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29 de julho de 2012

To Smurf

Cheguei na rodoviária pronta pra pegar o ônibus, apenas com um cartão de débito, no qual eu contava com dezesseis reais (na minha imaginação). Não aceitava cartão. Saque mínimo, vinte reais. Corri ao banco mais próximo, meu saldo era de TRÊS MALDITOS REAIS.

Por algum milagre divino, tinha saque de dois reais no banco. Com meus setenta e cinco centavos, só faltariam cinquenta centavos pra pagar a passagem. Pensei em parar cada pessoa que passava por mim pra pedir uma moeda, mas lembrei de uma loja próxima ao banco.

Entrei na loja e pedi pra uma das vendedoras, que me deu um real. Corri pra uma parada onde passaria o ônibus depois da rodoviária e já estava em cima da hora. Por algum outro milagre, quando cheguei na parada, o ônibus estava exatamente ali, parado na minha frente.

Uma viagem infinita e cheguei ao meu destino, liguei pro mundo pra conseguir o favor de mandarem uma sms pra mim, que foi concedido pela Lara e logo após, pelo Johnny (e isso é meu agradecimento gigantesco pra vocês, seus lindos!). 

E ela chegou pra me buscar. Como se fosse um sonho, eu estava ali, exatamente como havia prometido. Só que de verdade. Cada segundo valeu a pena. E os próximos valeriam ainda mais. Fomos pro ensaio da banda dela, que por sinal, é fodástica (e só de garotas, o que torna ainda melhor).

Jantamos, brincamos com os instrumentos, fizemos dinâmicas bobas, nos divertimos o mundo. Começou a chover e nos entocamos na sala, rimos até o pulmão doer. Vou poupá-los dos detalhes a frente e pular logo pra parte que acordamos.

Tirando a parte dos meus pais terem pirado quando liguei pra avisar onde estava e que não voltaria pra casa no mesmo dia, tudo foi demais. Almoçamos com as garotas, rimos até a vesícula biliar doer mais que o pulmão e peguei o ônibus de volta pra casa.

Aguentei um pequeno tremor de terra dentro de casa, mas todo fôlego (ou a falta do mesmo) valeu por uma vida inteira. E todos os dias eu vou lembrar dessas vinte e quatro horas que passaram como se fossem minutos e sentir que correr, mendigar uma moeda, tudo valeu a pena.

Sem esquecer de conjugar novamente o verbo, I smurf you.

25 de julho de 2012

Going Deep

Sabe aquele tempo da sua vida em que basicamente tudo é aprendizado? Vivi esse tempo há alguns dias atrás e cá estou pra fazer o meu relato sobre o que aprendi.

Não foram aprendizados bobos, dessa vez. Foram coisas que me fizeram crescer de uma forma inimaginável. Um combo, digamos, de várias coisas que eu precisava saber e só as veria jogadas na minha cara.

Há 3 fins de semana atrás, minha melhor amiga sofreu uma perda enorme. Naquele dia, chorei como se a perda fosse minha. Comprovei pra mim que não há nada que eu não faça por alguém que eu amo e percebi novamente, nada vai durar pra sempre.

Foi nesse dia que saiu o texto Nothing Lasts Forever. E disso eu tirei um aprendizado enorme pra algo que eu passaria alguns dias depois. E isso me ajudou a entender as coisas um pouco melhor, de certa forma.

Depois de passar um dia inteiro chorando, recebi a visita de um amigo que me levou pra dar uma volta, como sempre fazemos. Nessa volta, eu entendi que não perdemos nada nem ninguém.

É a lei da natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma. Um sentimento nunca vai se perder, mas se transformar. Assim como uma memória, o lugar que demos pra uma pessoa na nossa vida.

E assim eu aprendi também que ninguém na vida vai ser a pessoa certa. Todas as pessoas que passarem pela sua vida vão te ensinar alguma coisa que você vai levar contigo o tempo inteiro. Ou seja, todas as pessoas são as pessoas certas.

Também percebi algumas coisas que há muito já desconfiava, mas não entendia o significado. Tais como a felicidade. Eu sempre disse que as coisas boas chegariam na nossa vida quando estivéssemos prontos.

Prontos, num sentido de estarmos bem com nós mesmos, de não precisarmos daquelas coisas boas. Concluí que quando "precisamos" de alguém pra nos fazer feliz, quando isso acabar, precisaremos de muito tempo pra nos recuperar.

