Uma infinidade de muros derrubados um por vez e essa fortaleza é minha.
Armadura, espada e escudo, colocados, prontos, em ordem. Três toques pra meia noite, algumas cicatrizes e arranhões propositais, "foi só uma cerca no caminho...", umas desculpas pra criar o humor. Enquanto um não o fez, apenas, dois jamais o fariam. Um muro a menos, menos uma pedra no caminho. Uma explosão apenas e se vão dois muros de uma vez.
São mais dois e vira-se o dia, poucos sobraram pra ouvir agora. É intencional, levemente arriscado. Se o muro cair, se fizer estragos demais, nos valemos pelos gritos. Enquanto esses forem audíveis, estaremos a salvo. Dura uma lua inteira, mas passa tão rápido quando a luz, no seu movimento incompreensível, uma batida e um muro abaixo.
Foram intensos momentos de luta pra chegar até ali, onde só restam dinamites e ruínas de muros ainda em pé, que dali jamais sairão. Enquanto uns saem, outros entram. Saem em fuga pra deixar a multidão entrar. Correndo em volta de um objetivo que parecia improvável e hoje é possível. Por cima ou por baixo, por frente, ataques incansáveis que buscam derrubar a última cerca feita de arame farpado.
A cerca que envolve a fortaleza, caiu. Agora, todas as possibilidades abertas, é só uma questão de estratégia. E, bom, um pouco de dom não faria nada mal. Toda culpa desaparece ao mesmo tempo que toda euforia toma conta de um fôlego máximo, extremo. E, numa hesitação pra admirar a beleza dos feitos, pra perceber quanto longe fora e quanto forte e persistente fora.
São dois fôlegos, agora. E esse segundo, um início da próxima base.
Nenhum comentário:
Postar um comentário