Saudando que a morte parcial é a morte carnal, o que nos resta é o espírito; que é, de codenome, a vida. Então a vida, em si, é eterna. Pudera, viemos todos da mesma coisa: da energia plena, ou, se preferir, da plenitude.
Te dizer, rapaz!, não é fácil. A carne é, em si, uma crueldade. O corpo, o homem, a mente. A limitação do espírito é uma crueldade. Mas sabe, essa crueldade é completamente finita. Pra uns, ao menos. Pra esses, quando descobrem a plenitude, o espírito ausente da carne.
Há quem conheça os limites da carne e a distinção entre tais e tais são os limites do espírito. Imutável, intransponível, o espírito é o limite máximo de tudo, ele pode tudo, ele faz tudo. Por quê? Porque esse é parte de uma energia plena, é parte da plenitude. Há quem conheça a liberdade do espírito.
Nada pode substituir essa energia, porque tudo faz parte dela, tudo é ela. Às vezes o homem até a sente, mas não sabe muito bem pra onde direcionar e acaba direcionando pra qualquer lugar que os faça sentir seguros. Que pena, porque de seguro, essa energia não tem nada.
Ela te coloca no ringue, te puxa pra uma briga dando tapa na cara, te faz perder as estribeiras; mas no fundo, essa energia só quer te ensinar a ser forte. Mas por si mesmo, sozinho. Ela quer é te mostrar que não existem limites, te mostrar que você pode fazer tudo, que você é pleno.
Sabe quando você entende que o que tem em você tem em tudo? Se você não sabe, trate de entender! Do que você é feito, cada pequena molécula desse universo e dos outros universos é feito também. Tudo é feito de tudo, que é a tudo a mesma coisa. Entendeu?
No final, você só tem que entender o que é finito e o que não é, entender que o agora é só uma das tuas milésimas tentativas pro acerto. Pode não ter persistido no erro, pode estar só aprendendo alguma coisa mais, fazendo uma "pós" em vida carnal, pra ser alguém ainda melhor. Ou pode que não.
Pode que tenha tentado tantas vezes insistindo na mesmice e acabou entrando num looping que é infinito até que sua capacidade permita-se quebrá-lo. Depois que a viagem seja completa e o conhecimento seja absoluto, nos tornamos plenos. Quando tal evento acontece, podemos chamar de "compreensão absoluta do espírito" - acabei de inventar o termo, agradeço a apreciação.
E chamaremos o próximo passo de "ciclo da vida". Esse você acha que conhece, né? Nascer, crescer, morrer. Isso? Na verdade, não. Nessa visão, vamos considerar que o ciclo da vida seja a plenitude. Você faz parte dela. Ela sai da sua consciência por algum tempo, enquanto você mora numa forma corpórea, porém, no final, você faz parte do tudo, do todo.
Quando você sai do todo pra compor um ser vivo e dotado de "consciência própria" (o que seria basicamente um estado de "inconsciência" nessa visão), você muda de dimensão. Faz parte, agora, do mundano e do carnal. E disso deve se desprender.
Pra voltar pra plenitude deve conhecer-se parte de um todo, aquele que é eterno. E ao que puder criticar daqui, vai em frente, critica. Mas entenda que não precisa afetar teu espírito. Quando este for inabalável, quando este for plenamente forte e poderoso, conhecedor de sua liberdade, da sua imortalidade; aí é que se alcança a sabedoria máxima.
E a sabedoria máxima, nada mais é do que a plenitude.
P.S.: Medusa, sentia saudade de ti, deusa dos meus devaneios mais profundos.
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