Ela tinha razão... influenciaria diretamente na minha felicidade. Mas eu estava completamente perdida. Minha família já era completamente contra milhares das minhas ideias, ainda teria mais isso? Sorte que agora eu morava em outra cidade e não os teria no meu pé o tempo todo!
- Bom, não posso dizer que não sinto vontade de ficar com garotas também...
- Isso é uma tentativa de consolo, Bruna? Porque se é, falhou! - Disse isso e começamos a rir de nós mesmas.
- Parecemos duas garotinhas pré adolescentes descobrindo que gostamos do mesmo garoto.
- A diferença é que são garotas!
- Ah, Ana, tu tem de parar de lutar contra isso! Não é saudável.
- Bru, já parou pra pensar quanto minha vida vai mudar por isso?
- Mas eu estou aqui pra te ajudar o tempo todo... não precisa ter medo. Tu só precisa se deixar ser feliz!
- Certo, tu está aqui, mas tu não é o sapatão da história.
- Quem disse?
- Oras, e precisa?
- Já não mencionei que não posso dizer que não sinto vontade de ficar com garotas né?
- Mencionou e, bom, eu totalmente pegaria a Addison de Private Practice, o que não significa que eu seja lésbica.
- Mas pode significar que tu é bi...
- Ah, agora eu sou indecisa, também?
- Eu não disse isso... mas tu ainda precisa dar uma chance a isso, ver se faz sentido.
- Tu sente atração por alguma guria? Tem ideia de quanto estranho é? Não, né? Não podes falar por mim... não é na sua cabeça que tem essa confusão toda.
- Eu nunca disse isso, também.
- E vai me dizer que sente?
- Nunca me aproximei tanto de uma pessoa que eu nem conhecia direito e muito menos dividi quarto com ela sem ser necessário.
- Aham, tá, agora tu sente atração por mim? Qual é, conta outra, vai!
- Não me diz que tu não sentiu atração nenhuma por mim... tu disseste que eu te lembro a Mila! Isso significa que tu sente algo também.
- Senso de proteção, vontade de te... morder.
- Beijar?
- Eu disse morder.
- Hm, onde? - Ela sorriu, descontraindo aquele clima tenso que eu havia criado. E me fez sorrir junto. - Viu só? Admitiu!
- Não disse nada, só ri do que tu disse. - Na verdade, nem eu sabia o que sentia.
- E que tal se eu fosse sua cobaia?
- Ficou louca?
- Não, oras. Tu quer me morder - Disse com ar sarcástico sem conseguir conter o sorriso -, eu quero ficar contigo... não vejo nenhum problema.
- Eu vejo!
- Por quê?
- E se eu gostar? - Eu morria de medo da talvez única coisa que faltava pra que eu fosse feliz por completo.
- E se eu gostar? - Ela repetiu minha frase com ênfase, deixando claro que ela também corria o risco. - E se nós gostarmos?
- Bom, acho que aí ambas de nós teríamos um problema.
- Ou poderíamos só descobrir o que acontece se a gente gosta.
Continua...
Nóóóssaaaaaaa bem na hora que estava ficando bom
ResponderExcluirnão demora pro próximo não já estou ansiosa rs