Suave, gentil, macia, de rosto lisinho pela falta da barba por fazer, cheia de curvas e... tão diferente! Tudo que eu não gostava num homem não existia nela. E, tudo que eu gostava, estava e predominava nela. Me perdi naquela novidade durante um tempo que eu não tive tempo de contar.
Ela respondia aos meus toques de formas tão inesperadas quanto lhe era possível. Ali, eu não a conhecia. E ela também não parecia saber o que eu pensava. Ambas de nós, exploradoras, crianças com brinquedo novo. Ou com o cachorrinho novo... que o prazer é recíproco.
Exato, reciprocidade! Era isso que estava faltando quando o segundo personagem era um homem. E eu havia descoberto qual era o gosto da reciprocidade naqueles minutos insanos. Nenhuma das duas sabia bem o que estava fazendo, mas ambas de nós estávamos descobrindo um universo paralelo do qual não queríamos mais sair.
Aos poucos eu percebia algumas coisas novas e sensações que eu não tinha a menor ideia de que poderiam existir.E aquilo era tudo, ela era, durante aqueles instantes, uma extensão de mim. A extensão que eu realmente não queria que saísse dali.
Incontáveis bons momentos, pegamos no sono ali mesmo, dividindo cama, abraçadas. Tão quente e confortável, assim como dormir com o ursinho preferido numa noite de inverno e sentir que ele te esquenta e não quer nada mais de ti além de companhia.
Por que tão linda? Por que tão suave? Por que tão confortável? Por que tão... mulher? Apaixonante mulher. E aquela vontade de ficar ali por todo o tempo que a vida me permitisse viver. Como se ela fosse o meu destino, o meu hoje e amanhã, o começo e o fim.
Ela certamente era o começo. "Eletric blue eyes", como diz a musica do Cranberries, assim eram os olhos dela. Passaram pra mim aquela eletricidade e cá estamos, num paralelo de corpos quentes, despidos de sensatez, racionalidade e... bom, essa parte já ficou bem clara.
O cheiro suave de mulher infestando minha mente e todos os meus sentidos. Nessa noite, meus sonhos foram... explosivos. Secretamente, eu queria isso há muito mais tempo que havia percebido. E agora que eu tinha, não negaria mais.
Pela manhã, eu a acordei com um beijo suave no ombro.
- Hm... que horas são?
- Uau, tão a pergunta que eu queria agora! - Respondi cheia de sarcasmo.
- Desculpa, deixa eu acordar de novo. - Fingiu estar dormindo. - Ok, agora é a parte que tu refaz o beijo pra eu acordar...
- Ah, ok... - Disse rindo e "obedeci a ordem". Ela fingiu "re-acordar" sorrindo.
- Eu meio que perdi completamente a noção do tempo com a noite de ontem e gostaria de saber que horas são pra ter uma pequena ideia se podemos aproveitar mais um pouco por aqui ou temos que levantar logo... bom dia! - Sorriu e me fez sorrir. Criança brincalhona.
- Temos mais duas horas - Falei com ênfase na hora, soando como "você pode ir em mais dois brinquedos antes de irmos embora do parque" e recebi a mesma resposta que se essa tivesse sido a minha afirmação.
- Opa, então melhor começar a aproveitar agorinha! Não quero correr o risco de ficar inútil e cansada mais tarde, então temos que deixar um tempo pra recarregar...
- Quem manda aqui não sou eu mesmo, então...
Bom, eu havia me rendido de todas as formas que era possível uma rendição. Meu medo se confirmou estar correto, porque, bom... eu não reclamaria por um segundo daquela noite. E nem ousaria recusar uma repetição dela. Então, estava correto: eu era lésbica.
E pelo que parecia, Bruna também. Mas dessa vez, eu não queria lutar contra isso.
Continua...
Incontáveis bons momentos, pegamos no sono ali mesmo, dividindo cama, abraçadas. Tão quente e confortável, assim como dormir com o ursinho preferido numa noite de inverno e sentir que ele te esquenta e não quer nada mais de ti além de companhia.
Por que tão linda? Por que tão suave? Por que tão confortável? Por que tão... mulher? Apaixonante mulher. E aquela vontade de ficar ali por todo o tempo que a vida me permitisse viver. Como se ela fosse o meu destino, o meu hoje e amanhã, o começo e o fim.
Ela certamente era o começo. "Eletric blue eyes", como diz a musica do Cranberries, assim eram os olhos dela. Passaram pra mim aquela eletricidade e cá estamos, num paralelo de corpos quentes, despidos de sensatez, racionalidade e... bom, essa parte já ficou bem clara.
O cheiro suave de mulher infestando minha mente e todos os meus sentidos. Nessa noite, meus sonhos foram... explosivos. Secretamente, eu queria isso há muito mais tempo que havia percebido. E agora que eu tinha, não negaria mais.
Pela manhã, eu a acordei com um beijo suave no ombro.
- Hm... que horas são?
- Uau, tão a pergunta que eu queria agora! - Respondi cheia de sarcasmo.
- Desculpa, deixa eu acordar de novo. - Fingiu estar dormindo. - Ok, agora é a parte que tu refaz o beijo pra eu acordar...
- Ah, ok... - Disse rindo e "obedeci a ordem". Ela fingiu "re-acordar" sorrindo.
- Eu meio que perdi completamente a noção do tempo com a noite de ontem e gostaria de saber que horas são pra ter uma pequena ideia se podemos aproveitar mais um pouco por aqui ou temos que levantar logo... bom dia! - Sorriu e me fez sorrir. Criança brincalhona.
- Temos mais duas horas - Falei com ênfase na hora, soando como "você pode ir em mais dois brinquedos antes de irmos embora do parque" e recebi a mesma resposta que se essa tivesse sido a minha afirmação.
- Opa, então melhor começar a aproveitar agorinha! Não quero correr o risco de ficar inútil e cansada mais tarde, então temos que deixar um tempo pra recarregar...
- Quem manda aqui não sou eu mesmo, então...
Bom, eu havia me rendido de todas as formas que era possível uma rendição. Meu medo se confirmou estar correto, porque, bom... eu não reclamaria por um segundo daquela noite. E nem ousaria recusar uma repetição dela. Então, estava correto: eu era lésbica.
E pelo que parecia, Bruna também. Mas dessa vez, eu não queria lutar contra isso.
Continua...
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