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12 de julho de 2011

Monogamia,

porque é impossível ser feliz sozinho.

Mas é possível ser feliz com uma pessoa só... pelo resto da sua vida?

Estava divagando, pensando sobre mim, sobre as minhas paixões passadas, sobre meu presente... cheguei à uma breve conclusão: ser feliz sozinho não é possível, mas, às vezes, uma pessoa só não parece o suficiente. Parei pra pensar sobre isso e a única coisa que me veio à cabeça: "porquê?". Então, criei minhas próprias respostas.

Pegando meu exemplo: nunca acreditei muito em amor, monogamia, paixão, sempre tendi ao lado descompromissado. Sempre reclamei de estar cercada de garotas complexadas, o que me fazia buscar uma certa distância de relacionamentos. As piores escolhas sempre foram as minhas. Hoje minhas ideias são um pouco diferentes...

Parei pra pensar e comparar minhas velhas paixões e tirei algumas conclusões sobre meus sentimentos, que pode servir de exemplo aqui: minha primeira "girl crush" foi também a minha primeira namorada. Vou me referir à ela como "Blondie". Aí, eu e a tal Blondie terminamos, hoje somos melhores amigas. Em virtude de ter sido recíproco o negócio da primeira girl crush, temos aquela "queda eterna" mas é só amizade. Ok.

Uns meses depois, conheci uma outra garota, a qual vou me referir como "Sapa". A Sapa era meio que a garota feita pra mim. Havia UM problema: ela morava a algumas milhas de distância de mim (lê-se: em outro estado e região do país). Não nos impediu de namorar por um tempo, mas como eu preciso de sinais físicos pra entender os emocionais (lê-se: idiota e incapaz de sentir), terminamos logo. Mas a consciência de que éramos o casal perfeito nunca desapareceu.

Outros meses depois, outra garota, de outro estado também, mas ela voltaria a morar na minha cidade. Vou me referir a ela como "Visconde". Então, a Visconde e eu nunca chegamos a ter nada sério, eram apenas proposições de um talvez futuro rolo. Que nunca rolou, já que ela nunca voltou. Essa foi a primeira garota que me fez sentir ciúmes. Se isso foi bom? Já chego nessa parte...

Então, houve outra garota que eu notava há mais de um ano. A essa, vou me referir como "Fúnebre". Depois de conhecer a Fúnebre, percebi que eu jamais poderia me apaixonar por ela. Mas o ciúmes eu também sentia. No final, nunca teve um início. Atração, rolo, mas nada demais.

Concluíndo todos os rolos, Blondie "quebrou" meu coração. Eu era fria, fiquei ainda mais. Sapa "consertou" e ainda me fez ser diferente, bem diferente. Pra melhor. Até a Blondie notou a diferença. Visconde não me fez mudar, mas com ela, percebi toda a minha mudança depois da Sapa. Aí, a Fúnebre me fez perceber uma outra cosa, que é a conclusão final, que está aí no próximo parágrafo.

De todas essas garotas, a única que nunca me fez chorar, sempre me dá 1512 motivos pra sorrir, a que não é nem um pouco complexada e cheia de manias loucas, que não muda de humor do nada, que não tem problemas em sentir e se apaixonar, a que me ensinou a ser mais leve, me sentir mais livre, é a Sapa. E, bom, dela eu nunca senti ciúmes. Lembro de crescer ouvindo que o amor não é ciumento...

Então, acho que isso é amor. Talvez de uma maneira diferente, de uma forma que eu nunca experiencei, mas acho que é esse sentimento de felicidade garantida que nos move à monogamia. Porque, nela, tudo que eu preciso pra ser feliz, eu encontro. "Me compreende e me completa", como alguns de nós já ouvimos por aí.

Nisso, concluí que pra sermos monógamos ou não, só depende da outra pessoa. Encontrando nela tudo que nos faz feliz, sabendo que você não precisa de mais nenhum sorriso pra sorrir também... acho que é isso que nos impulsiona num relacionamento. Fora o pensamento de "eu odiaria te dividir com alguém".

Porque eu sou extremamente egoísta. No mínimo quanto à isso, não a dividiria jamais.

Obs.: Apelidos meramente ilustrativos. Uns por piadas internas, características ou coisas que me lembram tais garotas. Só pra descontrair. 

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