Ao contrário do que acontece quando estamos bem por nós mesmos, não precisamos de nada além disso pra estarmos felizes. Assim, quando alguém que te faz bem sair da sua vida, você sabe que pode muito bem ser feliz sozinho.

E misturando os aprendizados, você não vai perder essa pessoa. O que vai ocorrer é uma transformação. De relacionamento, de "formato", de tratamento e sentimento, talvez.

Mais uma coisa que aprendi foi que não devemos segurar um pensamento pra nós mesmos. Expressão é liberdade. Se você externa, você se liberta de dentro pra fora. Assim como uma vontade. Sentiu vontade? Então vá e faça!

E ultimamente andei matando algumas vontades, perdendo a covardia de viver por mim e pra mim. Ganhei muitas coisas boas com isso, ganhei sentimentos muito prazerosos, coisas que eu gosto de me pegar pensando.

Percebi que as coisas se tornaram mais fáceis, que eu consegui simplificar a vida, percebi que as coisas boas estão soltas pelo caminho e tudo que eu preciso é agarrá-las com força e tomá-las pra mim.

Afinal, a vida é feita de fases, e fases passam. Teremos os tempos ruins, mas também teremos os tempos bons. Os tempos ruins servem pra aprendermos e nos prepararmos pra quando vierem os bons.

Assim como também servem pra aproveitarmos como deveríamos quando os tempos bons vierem. Os tempos bons servem como recompensa, por ter levantado a cabeça e seguido em frente tantas vezes, por não desistirmos.

Assim como também servem pra criarmos memórias deliciosas e seguirmos em frente nos tempos ruins, lembrando que as coisas sempre podem melhorar.

O tempo atual tem sido maravilhoso. Os sentimentos que pude experimentar, as coisas novas que descobri e a transformação de algumas pessoas dentro da minha vida. Desavenças que corri atrás e resolvi, também.

E agora não importa quanto dure esse tempo bom, eu vou aproveitá-lo ao máximo, extrair dele todas as coisas que têm me feito sorrir aos ventos durante dias a fio e esquecer os problemas, porque são pequenos, superficiais.

E com tudo, concluo que a vida é sim, bela. É apenas uma questão de saber ver as coisas positivas e aproveitá-las da melhor forma possível. Dessa forma, as coisas ruins parecem tão insignificantes...

Enfim, se agora eu sei que essa é a melhor parte da vida, essa vai ser sempre a minha parte.

18 de julho de 2012

About a Girl

Essa noite senti falta de ouvir tua voz,
Conversar emaranhada em uns quinhentos nós

Não se assuste se alguém bater à sua porta
No meio da noite, com a cara toda torta

Pra te entregar uma flor e tentar te dizer
Que toda noite é melhor quanto tem você

E não se espante se eu tocar a sua campainha
Pra te lembrar que você é uma boa companhia.*

*Rascunho de uma talvez futura música que resolveram ecoar no que restou do meu cérebro hoje. Sim, tem alguém por trás desses versos. Eles vieram carregados por uma vontade imensa de correr até a porta da sua casa levando flores. E já que não posso fazer isso, cá estão os versos pra ti!

Porta fechada, janela arrombada - Parte 2

Lana era a única que tinha seu curso no período da manhã. Durante a tarde fazia artesanato ou saia à procura de emprego e preparava alguma coisa para jantarem quando os garotos voltassem da aula à noite. Há muito foram expulsos do Restaurante Universitário, o que dificultava basicamente tudo.

A história? Sim, é bastante engraçada e peculiar. Os quatro faziam parte do Movimento Estudantil e um dos manifestos que realizaram contra a falta de vagas em determinadas cadeiras finalizou com uma janta no restaurante onde cada interessado expressaria suas ideias num megafone.

Os quatro quebraram tudo e não é de se admirar. Fizeram a maior bagunça e seu discurso acabou por iniciar uma briga entre um Reitor que coordenava as coisas por lá e um aluno revoltado. Não deu outra, foram banidos e desde então não puseram mais os pés lá.

Aquela era a noite pré-rancho, quando os quatro iriam se reunir pra fazer a lista de compras e Lana e Mosquito iriam ao mercado durante a tarde no dia seguinte, já que era quem estaria livre pra isso. Essa era a noite que os quatro mais se divertiam nos últimos tempos.

