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22 de julho de 2011

Desire

Queima como inferno, até que te consuma por inteiro e te faça agir. Em prol de puro... desejo!

Se três coisas te fizerem hesitar, o desejo te dará, pra cada uma delas, outras três que te façam ir em frente. Se seis passos é o necessário pra correr pra longe, fugir, apenas um é o que te leva pro fundo do desejo. É mais fácil, mais rápido e... bom, mais divertido.

É como aquela história do gênio da lâmpada que concede três desejos e algum deles sempre dá errado. É um risco que se corre... e riscos são bons! A adrenalina do arriscado, o gosto bom do incorreto e a realização de um desejo que não poderia ser tão facilmente saciado nos movem. Pode causar arrependimento, pode causar dúvida, pode causar felicidade, satisfação, vontade de mais.

E, não me entenda mal, não falo sobre grandes desejos. Coisas singelas como quebrar a dieta com uma barra de chocolates também vale. Coisas pequenas e básicas que podem nos trazer tantas sensações diferentes que, num todo, chegam a ser confusas. Mas basta um momento de "deslize" ou "escolha" pra nos afundarmos em desejo. Tal desejo que, enquanto não saciado, arde até que não aguentemos mais e realmente não possamos fazer nada sobre isso.

E é exatamente aí que nos rendemos ao desejo.

Não precisa de muito pra dizer que o desejo saciado é a melhor sensação que experimentamos naquele momento. Sendo esse um desejo ruim, pode nos trazer muitos arrependimentos e consequências. Mas, bom, consequência, qualquer coisa traz! Como eu já disse algumas vezes, "está errado, é arriscado, é escondido e estranho, é pra mim".

Enquanto for algo que traga um desejo consigo, é exatamente isso que vamos escolher como "melhor". Porque não é seguro, porque não é certo, porque dá uma adrenalina louca, nos tira do comum e quebra a rotina, assim como quebra nossa sanidade. Nada importa quando um desejo está sendo saciado, toda a vontade está sendo libertada e canalizada pra um mesmo ponto onde tudo é desejo.

E o desejo, mais que toda satisfação, traz todas as boas e más vibes que temos em nós. Todas as sensações vão pra um mesmo ato, onde tudo é errado e secreto. Tudo se vale pela adrenalina de alguns instantes de "erro". E, nisso, todas as coisas se tornam extremamente foscas perante nosso desejo. Afinal, nenhuma delas importa.

E o brilho está em quebrar as regras.

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