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5 de julho de 2011

Soneto de dor e cura

Queimaram-me em brasa fria vivente
Fizeram de mim cinzas, mortas, em vão
Cinzas de uma paixão monovalente
Mortas no calor da frieza de um coração

Escritas em rocha, através do tempo,
Puseram em mim as verdades da ilusão
Mantida, bloqueada, sufocada num lamento,
Rocha fria e dura, aquela emoção

E as palavras que me trouxe o vento,
O choro que a música provocara em ti
Mostram-me que tens, vivo, um sentimento

Engana-te ao pensar no mundo aqui,
Enquanto cruel é o teu pensamento
Mas ainda jaz, vivo coração, dentro de ti


-Não tem um sentido, não tem um significado específico. Dor, cura, fala apenas sobre sentir. Não especificando o que ou como, apenas resolvi demonstrar brevemente algum tipo de dor que não se refere ao físico, mas ao emocional. Depois de tanto tempo, consegui, enfim, escrever um soneto. Enjoy it!

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