Haviam abolido festas, luxos, bebidas, drogas, cigarro, tudo que diminuiria consideravelmente os gastos. Agora só davam festas em casa cobrando entrada e seguindo com um show da banda que eles mantinham pra que pudessem fazer alguma manutenção no equipamento.

Isso quando não tinha algum show já previsto pra alguma data próxima. Estava sendo um tempo difícil, claro, mas toda noite, logo depois da janta, eles sentavam nas almofadas gigantes da sala, colocavam um LP pra tocar e ficavam horas a fio, conversando, estudando juntos.

Noite da lista, os garotos chegaram. Kratos mal joga a mochila longe sem nem ver pra onde e corre até a mesa na maior animação possível. Fred e Mosquito vão logo atrás, rindo e se implicando, como sempre. Incrível como os quatro realmente parecem uma família.

- Ok, hoje eu tive a melhor ideia da minha vida! 

- Divida sua ideia, Fred.

- Seguinte, Laninha, eu tenho que fazer uma análise e escrever um artigo sobre. E eu vou escrever sobre... nós. 

- Tá, e por que tu vai escrever isso sobre nós? 

- Porque é sobre pressão diante de finanças. Sabe, as pessoas entram em depressão por isso o tempo todo, maninho!

- É realmente uma ótima ideia... Eu tenho um trabalho sobre Lênin pra redigir, vou me divertir demais com isso!

- Vocês só têm trabalho bom, eu vou ter que escrever um artigo sobre comunicação tendenciosa, já cansei de escrever sobre isso!

- Lana, pelo menos você não tem que fazer um trabalho sobre Platão e não mencionar o casinho dele com Sócrates...

- Certo, Mosquito, tu ganha essa rodada!

Todos estavam atolados de coisas por fazer, mas era incrível como conversavam e debatiam sobre tudo e, no final, os quatro faziam tudo juntos. E isso tudo começou na escola entre Lana e Kratos, que estavam sempre estudando juntos e copiando trabalhos.

Ao terminar a janta (que mais uma vez era a especialidade de Lana, miojo gigante), os quatro correram um pra cada lado com um pedaço de papel e uma caneta em mãos, anotando tudo que estava faltando e precisava ser reposto.

Sentaram juntos novamente depois de uns vinte minutos e decidiram a lista. Que diminuía cada mês mais alguns itens. Impressionante era a forma como eles lidavam com tudo isso, se adaptavam às circunstâncias e continuavam a se esforçar pras coisas melhorarem.

Naquela noite, Kratos sonhou que não puderam pagar a conta de água e acabou sendo cortada. E não estava longe de acontecer isso... novamente. Ao amanhecer, Kratos e Fred foram trabalhar, Lana foi pra faculdade e Mosquito foi dar uma aula particular.

Ao meio dia, Mosquito preparava o almoço. E o daquele dia foi uma surpresa: miojo gigante, sua especialidade! Kratos e Fred almoçaram e voltaram ao trabalho, Lana e Mosquito limparam a cozinha e foram ao mercado.

Lana percebeu uma oportunidade. O mercado estava procurando por repositores e caixas. Uma oportunidade dupla. Era um super mercado próximo à casa deles, o horário era favorável e o salário, razoavelmente muito melhor que todos os anteriores que tiveram.

Solicitaram o gerente e conseguiram conversar com ele, que os pediu que voltassem com currículo em mãos no dia seguinte no período da tarde. Eram regulares no mercado, o que ajudava bastante com a credibilidade que eles tinham por lá.

À noite se reuniram à mesa novamente e contaram as novidades. Parece que as coisas estavam mesmo por melhorar.

14 de julho de 2012

Porta fechada, janela arrombada - Parte 1

Havia muito o que dizer naquela sala, mas ninguém pronunciava uma palavra sequer. Os motivos? Estavam todos ocupados demais criando piadas em suas mentes pra pensar em discutir a situação.

Eram quatro jovens quase destemidos que faziam tudo pela diversão e desconheciam o significado de comodidade. Esses eram os caras que, em tudo que faziam, colocavam um pouco de si e sabiam tirar algo bom disso.

No momento, eles estavam com um sério problema financeiro. Como os quatro dividiam uma casa e apenas dois deles se mantinham em seus empregos, tornava-se complicado pagar todas as contas que acumulavam.

