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5 de dezembro de 2013

Dil Gaya

Epifanias. 

De me conhecer, eu digo que algo está mudando. Houve uma alteração no campo energético, Gaya me mostrou que eu posso ver. Talvez eu tenha pedido por isso...

Sete pimentas africanas me diziam que eu talvez pudesse ver... agora já vejo; destino. Deito minha cabeça à noite (ou em qualquer horário em que eu dormir), e vejo tudo. Posso ver o que vai acontecer, mas não sei ainda decifrar o que é. Sinto que seja necessário que eu desenvolva um dom pra entender o que querem dizer os sonhos. 

Mas tão quase que comum é isso, não? Tantos temos sonhos enigmáticos e simbólicos, certo? Por um lado, sim, mas quantos desenvolvem o dom? Talvez eu possa, com algum esforço, conquistar esse dom.

Interpretações.

No final, eu não tenho nenhuma. Não consegui concluir nada. 

Esse dom deve ser desenvolvido através do chakra do terceiro olho. Meditando. Engraçado como essa tem sido minha resposta pra tantas coisas... das dores de cabeça que eu tinha voltado a sentir dias atrás, me livrei meditando (e medicando também, mas não foi o que mais ajudou).

Se tornou um hábito, acender um incenso, ouvir Omnia, Loreena McKennitt; quanto pude desligar do universo dentro de suas músicas, sentar e centrar.

Tanta coisa tem acontecido, tanto tem mudado... e sentir isso crescendo em mim é como uma porta pra algum lugar... mudanças; esperanças.

Esperando pra que venha o melhor apenas, evolução. 

Que seja, então, evolução.

Bb,
R.M.

4 de dezembro de 2013

Frágil como uma taça de cristal

Vida.

Meu lado humano me diz que nós precisamos de você aqui; que o mundo é menos sem a sua casca nele. E realmente, é. Não sem sua casca, mas sem sua alma. Uma vez que você deixar esse chão, nada mais será o mesmo. Eu quero acreditar, vô, quero acreditar que você é mesmo esse cara invencível que eu sempre vi. Quero acreditar que doença nenhuma pode te parar. Nem a morte.

Disso eu sei, afinal, és um bom homem. Vejo a vida que levaste por aqui, e vejo que plantaste boas coisas apenas. Positividade. Nunca na minha vida eu te vi de cara fechada ou triste por qualquer motivo que fosse. Você sempre soube ver o lado bom de tudo. Aprendi contigo e continuo aprendendo.

Por isso estou tentando ver o lado bom de tudo isso... hoje, deitado numa maca, você me diz "estou ótimo". Eu sei que seu espírito está. Sempre calmo, sempre paciente, sereno e tranquilo. Você sempre foi pra quem eu olhei e disse "eu quero ser assim quando crescer". Graças a ti, meu pai é um bom homem também. Assim como tu, de caráter íntegro. 

Te vi ao longo do tempo pulando pra cá e pra lá buscando conhecimento. Homem incansável, com sede do mundo. Sempre achei que tu soubesse tudo. Ainda acho. Mas é essa coisa da minha carne que diz que eu preciso da tua aqui comigo. Embora eu saiba, na minha alma, que a tua jamais vai deixar o meu lado. Sentimento humano besta, estúpido... eu bem sei que tu estaria melhor longe desse mundo nojento.

Mas penso pelo lado das pessoas que te amam por aqui... e não são poucas. Eu, por exemplo. Penso em como minha vó, embora tão tranquila e sábia quanto tu, vai sentir a tua partida. Eu sei que ela sempre vai te ter ao lado também, mas isso não muda a dor física e não podemos apenas ignorá-la. 

Como eu queria poder te fazer viver pra sempre, mesmo que a vida, em sua ambiguidade irônica, seja apenas um teatro de marionetes em que nós, certamente não somos quem os comanda. Ventríloquos, apenas, esperando que falem por nós pra que a peça continue. E eu sei, vô, você sempre foi mais que isso.

É difícil conhecer alguém que veio da sua época e conseguiu se tornar tão sábio, manter a mente aberta pras coisas da vida, saber aceitar o que vier com um sorriso no rosto. Sua sabedoria é o que me faz ver em ti um homem invencível. 

Infelizmente, sei que seu corpo não é. Há não muito tempo fora atingido por uma enfermidade. Um susto que me fez pensar quanto tempo eu teria ao teu lado. Todas as pessoas que te rodeiam são sortudas de conhecer e conviver com alguém tão sábio. Muitos não valorizam essa sorte. Vi filhos teus te decepcionarem, mas nunca te vi renegando-os. 

Mesmo diante da dor, da enfermidade, da tristeza, da decepção, tu sempre colocaste um sorriso no rosto e deixaste o destino levar tudo ao seu lugar. Sem desespero, sem medo; nunca te vi perder a cabeça. E se há alguém no mundo que eu admiro dessa forma, são vocês, de todos os ângulos. Entendedor de tudo, homem sábio. 

