"The girl who loves me is the one i'm not in love with, the girl i'm in love with can't be in love with me and the one that would be the one for me, we're to afraid to be in love."
E nessa altura, me pergunto se não seria melhor que só chegássemos frente à frente e perguntássemos. Sutil. "Oi, você é legal e eu gosto de você. Posso me apaixonar?". Fácil, rápido. Besta.
Porque não virar o jogo, queridos corações? Se assim fosse, na citação acima, teríamos quatro pessoas felizes. Incrivelmente, um coração parece só se interessar realmente por algo que vai fazê-lo sofrer.
Masoquismo e burrice. É interessante a forma como o possível passa despercebido, mas o impossível
é exatamente o que desperta o interesse.
Ter as palavras certas na cabeça, estar preparado pra alguém especial, mas... seu coração está ocupado demais com outra pessoa especial, mas impossível. E parece insistir naquilo, como se algum dia fosse funcionar. Afinal, o coração também pensa que a esperança é a última que morre.
Coitado!
Assim, alguém logo ao lado é a sua "pessoa". Você, despercebidamente, é a "pessoa" dessa pessoa (confuso, mas explicativo). E ambos estão ocupados demais com um terceiro que não corresponde.
Além de perder a pessoa que poderia ser sua pessoa, no caso, no sentido de "sua pessoa" mesmo (porque amizade não conta), você continua sofrendo por alguém.
E aquela coisa idiota de "choro quando ela chora, sorrio quando ela sorri" é só um meio de nos grudar a essa pessoa e nunca parar de nos importar com ela. É, talvez, a pior coisa que poderia se começar a sentir por alguém quando não se é correspondido.
Começou a chorar por problemas e tristezas alheias e, BABY, YOU'RE STUCK. Então você continua naquele pensamento esquisito quase polígamo. Mas calma, PORQUÊ? Porque uma pessoa te atrai fisicamente, talvez a personalidade dela, mas a outra te atrai em todos os aspectos. TODOS! Ataques de raiva, ciúmes, tudo. Defeitos e qualidades.
E você vai continuar nessas, indo e vindo, sem saída.
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