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7 de julho de 2011

Mind Blackout - Uma reflexão de utilidade pública

Por algumas horas, fiquei procurando algo sobre o que escrever, mas nada surgia em minha mente. Recebi sugestões, mas em nenhuma delas consegui colocar um foco criativo que desenvolvesse uma história. Busquei um assunto onde eu pudesse "poetizar" sem opinar; nada encontrei.

Minha falta de voz, nesse frio, trouxe junto um bloqueio criativo. Não tenho nada em mente que satisfaça meu "eu poético" e isso é quase como se eu não pudesse mais pensar. É terrível!

Mas tenho visto coisas que me fizeram refletir e isso me ajudou. Uma delas foi hoje pela manhã, quando minha mãe me pediu que eu fosse até a janela da cozinha e confirmasse pra ela se, jogado em frente a um prédio do outro lado da rua, era alguém dormindo. Sim, era.

Quando meu pai viu aquilo, tudo que disse foi "anestesiado de álcool" (o que obviamente desencadeou uma discução breve, mas não vem ao caso), já julgando e condenando quem dormia lá. Minha mãe estava indignada, por que "como pode alguém dormir na rua se existem albergues?".

Tudo que eu consegui ver foi a indiferença de quem passava. Alguns olhavam, outros nem sequer isso. Aí lembro de ouvir todos os dias muitos reclamarem de frio, dizendo que tudo fica ruim, que não conseguem se esquentar de forma alguma. Mas no fim do dia, esses têm comida quente, cobertas, estufa, roupas e todo o necessário para que o frio não os atinja.

Afinal, os únicos que realmente podem reclamar disso, são esses que a vida castigou por algum motivo injusto e não têm de vestir. Esses que, literalmente, morrem de frio nas ruas. E no fundo do teu armário tem tanta roupa que nunca vai ser usada... não adianta dizer que não tem, porque sempre tem!

Agora, querido leitor quentinho, vai lá, coloca essas roupas numa sacola e dá um jeito pra que isso chegue nas mãos de alguém que realmente precisa delas. Faça sua parte e ajude a diminuir o número de pessoas que podem reclamar do frio.

Doa, contribui, colabora com o bem do teu próximo. Se não faz por solidariedade, pensa que não se sabe do amanhã. E poderia ser você!

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