Certo, eles não viviam com muito, mas sempre haveria o problema "aluguel atrasado". A casa era simples, dois quartos grandes (que eles improvisaram pra virarem quatro), dois banheiros, cozinha, lavanderia e sala.

Embora fosse fácil se perder lá dentro, isso não se devia ao tamanho da casa, mas ao acúmulo de coisas. Também conhecido como "bagunça interminável", se assim preferir. Quatro jovens calados encaravam-se.

Talvez fosse difícil colocar "as contas na mesa" e decidir se era a janta ou o almoço que não existiria mais na casa, mas eles teriam que fazê-lo uma hora ou outra. Estavam adiando a conversa há semanas e se tornava cada vez pior.

- Ok, precisamos dar um jeito nisso... Não dá pra continuar ignorando que já temos pouquíssimas contas e nem isso conseguimos pagar!

- O Kratos tá certo, eu não quero voltar pra casa da minha mãe!

- Calma, Mosquito, ninguém vai ter que voltar, cara... A gente só precisa economizar.

- Mais? A gente mal come nessa casa, tomamos banho duas vezes por semana... estamos em recessão de gastos e tu me diz que isso pode piorar?

- Mosquitinho, fica na boa, a gente resolve!

- Cê diz isso porque teus pais mandam grana, Lana... Sério, fazem oito meses que eu procuro um emprego e ninguém se acusa pra mim, tô perdendo esperança já.

- Também, com essa cara de morador de rua vira-lixo não é tão fácil conseguir emprego, né...

- Desculpa se eu não sou bonito, Fred.

- Mosquito, Lana, Fred, calem a boca! Não adianta a gente começar a conversa pra desviar o assunto como sempre fazemos. Vamos manter o foco, beleza?

Kratos fazia jus ao apelido ao tomar a frente nas situações complicadas. Lana e Kratos se conheciam desde pequenos, eram vizinhos e costumavam jogar videogame juntos. Nada mudou, pelo visto.

Mosquito foi colega de escola de Lana, ele era o que dá pra se chamar de "desesperado". E não fazia caso quando se tratava de demonstrar seu desespero. Passaram a conviver e acabaram descobrindo uma grande amizade.

Ele e Fred eram irmãos, o que explica as brigas constantes e a implicância. Fred era dois anos mais velho, arduamente mais bonito e um tantinho mais inteligente. Mosquito costumava dizer que ele havia roubado o lado bom da família.

Os quatro estudavam na mesma universidade, que era a mais viável. Como nenhum deles vinha de uma família possuidora de muitos bens, tiveram que se virar financeiramente na capital. E, não, os preços não eram amigáveis.

Kratos e Fred eram os únicos que trabalhavam no momento. Kratos era vendedor auxiliar numa banca de camisetas, que ainda ajudava a divulgar a banda que eles mantinham, e Fred trabalhava como panfletista.

Nenhum dos dois ganhava muito bem e, quando Kratos vendia pouco, ficava ainda mais difícil comer durante o mês. Lana fazia artesanato e vendia sob pedidos, mas não gerava muito dinheiro com isso.

No momento, Mosquito conseguia uma aula particular aqui ou ali de alguma coisa que alguém precisasse de ajuda. As aulas rendiam bem, mas era raro que alguém o chamasse, principalmente porque tendiam a ter medo dele.

Kratos cursava História, Fred estava tirando Psicologia, Lana fazia Jornalismo e Mosquito, Filosofia. Todos os dias os quatro agradeciam a si mesmos por terem passado numa faculdade federal e terem um gasto a menos.

Lana sentia falta de tomar banho todos os dias, como fazia na casa de seus pais, assim como Kratos. Mosquito e Fred estavam mais acostumados à falta de banho, seus pais eram hippies.

E naquele tempo, enquanto dois lutavam pra conseguir um emprego e outros dois pra se manterem onde estavam, ainda assim se sentiam estagnados. Conseguiam poucos shows ultimamente, mas a cidade também parecia bem parada.

Acho que não mencionei, mas os shows que eles conseguiam, por mais que pequenos, eram ainda a melhor forma de ganhar dinheiro. Quando a agenda de shows lotava, eles sabiam que comeriam chocolate naquele mês.

