Minhas memórias se enrolaram no teu cobertor verde-escuro, minhas ideias se sufocaram nos teus travesseiros, se perderam em meio a delírios do teu perfume. Tentei procurar as lágrimas que por lá deixei, mas há tempos já secaram.
Cada glândula do meu corpo implora pelo calor do teu corpo, cada célula de mim grita pra sentir tuas linhas, teus detalhes, cada um dos teus poros. Todos os meus neurônios se inquietam enquanto teu nome permanece ecoando nas curvas do meu cérebro.
Meus olhos se fecham cada vez que a tua imagem me volta à mente. Basta uma palavra pra que meus olhos brilhem, minhas mãos comecem a tremer e meus sentidos se agucem pra detalhar todas as coisas em ti. As cinzas dos meus poemas te trazem pra mim.
Hoje senti falta da tua cama. Senti falta de ouvir tuas músicas, de deitar no teu colo e assistir desenho animado, de fazer duetos. As palavras doces e o carinho suave permanecem me fazendo sonhar. A delicadeza inexistente da tua paixão por mim.
Teu toque, teu cheiro, teu gosto, tua boca, teus olhos, as linhas perfeitas do teu rosto. A forma como teus dedos se entrelaçam perfeitamente aos meus, como teu peito me serve de travesseiro. A tua voz doce, teu timbre marcante, as caretas que fazes enquanto canta.
Minha mente, meu corpo, minha alma e toda a minha essência anseiam por ti. Mesmo assim, me envolvo em paciência, acalmo meus instintos e disfarço a paixão com um pouco de revolta. Sinto tua falta. Distancio minha cabeça de qualquer pensamento nocivo.
Espero, anseio, imploro.
Tudo é saudade, tudo é vontade. Sobre você, sobre mim. Sobre dois corpos envoltos no arder do desejo, da paixão desenfreada. Sobre o velho e o novo, sobre o ontem e o hoje. E no final, é tudo sobre seu cobertor verde-escuro.
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