Não preciso de mais pra explicar o quanto me pesa a tua condição. Sei que tua alma está em paz, porque não tens nada a temer. Levaste uma vida feliz até aqui, e quando chegar a hora da tua colheita, os bons frutos virão a ti. Eu tenho orgulho de ti. Da forma como tu escolheu viver, do teu jeito de mostrar teu conhecimento e dividí-lo com todos nós, que mal soubemos o quanto tudo era importante e especial pra ti.

Fico em paz por saber que todos os dias que estive contigo, eu deixei claro, e tu sabes, eu te amo. Espero de todo o meu coração que esse não seja o meu adeus ainda, mas se for, tu sabe bem o que tu és pra mim. Hoje mesmo eu disse, "meus avós são pessoas excepcionais", muito mais do que se pode esperar de um mero ser humano. Nobre, é o que tu és. 

E me dói ver um homem nobre num corpo mortal e frágil, que se quebra tão fácil como uma taça de cristal. Quando seu corpo se for, eu sei que a maior das coroas será sua. Não sei dizer se essa era sua missão, mas eu sei que você atingiu os maiores bens da vida humana; paz, felicidade; e de nada mais precisa. Na minha vida, a sua presença teve total e brutal influência.

Devo a ti por ter me tornado quem me tornei. Eu me orgulho de ter caráter íntegro, de ter uma sede inesgotável por conhecimento, de ser quase tão boa contadora de histórias como tu, de ter herdado a tua criatividade, a tua persistência, a tua loucura, a tua liberdade. E ainda quero desenvolver os dons que tu alcançaste. Quero poder me ver em paz, serena. 

Quero, como tu, poder olhar pra vida quando ela estiver uma completa merda e dizer "eu estou ótima" e não estar fazendo uso do sarcasmo. Quero poder olhar pra tudo que construí, quando chegar a minha hora, e dizer, "meu vô se orgulharia de mim". No fim, tudo que eu quero é ser como você. 

Mas hoje, meu pedido é por alívio das dores. Todas elas. Que todas sumam e me deixem você; bem. Porque dói fundo vê-lo sofrer... melhore, por mim, pela vó, pelos teus filhos, netos e bisnetos, pelos teus amigos e todas as pessoas que tu conseguiu cativar ao longo da tua vida. Tanta gente que te ama, né? Difícil não amar um herói, um homem invencível contador de histórias, louco da cabeça, inventor, sábio como só. 

Difícil manter meu corpo longe das lágrimas ao ver teu corpo se aproximando do sono final. Eu sei, eu sei... você está ótimo... 

Ao meu amado avô, meu profundo desejo de melhoras, e que mesmo depois daqui, sua alma permaneça íntegra e sábia. 

29 de novembro de 2013

Peaceful

Deep down in the ocean, there it is... peace.

O que precisamos pra viver em paz? O mundo é agressivo demais para que haja algum resquício de "pacífico". Um estado de espírito difícil de ser alcançado; a paz. Tranquilidade e aceitação para consigo mesmo, em primeiro lugar, e, depois, para com o restante do mundo. Conhecimento de que todos somos iguais e diferentes, cada um a sua maneira. Sabedoria e entendimento sobre a vida e sobre si. 

Concentrar energias em harmonia para que haja paz. Paz, não só de espírito, de mente, mas também de corpo. Estar em paz com a sua saúde e bem estar. Inúmeras vezes não temos paz nem quando estamos dormindo. Somos atordoados por sonhos, pesadelos, até mesmo visões ou premonições desagradáveis, agoniantes. E também, por vezes temos nossa paz perturbada por uma simples dor de cabeça.

Somos constantemente bombardeados por tragédias, impaciência, intolerância, falta de senso comum. A culpa obviamente não cabe à parte perturbada, mas ao perturbador. Ele não quer paz, e não se importa em perturbar a quem quer.

Como manter a cabeça fria e firme diante de situações desafiadoras? Colocar em risco minha paz, ou deixar que o universo cuide da situação? Estar em paz. Cada vez me parece mais difícil atingir o estágio de paz plena, completa, "zen". 

Não se atinge paz sem antes atingir o equilíbrio de espírito que necessitamos pra nos manter passivos a determinadas situações que nos colocariam nos limites da calma. Paz é um conjunto de vários "atributos" espirituais. Tolerância e equilíbrio principalmente. Ser alguém calmo e tranquilo não significa ter paz. É um estágio superior.

Normalmente, muitas coisas nos rodeiam e nos perturbam, fazendo com que seja cada vez mais difícil encontrar o lugar de paz, a forma como a vida deve correr pra que tudo fique da melhor forma possível. Gostamos demais de interferir quando nos diz respeito. O detalhe é que quem determina se nos diz respeito ou não, geralmente somos nós. E, quem, afinal, somos nós pra dizer algo? Ou, mais, pra determinar?

Somos tão falhos que passamos a vida "correndo atrás do vento"; muitos de nós nem sequer sabem em que direção estão indo. Temos nossos meios de escape, ou, como vemos, de busca por paz, por felicidade. Somos tolos o suficiente pra seguirmos às cegas pessoas, livros, dizeres e crenças sem que "vejamos por nós mesmos". Ter fé não é ter paz.