Muitas vezes Lana se pegava sentindo saudade de casa, lembrando da sua falta de tarefas, comida à vontade e banho sempre que quisesse. Sempre que seus pais ligavam, ela achava mais difícil mentir que estava tudo bem.

Tiveram de se mudar há alguns meses, o aluguel da casa anterior (que era menor, mas mais bem localizada) estava muito alto e chegaram ao ponto de não saber qual seria a próxima refeição.

Kratos talvez fosse o que mais sentia falta da fartura. Era o cara que mais comia, o que a mãe de Lana chamava de "saco sem fundo". Muitas vezes seus amigos deixaram de comer porque sabiam que ele sentiria mais falta.

Apesar de todas as dificuldades, os quatro se mantinham juntos e de pé, fiéis e sempre disponíveis pra apoiar um ao outro. Venderam eletrodomésticos desnecessários, móveis, objetos pessoais, tudo que pudessem.

E ainda assim, era difícil ver uma saída. Aquele era um problema que estava parecendo eterno. Mas eles ainda não haviam tentado uma coisa. E era exatamente disso que eles precisavam.

11 de julho de 2012

A Change Is Gonna Come

Try to understand, i've been working on accepting something i could never be cool with. It's kinda the hardest time of my life right now, I just can't be ok all the time. I'm sorry if I let you down, I'm sorry if it didn't go the way we expected to, but sometimes i just don't know how to deal anymore.

My life has always been so damn easy, and now it's not anymore. And nobody told me how to do that, i'm trying to learn by myself, but it's so fucking hard! I don't wanna live like this eather, I never wanted us to be this way, but... I never had to live in a different way than this and now that i have to, i just don't know how.

I know it's hard for you, i know you're not okay, but i really wish you wanted to share things with me, i wanted to become a part of you and you just didn't let me. 

That's why, you know? That's why things are always so weird between us. I wanted a part of you that you wouldn't give me and you wanted me to learn something right the way that i never thought i'd have to. And neither of us was patient enough to really wait for the changes to come; we had our "break", but we never gave each other time.

We were so damn awesome together that it never came to me that it would be like this. I'm really sorry about it. You know what i feel and that's something that's never gonna change. I tried to be, for you, something anyone would ever try to. And I failed. I was never more than someone else.

I was waiting so hard for the day you would take off your necklace and your ring, but you never did. And when i realized you wouldn't, it came to me that i would never be the only one. Maybe you really are better off without me, maybe he can really give you a life that i couldn't.

But i still don't like it. When we were together, for real, we never had a reason to be mad at each other. Back then, we shared stuff, you were a part of me as i was a part of you. And when it was over, we were not working anymore. You know why? Cause we're only awesome together, we're not supposed to be good being apart.

I never cried so much in my whole life like this last month and, specially, this last week. We could've been so fucking great and we ruined it. And i'm afraid to tell you all these things cause i've always been so damn proud... but it never took me anywhere, did it?

My heart says "you freaking idiot, don't let her run away like this, go after her, fight for who you love". And you know, my brain is in stand by mode.

I'm such a coward!

I really wish i could make everything different, i wish i could change everything and make it better for us. But do you wish the same or do you just think "it's better this way"?

I DON'T FUCKING WANT IT TO END UP RIGHT NOW!

Can we, just for once, do the way I WANT? I've covered up for you, trying not to be on your way when you had to make a decision or something, i tried not to mess up your thoughts, i tried to do what i felt was best for you.

But i never tried to follow my heart, i never tried to stop thinking too much for once in my damn life and do something for myself. Now i'm doing this for myself. I'm changing. I had to break my heart twice to understand i was being a dick. I'm sorry baby, and i understand if you don't wanna go back on your decisions.

But i'm leaving now. I'm leaving this body to be a little better. I'm improving myself. Now i'm starting to make things simple again, to be just like i was when i was eight. No worries, no complications. Will you let me try again? Will you give me another chance to make things better? Please don't say it's too late.

You're the one worth fighting for and that's what i'm doing. I'm killing my pride to see i had to change. I'm a kid... You gotta take it easy on me, you gotta understand i have to walk on baby steps. I know you told me once that you don't go back...

But if you love me as much as i love you, if you trust me, please, let me use this back up plan and be the best i can. For you AND for me. This time, with no pressure, no jealousy, no freaking out. Will you take me back? 

Will you be my pig once more?

