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20 de outubro de 2013

Agonias de ódio diante da decepção

"O que adoece as pessoas é viver uma vida que não desejam, não escolheram e não suportam." 

É triste perceber que o que parecia o melhor lugar do mundo agora é o mesmo que te causa aversão, que te faz contar os segundos pra não estar mais lá. É triste também ter um carinho e uma consideração enorme pelas pessoas e dar seu melhor pra ajudá-las, mas ao longo do tempo, perceber que eles não fazem o mesmo por você. 

A gente sente, fisicamente, as consequências disso. Dezoito anos na cara tentando encontrar um problema de saúde que praticamente não existe. O problema é outro. Mas o mais triste de tudo é saber que você vai ter que ficar se mordendo de raiva mesmo, quieto, sem poder fazer o que gostaria. A tristeza se transforma em revolta e em raiva, mas mesmo assim, não deixa de ser tristeza. 

Acordamos e vamos dormir com vontade apenas de chorar pela impossibilidade de fazer algo por nós mesmos. Procuramos outras saídas, vamos em frente, aguentamos e tentamos manter a cabeça no lugar, tentamos não "perder as estribeiras", porque se isso acontecer, trocaremos a liberdade por um portão de barras e um karma interminável. 

Pode parecer exagero, mas em meio às lagrimas de decepção com o que tem me seguido nos últimos tempos, o único sorriso que me aparece é quando a imagem das minhas mãos estrangulando alguns pescoços surge em mente. Como pra mim não resolveria muito, tiro sangue dos meus lábios pra suprimir a raiva que sinto enquanto sofro as "consequências" de ter caído na ladainha dos que antes pareciam bons. 

Não consigo acreditar que as pessoas sejam capazes de tanta falsidade, mentira e sujeira. Disso tudo, concluo que absolutamente ninguém no universo merece ou é digno de confiança, até que me prove o contrário. Meu pé foi posto pra trás e ali ficará pra sempre. Desconfiança. 

Enquanto o inferno segue, estudo a lei e descubro meus direitos, descubro até onde eles podem e até onde eu posso, pra que cada exigência faça jus ao seu devido direito de exigir. Caso não o faça, usarei da justiça que me é disponibilizada como "cidadã" pra que cada deslize me seja devolvido justamente. 

Quero que todos os dias do inferno que tenho passado sejam sentidos na pele por quem tem o feito existir. De forma tripla, quádrupla, até quíntupla se possível. Minha saúde abalada por simples prepotência e estupidez pode não voltar a ser o que era antes, mas isso terá volta. Espero que nessa vida ainda. 

Que dessa forma seja o inferno pra vocês, que os meus desejos de todos os dias façam da vida de vocês o pior pesadelo do mundo. Eu não desejo mal a quase ninguém. Com apenas duas exceções. Merecido, eu digo, até demais. Em pouco tempo verei deslanchar o mundo que vocês ostentaram pra si mesmos e desabar a grana em que vocês quiseram nadar. Não vai acontecer. 

Talvez seja isso que os traga a maior de todas as bênçãos da vida... 
A morte.

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