Engraçado como o silêncio de mentes quase desconhecidas parece fazer tanto sentido. É como se fosse uma ponte, criando algum tipo de ligação esquisita e engraçada, divertida.
Troca de pensamentos durante aquele silêncio, uma telepatia amiga que preenche a falta de vocalização. Mentes próximas numa distância, se entendem, sabem o que querem dizer.
É o tipo de conexão mental que aproxima pessoas não tão próximas, que nos faz conhecer uns aos outros sem uma palavra sequer. É esse tipo de silêncio que nos faz querer mais. Ficar mais perto, conhecer mais, conversar mais, mas ao mesmo tempo, silenciar mais.
Uma falta de palavras que fala tudo que estamos evitando falar. É o silêncio que nos faz perceber nossa capacidade de entendimento, quanto tempo poderemos ficar em silêncio e ainda assim não se tornaria um tédio.
Porque, como já dizem os clichês, "às vezes o silêncio fala mais que mil palavras". Mas assim, nesse silêncio mental, cada um imerso em seu universo, trocando de brisas um com o outro, aprendendo, repassando, transmitindo.
Silêncio não significa que não há o que falar, mas que todas as palavras são inúteis e talvez pequenas, significa que o tempo ali vale mais do que a conversa em si.
Sem sons, sem troca de palavras, sem mentiras, sem fingimentos, sem mágoas. Só o silêncio que preenche o tempo.
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