Down In Flames

Sabe aquele sentimento de esforço inútil? Ainda não consegui encontrar o lado bom na presente situação. Talvez porque ele não exista. Eu menti quando disse que não choraria, mas eu não sabia que a ficha iria cair algum dia. E caiu.

E com ela, eu caí. Muita coisa mudou nos últimos dias, mas uma coisa permaneceu. Não consigo acreditar que me encontro na mesma situação mais uma vez. Eu não queria escrever sobre isso mais uma vez, até porque eu sabia que estaria só olhando pra uma tela em branco.

Em todas as últimas frases que eu proferi, eu tinha razão. E foda-se, não consigo terminar meu raciocínio, são muitas lágrimas atrapalhando. Arrependimento? Talvez... De quê, não sei. Pode ser de não ter me esforçado ainda mais, pode ser de não ter desistido logo no início.

Eu poderia dizer que queria ter feito as coisas diferentes, mas eu não acho que seria capaz de mudar algo. E no fim, eu não tentei mudar. De certa forma, eu não quis mudar. Talvez por já ter cedido demais e não querer me afundar ainda mais nisso tudo.

Mas já era tarde demais ainda no início. Sempre foi tarde demais. Mas como eu disse no texto anterior, nada dura pra sempre. Pode doer quanto for, mas já era esperado que fosse assim. Tentei solucionar as situações ruins, provavelmente de formas erradas.

Enfim, esse é meu limite, não sei mais como organizar meus pensamentos. Peço perdão pelo que eu não fui e pelo que eu não fiz, afinal. Mesmo que eu sempre soubesse que seria assim.

7 de julho de 2012

Nothing Lasts Forever

Estive pensando nas últimas... horas, que têm sido bastante complicadas, que por mais que façamos o possível e o impossível, as coisas não duram pra sempre. As pessoas não duram pra sempre.

É aquele maldito ciclo da vida, as coisas sempre vêm e vão, mas elas nunca permanecem. Nada permanece, mas tudo se renova. Seja vida, seja um relacionamento, seja uma amizade. As coisas entram e saem da nossa vida o tempo inteiro. E não é por acaso que isso acontece.

Às vezes, tudo o que faltava na nossa vida era alguém que estivesse do nosso lado. E essa pessoa aparece, fica o tempo suficiente pra aprendermos a nos virar sozinhos e vai embora. Outras, quem nos deu a vida, que, infelizmente, também não duram para sempre.

A saída de algumas coisas da nossa vida pode nos machucar demais. Outras vezes, nos aliviar demais. Mas toda elas, seja entrada ou saída, acontecem com um propósito. Por isso, não se apegue aos fatos, aos ganhos e nem às perdas. 

Apegue-se aos momentos, aos sorrisos, aos aprendizados. Porque esses sim são importantes. Não há porque chorar quando algo vai embora, por mais doloroso que isso seja. E convenhamos, quando algo bom não se faz mais presente, dói, faz falta.

Mas devemos guardar apenas as coisas boas, as coisas que nos fazem sorrir. Porque tudo vem e vai, alegrias e tristezas vêm e vão. Assim, se agora você está num ótimo momento, cheio de ganhos, aproveite, porque esse momento vai passar.

Da mesma forma se agora for o pior momento da sua vida. Aproveite-o também, porque dele você vai extrair força, experiência, conselhos e sabedoria. Talvez esses momentos ruins sejam o que vai te ensinar a viver, o que vai te fazer crescer.

E lembre-se sempre: nunca se apegue a nada, porque nada disso vai durar pra sempre. Apenas aceite o ciclo, aceite que você também é passageiro, assim como todas as outras coisas. E o mais importante, não se deixe viver como espectador.

Portanto, também não seja o ator principal. Seja o diretor. Comande, tenha o controle dos sentimentos, das falas, dos atos, dos tempos, das cenas. Enquanto uns saem, outros entram. Enquanto portas se fecham, outras portas se abrem.

O ciclo segue, assim como a vida. Não podemos nos deixar abalar por perdas e ganhos, por coisas que passam. Se deixe abalar por tudo que é positivo, por tudo que te faz crescer. 

Tenha a consciência do que é bom e do que te faz feliz, mas tenha também a consciência do que é ruim no momento, mas vai te fazer aprender algo. Apegue-se à vida, porque esta, mesmo que passageira, é tudo que você tem.

