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23 de agosto de 2011

Diferença e diversidade.

Eu, tu, ele, ela, nós. Eu gosto de arte, ele gosta de futebol. Ela é artista, eu sou arteira. Nós somos todos diferentes em busca de direitos iguais.

Todos nós temos algo em comum à mesma medida que todos nós somos tão opostos. E todos nós parecemos sufocar uns aos outros em meio as nossas diferenças. E, por mais que sejamos (supostamente) iguais perante a lei (e, como dizem os religiosos, Deus), ainda somos rejeitados de alguma forma por alguém.

Podemos ser tudo que a sociedade ama (mentalmente vazios, influenciáveis e distantes de qualquer ideologia política), mas se formos feios, seremos julgados. Podemos, por outro lado, ser lindos (fisicamente) e burros (e a sociedade não vai perder tempo em deixar claro). 

Assim como podemos ser exatamente o contrário do que a sociedade espera de nós. Aí não é mais julgamento, se torna uma tortura. Nos escorraçam de tal forma, a fim de que (sei lá por que diabos pensam isso) nos moldem da forma que quiserem. 

Sociedade odeia crentes, mas também odeia ateus. Sociedade odeia bruxos sem nem saber o que são. Assim como nos deixamos moldar pela sociedade, ela também foi moldada uma vez: era uma putaria feliz e insana, até que o cristianismo chegou e resolveu derrubar a diversão. 

Mas afinal, queridos jovens, idosos, crianças (o que crianças estariam fazendo aqui?), travestis, extra terrestres, macacos, preguiças e pinguins, somos esquisitos mesmo! E daí? A gente junta a sua esquisitisse com a minha e a gente forma um ser muito louco. 

Se vai agradar? Que diabos importa? O negócio é que nós vamos estar satisfeitos com isso e nos fará feliz. 

Então viva a esquisitisse diversidade!
E traz outro copo aí!

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