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26 de junho de 2012

Can I try my self-defence?

Ultimamente minha criatividade tem me deixado só. Tenho estado numa seca mental, um vazio de ideias. Numa mente onde nunca houve um limite pra imaginação, agora existe um muro. Talvez eu precise de uma escada, de um impulso. Agora basta encontrar essa escada ou impulso.

Cada vez que eu sinto vontade de escrever, é quase inevitável a seguinte cena: sentar em frente ao notebook com uma página do Bloco de Notas aberto esperando pra ser utilizado, encarando-a durante vários pares de minutos. Geralmente, nenhuma palavra é escrita e eu chego à desistência. 

Quando consigo desenvolver alguma ideia, ao reler, acho a coisa mais idiota e inútil que eu poderia escrever. Onde está a minha mente? Onde foi parar o meu oceano interior? São poucas as coisas sobre as quais quero escrever nos últimos tempos. E são menos ainda as ideias que eu levo em frente.

Músicas, textos, contos, crônicas, qualquer coisa. Me encontro num tempo onde nada que eu escrever é bom o suficiente pra agradar a mim mesma, quem dirá a algum possível leitor. É um vazio, um bloqueio, um tempo onde nada mais flui como costumava.

Estagnação. Essa é a palavra. Minha mente está estagnada no mesmo lugar em todos os meus textos e músicas, não sai do mesmo assunto, das mesmas frases. É como um deja vu, você lê um texto ou uma música e quando ler os próximos, terá a impressão de que já leu tudo aquilo.

É sempre a mesma coisa, o tempo todo. E então eu acabo deixando isso pra trás, esquecendo de desenvolver meus pensamentos. Por quê? Porque me cansei de ficar em cima do mesmo assunto o tempo todo. Chega, não vou mais escrever sobre a mesma coisa.

Então, esse é o fim de uma série de textos, músicas e contos sobre exatamente a mesma situação. Agora eles são apenas arquivos salvos por aqui, no meio de muitas outras coisas que, juntas, escrevem basicamente a história da minha vida inteira.

Chega da subjetividade sobre esse assunto, agora é hora de tentar ser direta, de resolver tudo isso, virar o disco, mudar o discurso. É hora de criar coragem, de arriscar, de ir em frente, de largar a estagnação. Afinal, parado não se vai a lugar nenhum. 

E com isso, eu prometo, pra mim mesma, deixarei pra trás o posto do espectador.

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