A sua própria vida, sua alma, sua essência, seu espírito. Nada além disso vale seu apego, nada além disso vai permanecer até o dia da sua morte. E nunca esqueça de viver, por mais cheia de momentos dolorosos sua vida seja.

Olhe pra todos eles, sinta-se feliz por ser quem você é, aprenda com as coisas ruins. E agora, deixe tudo isso pra trás e vá viver por você, porque você é o que importa!

Até o dia que você morrer.

6 de julho de 2012

I'm made of a whole bunch of crap

And it doesn't seem to be working anymore. Messed up bitch.

Dentre quatro paredes, onde ninguém pode ver, você fala o que quer. Há ratos nas paredes, ratos têm ouvidos. Portanto, as paredes têm ouvidos. O mais legal sobre uma parede é que, por mais que ela ouça, sua boca é um túmulo. 

As quatro paredes da mente. Elas mantém tudo o que você pensa pra elas mesmas e, a não ser que você expresse seus pensamentos pra alguém mais, eles continuarão ali. 

Mas a mente é uma sala vazia. Se começamos enchê-la com caixas e inutilidades, não sobra espaço pra algumas coisas que deveriam receber um grau mais elevado de importância ali dentro.

Somos construídos pelo que habita nossa mente. Seja isso bom ou ruim, é isso que faz sermos quem nós dizemos ser. É o que pensamos, o que sentimos, não o que falamos. Por isso da importância de expressarmos o que pensamos.

Nos libertar das merdas que enchem a mente todos os dias ao invés de continuar guardando isso pra nós mesmos. E é por isso que muitos de nós estamos na merda o tempo todo. Tem merda na mente, tem merda na vida.

Não estou dizendo que se tivermos em nossa mente que vivemos a vida que sempre sonhamos significa que realmente viveremos essa vida. Temos que trabalhar por isso. Já ouviu falar que coisas ruins são automáticas? 

Pois é, temos que nos esforçar pelas coisas boas, mas as coisas ruins chegam sem fazermos sacrifício algum. O ponto nisso tudo é que se enchermos demais a mente e nunca dermos uma devida folga praquela sala, as paredes desabam. 

E isso não é só uma metáfora. Perceba que as palavras são reais, busque os fatos na sua vida que já tornaram essa história toda uma realidade. A sala que você carrega acima do pescoço não é feita de concreto, o que a torna muito mais frágil.

Assim, continuamos a encher e empurrar assuntos inúteis que deveriam desocupar a sala pra enfiar lá assuntos ainda mais inúteis que nunca deveriam ter entrado lá. E fazemos isso todos os dias, porque estamos acostumados com isso.

É fácil, de todo modo. É fácil apenas encher a mente com um monte de merdas e esquecê-las lá dentro. Mas é demasiado difícil tirar tudo isso da cabeça, esvaziar, desabafar. E com sinceridade. É muito difícil expressar o que realmente estamos pensando ou sentindo.

Por quê? Porque nossos pensamentos ou sentimentos são muito mais cruéis, então nós os moldamos e os mascaramos pra que eles pareçam mais simples, mais fáceis de lidar. Isso faz com que só expressemos um pedaço do que está ali dentro.

E o restante continua ali, coçando, enchendo, incomodando. Até que criemos coragem de nos libertar de tudo isso, falar a verdade crua e nua sobre o que está preenchendo nossa mente. 

Aí sentimos o gosto da liberdade.

