dia.

Certo, não posso dizer muito, mal comecei a ler o livro; estou me entretendo bastante com o dito cujo, por sinal. Estou divagando por entre as linhas, viajando, lendo e relendo, curtindo, aproveitando cada sílaba. É questão de abrir o livro e cair na história.

Bom, a leitura do dia me provocou risos que fizeram doer a barriga, as bochechas, sair lágrima dos olhos. Não sei como essa mulher consegue ser tão genial, mas sei que quando eu crescer, quero escrever como ela! Genial, Martha, genial!

Saindo do assunto, rolou um clima entre meu violão e eu nesse domingo que foi absolutamente inexplicável. Composições improvisadas, covers completamente bem feitos, uma delícia! Não me arrependi em nenhum segundo sequer de ter carregado o violão comigo.

No final, até deu pra fazer uns bolinhos com a minha mãe! Talvez essa parada mais interna tenha me ensinado algumas coisas novas, tenha me dado o direito de refletir sobre algumas coisas... e algum tempo mais pra desenvolver e compartilharei minha reflexão.

Ainda temos mais algumas horas pela frente, pra terminar esse feriado de vez. Que cada segundo restante valha a pena, então! Isso se eu não morrer com o inseticida que meu pai acabou de passar all over me. Ao menos não morro sugada por mosquitos...

E depois de passar dias a fio ouvindo The Creepshow, passar pra Audioslave e uns minutos de The Kills, agora vamos terminar o dia ao som de Hole, pra pensar na vida. Boa noite, tenham um ótimo final de feriado e não esqueçam de passar a goma!