Na intersecção dos pólos, no quente e no frio, no ardor e no sobrevivente, na ausência do foco; na luz; no brilho; na escuridão. No que foi passado, no que é, no eco e no vácuo, na sombra fresca de uma árvore de beira de estrada.
No que vale a pena pensar, pelo que vale a pena lutar. Provas de inutilidade, demonstrações de desafeto, falta de persistência, intolerância, falta de compreensão; inconstância. No mover de um lado a outro, nas idas e nas vindas.
Na insistência no inexistente. No nada. Perdido no espaço, enterrado no meio do deserto, derrubado suavemente dentro de uma fonte dos desejos. Perdão, mas este não se realizará. Querer demais. Fazer de menos. Como mamãe diria, "não é assim que a banda toca".
Te valha do pouco pra ter o muito. Sobe, então, até o topo. E de lá, te joga. Coloca o coringa na manga, pra caso precise. Segura um para-quedas fechado, pra caso desista e queira fingir amenizar a queda. Respira bem fundo, já que será a última vez.
Deixa livre pra voar. Toda preocupação, toda negatividade. Tudo vai se afundar contigo. Quanto mais alto subir, mais eficaz será. Pra dar tempo de chegar no chão e gritar bem alto, gritar que finalmente acabou. Puxa contigo todas as coisas que te levaram abaixo.
Toda a tua liberdade se encontra num voo com prazo de validade.
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