Sempre acreditei que quando não fazemos o que amamos, somos infelizes. Em fevereiro encontrei um emprego que jurei ser o melhor do mundo. E realmente foi, por algum tempo. Em meados de julho, mais pro final do mês, pra ser mais específica, as coisas começaram a ir mal. Não pretendo especificar os acontecimentos, mas a partir disto, passei a sentir dores de cabeça frequentes.
Desde então, eu acordava e dormia com fortes e persistentes dores, e nenhum remédio mais fazia efeito. Cheguei a acreditar que estava começando a adoecer fisicamente, mas minhas dores tinham feito raízes e sido ligadas ao stress que comecei a passar no meu trabalho. O lugar que havia sido pra mim, o melhor, foi se tornando o motivo da minha tristeza.
Investiguei de toda forma, gastei em médicos, exames e remédios caros. Entristeci. Não via mais saída pra mim, não via motivos plausíveis pra tanta dor. Morfina já não me acalmava mais. Todo dia, minha vontade era apenas chorar, o dia inteiro, deitada na cama do quarto escuro, já que acender as luzes pioraria minha dor. Sair do meu refúgio pra trabalhar era meu pior pesadelo.
Cheguei ao estágio em que eu acordava triste e ia dormir mais triste ainda. Não havia remédio pra minha doença, a não ser a demissão. Eu tive a esperança de que as coisas mudassem e que, talvez, tudo não passasse de um sonho ruim, que eu acordasse e voltasse a ser tão bom quanto era. Mas isso não aconteceu.
Eu não desisti, tentei de toda forma que me foi possível. Não aguentei. Chorei muito durante esses dias em que nada parecia dar certo pra mim. Chorar me pareceu a única forma de aliviar minhas preocupações. Não funcionou. Daí pra diante, tudo contribuiu para o acontecido de ontem pela manhã. Humilhação eu não aceito!
Atingi o limite da paciência, pedi minha demissão, peguei minhas coisas e saí. Hoje pela manhã assinei meu pedido de demissão, e me encontrei numa situação ainda mais chata. Fui liberada dos trinta dias de aviso prévio ontem, em meio à discussão que ocasionou minha saída, e hoje isso foi negado. Honestidade é algo que eu sempre prezei muito. A máscara caiu.
Então, agora, livre, só espero que meus direitos me sejam dados por inteiro e de forma justa e correta, como eu mereço. Dei meu suor e sangue por aquele trabalho, fiz o meu melhor todos os dias que estive lá, mesmo não aguentando mais a pressão que me era imposta. Justiça seja feita, e que eu nunca mais seja burra novamente de confiar em alguém dessa forma.
Quero que cada dia que eu aguentei me seja recompensado da devida forma. Que venha o justo ao justo e a justiça ao injusto. Tudo que eu sofri por isso vai voltar triplicado pra quem me fez sofrer. É o karma e dele não há escapatória.
Hoje acordei feliz. Leve, livre, de cabeça limpa e descansada. Acordei tranquila. Tudo acontece pro melhor, certamente. Todos os dias de cão me serão recompensados, isso é garantido. Embora seja triste e não fossem os meus planos, me sinto bem em saber que me livrei do peso que estava me incomodando, e agora o sol pode voltar a brilhar pra mim.
Pela manhã já tive a confirmação de que a Findha vai, sim, seguir agora pra dois shows no mês que vem, meio na corrida, mas dará tudo certo, como sempre deu. As coisas vão voltar a dar certo agora que o incômodo foi excluído.
Diga adeus à estagnação, a vida voltou a ser linda!
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