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23 de julho de 2011

Monstruosity

Somos todos monstros presos na nossa individualidade insana. Num mundo de jaulas que não queremos quebrar, dentro de uma infinidade de regras e limites que não queremos ultrapassar. Deveríamos, podemos, mas somos fracos demais pra suportar o medo das consequências que quase nunca se mostram fortes, mas são, de certa forma, horrivelmente intimidantes.

Somos diferentes e nos estranhamos por essas diferenças. Fomos criados pra um mundo com gente igual a nós. Não há ninguém igual a nós. E aí está a raiz da maior parte de nossos problemas: as diferenças. Somos todos completamente diferentes uns dos outros, mesmo em toda nossa igualdade. Quando somos criados pra esse tal mundo inexistente povoado por pessoas iguais à nós e nos deparamos com as diferenças, ficamos sem reação.

Todas essas diferenças que são difícies de aceitar e às vezes até difíceis de conviver são o que nos isola e cria nossa monstruosidade. Onde nos infiltramos na nossa própria personalidade e esquecemos que devemos ser únicos e não nos moldar conforme a maioria. Devemos ser monstros, de qualquer forma. Mas essa monstruosidade deve-se limitar ao ponto onde estamos sós, onde não podemos viver com outros "monstros".

Quanto mais diferenças conhecermos, mais monstruosos devemos nos tornar, porque esse é um mundo ameaçador que precisa de monstros como nós. Por isso pessoas iguais a todos, que se deixam levar por uma multidão de "falta-de-ideias-e-criatividade", são tão não destacáveis no meio da sociedade. Esse lugar requer monstros, pessoas cheias de experiência com todos os tipos de diferenças, destemidos e prontos pra iniciar uma mudança.

Todos nós somos monstruosos, todos temos algo a compartilhar que nos "condena" ou faz com que sejamos julgados pelo meio de convivência. E é aquela velha história de respeito que ninguém mais pratica. Tomar limites e criar um código de convivência nos faz aprender que diferenças são positivas e nos fazem crescer.

Monstruosidade tamanha que nos fortalece. Quanto mais monstros somos, mais valentes nos tornamos pra enfrentar todos os problemas que a sociedade nos propõe.

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