Páginas

9 de outubro de 2012

Stone Fields

Não há uma grande certeza do que é, quanto menos do que será. O que se sabe é que nada do que foi, será do jeito que já foi um dia. Um nó na garganta permanece me impedindo de proferir mais de cinco palavras sem soluçar e chorar como um bebê. 

Por isso, me mantenho calada, quem sabe dessa vez funcione. Todas as coisas que estavam ao meu alcance, todos os recursos que poderia utilizar, fiz "das tripas o coração". Não me pareceu adiantar de alguma coisa. Não, não estou bem. 

Tranquilidade é uma parte de mim, não significa que por estar tranquila estou ignorando o problema. Não significa que por estar tranquila, não pense nisso a cada instante e me sinta mal novamente. Fiz de tudo pra salvar e agora me sinto impotente por não ter conseguido.

Porque agora, nunca se sabe quando será o ponto final, se vai mesmo haver uma continuação. As coisas correram rápido e tomaram um rumo tanto quanto inesperado. Me mantive sempre exatamente no mesmo lugar, ao sol. Mas você se distanciou de mim e procurou pela sombra.

O que se passa em minha mente no momento é uma grande bola de uma energia estranha e quase que desconhecida. Não digo saudade, porque disso eu já morri há um tempo atrás. Quem sabe, uma esperança um pouco enferrujada, desgastada. 

Mas agora o foco é outro. O foco é meu. Agora as luzes viram em minha direção e me mostram um pedaço já esquecido da vida, me ensinam de novo a andar só. Confesso que, durante o paraíso, desacostumei dos problemas. Talvez por isso a dificuldade de lidar agora.

Tantas saídas fáceis, tantas vezes pintadas como árduas e longas jornadas. Não, não são. Como já disse, basta querer e as coisas acontecem. Quem acredita sempre alcança, não? Querer da forma certa, fazer com que as boas energias tragam as boas coisas.

Apostei, acreditei, investi, lutei. Ainda não desisti. Por um triz. Agora é tempo de mudar. Mudar de hábitos, de rotina, de vida. Esse é o tempo de escolher apenas as boas coisas pra manter e se desfazer de todas as coisas que fazem mal.

Não sei o que vai ser daqui pra frente, mas sei que restarão apenas as coisas que fazem bem, apenas o que gera positividade. Também não sei quanto tempo vai levar pra que esse nó se desfaça, mas enquanto isso, estamos aí, aguentando sempre.

Pra todos os efeitos, pra toda recaída, sempre há um ombro. Faz, sim, uma falta danada. Mas isso é apenas um detalhe. Pra chegar no paraíso de novo, sempre precisamos passar por uns bons campos lamacentos e cheios de armadilhas. 

O jeito é fechar os olhos, seguir os instintos e ir em frente. E é assim que se faz possível chegar ao outro lado, onde as coisas boas esperam novamente. Enquanto isso, o trabalho árduo de se desfazer por entre teias, lama, troncos, pedras e todo tipo de obstáculo.

É como sempre digo, coisas boas entram e saem das nossas vidas, mas não é porque se fizeram ausentes uma vez que jamais voltarão. As boas coisas estão sempre do lado de fora da porta, esperando que estejamos prontos.

E quando estivermos, basta agarrá-las pelo braço e levá-las pra um longo passeio, desfrutando de cada segundo que essas coisas boas se fizerem presentes ao nosso lado. E quando elas forem embora, não haverá arrependimento, porque cada mísero instante foi bem aproveitado.

Assim, estamos na espera das coisas boas. E enquanto isso, vestiremos a armadura, nos faremos prontos pra qualquer tipo de aventura que a vida nos permitir viver. É chegado o tempo da preparação, agora vem o treinamento de guerra.

Esse era o aquecimento. A luta ainda está por vir.

Nenhum comentário:

Postar um comentário