Incomodando por aí

Pare e pense. Desde pequenos nós somos ensinados e ensinadas a não dar bola para a criação artística, e isso nos persegue a vida toda: na hora do vestibular, você é totalmente desaconselhada (o) a seguir uma carreira neste campo, seja música, artes cênicas, plásticas, etc. Simplesmente não é aconselhável porque você vai morrer de fome. Mas a criação artística é inerente a todo ser humano, desde as cavernas. Eu sei que na 5ª série você estudou as pinturas rupestres dos primeiros homens e achou super legal. Ainda me lembro, eu devia ter uns 5 anos e usava uns tênis lindamente brancos que minha mãe havia escolhido. Um belo dia, eu peguei uma caneta esferográfica azul, me escondi atrás do sofá e desenhei o tênis inteiro. Bem, minha mãe me encontrou e me deu uma surra tão memorável que eu nunca mais esqueci. Daí eu entendi que não podia desenhar nos tênis. Aí comecei a desenhar nas paredes da minha casa. Eram tão branquinhas e sem graça. Bingo. Minha mãe viu, me xingou até me despedaçar e me fez apagar os desenhos. Daí descobri que não se podia desenhar nas paredes. Mais tarde, eu estava na 7ª série e as bordas dos meus cadernos eram repletas de desenhos variados, de animes, bonecas até comidas. Eu desenhava quando ficava entediada na aula. Tinha uma professora que inspecionava os nossos cadernos (eu não sou tão velha assim, mas essa professora era), vendo se a letra era bonita (que antiquado!) e se o caderno estava “limpo”. Pois bem. Quando ela viu o meu, ela teve um surto psicótico. Disse que eu tinha um caderno de moleque (ela disse isso mesmo), que uma MOCINHA (atenção para essa palavra) não podia ter um caderno rabiscado daquele jeito. Pimba. Também não podia desenhar no caderno. Era só o que me faltava! Moral da história: incomodei muita gente pelo simples ato de desenhar. É engraçado pensar como atos criativos podem incomodar tanta gente acomodada. Mas as pessoas precisam da arte, para botar seus sentimentos pra fora, caso contrário nós explodimos de outra forma. Bem, hoje eu tenho alguns desenhos pelo corpo. E continuo incomodando muita gente por isso.

4 de julho de 2012

Back On Memories

Hoje resolvi reler alguns textos que escrevi mais ou menos a essa altura do ano passado. Queria entender como eu conseguia aquela tranquilidade constante. 

Alguns dos meus textos eram tão subjetivos que hoje quando os reli, nem eu mesma consegui encontrar o significado que havia inscrito ali. Alguns eram tão profundos que eu mal consegui entender o motivo da escolha das palavras, muitas delas inúteis.

Eu certamente conseguia me expressar de uma forma muito mais "clara", numa visão artística. Comparado ao que escrevo atualmente, que mais parece um diário. E uma bosta, também, convenhamos. Acho que perdi a paixão pelas palavras.

Talvez não a paixão em si, mas aquela perdição, aquele desejo de buscar a fundo e encontrar dentro de mim o sentimento mais indescritível e colocá-lo em meia dúzia de palavras, fazer poesia com o coração e com tudo que eu tivesse.

O tempo em que eu não escrevia tão abertamente sobre os meus próprios sentimentos, apenas mascarava tudo em um monte de subjetividades loucas e frases sem nexo algum, isso me provoca saudade. E eu nem sequer tinha motivos pra ser assim.

Agora que tenho muito mais sobre o que escrever, as ideias apenas desaparecem. Na minha visão, parece que meu cérebro passou a ter medo de mim e se calou. Ou talvez eu só esteja queimando neurônios demais, ou tomando pouco café.

Música agora só me causa saudade dos tempos de porão ou me lembra de algo que eu não gostaria de lembrar. De todas as formas, só me deixa pior. Não inspira. Há muito que não componho, faltam rimas, faltam melodias.

Não entendo mais o que é aquele sentimento constante de uma brisa envolvente que não me permitia estar mal. Fazem alguns dias que não acordo e vou dormir com o mesmo sentimento bom como nos velhos tempos. Um sentimento vazio é o que me acompanha agora.

Uma preocupação. Esse é meu sentimento constante. Me livrei de uma ansiedade, mas talvez seja isso que me livrou de inspiração também. Tenho andado sempre em espera de algo que nunca parece chegar. E eu também pareço cansada de correr atrás disso.

Nesse momento, não tenho grandes motivos pra viver. As coisas que eram o máximo há alguns dois meses agora não são mais o mesmo. E a minha preocupação constante é que a última esperança de que esses bons tempos voltem se perca em meio aos meus deslizes.

Ou talvez eu nem precise deslizar pra que isso se perca. Mas afinal, não escrevo agora para falar do presente, mas do passado. O passado que eu nunca pensei que fosse querer de volta. Não me entenda errado, não quero trazer tudo de volta.

Só quero lembrar dos meus sentimentos e carregá-los pra dentro de mim de novo. Como se eles nunca tivessem saido daqui. Só quero conseguir de volta a paz que eu carregava naquele tempo e a inspiração que não me deixava um segundo sequer.



E tudo volta à tona com uma dose de nostalgia.