Quem medita sabe ao que me refiro; não é crendo para ver que as coisas funcionam. Podemos ver e saber muito do que existe lá fora, sem que ninguém nos barre conhecimento. Nem nós mesmos. Muitos não vemos por não querer ver. Alguns por não conseguir. Outros, por nem sequer tentar. 

Paz não é um sentimento, nem uma emoção. Quando a alcançamos, devemos trabalhar ao máximo pra que ela se mantenha plena e presente durante o restante de nossos dias. Afinal, é mais do que um presente, do que uma "dádiva". É um dom. Paz é a capacidade do ser de permanecer pleno. 

A quem já leu outros textos em que escrevi sobre plenitude, sabe, que isso é o que nos faz ser parte da energia plena, pois assim o somos. Então, basicamente, o estágio de paz em que devemos nos encontrar ao longo da vida é o que nos torna parte de "algo maior". 

Talvez a dificuldade de chegar a esse estágio seja o que nos mantêm no looping de idas e voltas, vidas e pós-vidas, sem nunca chegar ao ápice, ao clímax, à paz completa.

27 de novembro de 2013

Dreamcatcher

Existem várias lendas que são contadas sobre ele, mas vou contar a que ouvi primeiro...

Haviam duas tribos em guerra, e a tensão era tanta nas aldeias que fazia com que as crianças tivessem muitos pesadelos. Preocupados, os pais pediram à xamã de uma das tribos que criasse um amuleto que os fizesse dormir em paz, sem que os sonhos ruins os perturbassem, afinal, eles não tinham culpa alguma da guerra entre as tribos.

A xamã buscou respostas em meio à natureza. Passou um dia inteiro sentada diante de um carvalho, observando-o, esperando o raio de luz que a mostrasse o que fazer. De repente viu, no topo da árvore, um formato redondo, preenchido pela teia de uma aranha. Ao olhar para essa imagem, viu uma gota de orvalho caindo sobre o trançado curioso e no alto do céu, sobrevoava uma ave de rapina, e dela caiu uma pena que ficou pendurada no formato circular.

Foi elaborado, então, o filtro dos sonhos, com a finalidade de aprisionar as energias ruins que afetavam o sono das crianças e dissipá-las ao primeiro raio de sol. O amuleto foi distribuído entre as famílias da tribo e suas crianças puderam novamente dormir em paz. Algum tempo depois, as duas tribos fizeram um acordo de paz que não mais fora abalada.

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Costumo dizer que o filtro dos sonhos não é um filtro de apenas sonhos, mas de energias. Funciona como uma peneira, que ficaria suja conforme utilizada. Assim, através do que chamo de "determinação de finalidade", conseguimos que o filtro seja purificado e que as energias negativas sejam transformadas em positivas, através das leis da mutação, visto que nada na natureza (nem energias) se destroem. 

Para isso, basta acender um incenso de sua preferência, que tenha como benefício o que queres deixar no seu filtro, passando a fumaça pelo trançado do filtro enquanto faz a energização. É como colar um rótulo: as energias chegam até ele e sabem o que lhes é permitido. Apenas deixar claro qual a sua vontade, assim se manterá seu filtro. 

Fale pras energias o que você quer que ele te traga. Lembre-se, isso não vai refletir apenas nos seus sonhos, mas no seu dia-a-dia também. Toda a energia que passar por ele será transmitida a você, então queira que essa energia seja a melhor possível. Coloque esse desejo no filtro, também, deixe claro que energias ruins não lhe servem de nada e que apenas o que é bom e positivo permaneça e se desenvolva.

Ao final da sua "conversa" com as energias, deixe o incenso próximo ao filtro, pendure-o próximo à janela, se possível. Quanto mais sol ele pegar, melhor. Nada o impede de reforçar a energização de tempos em tempos, e também fazer algumas limpezas. 

Seu filtro dos sonhos será, a partir disto, o amuleto que vai proteger todo o ambiente de más energias e garantir que hajam as boas. Sabendo usá-las, não há nada no mundo que você não possa fazer.

21 de novembro de 2013

Do I Wanna Know?

Essa noite tive um sonho, como vários que tenho tido nos últimos dias. Como vários que já tive antes. Me pergunto o que significariam esses sonhos... 

No fim, sempre são sinais, pra que fique claro que algo tem mudado. Isso me fez feliz. Ver que as mudanças foram positivas me fez sorrir. Mas também me deu um certo aperto. Por quê? Será que é tão difícil assim? A gente coloca a culpa na ausência. É o não saber e o não ver, a curiosidade. A vontade de saber como vai, se as coisas estão melhorando ou não...

Aqui está tudo bem, por sinal... tudo tem evoluído e se arranjado de forma que traga consigo um zilhão de coisas boas. Mas como eu gostaria de poder compartilhar tudo isso... e também, ver as coisas boas aí do outro lado acontecerem e ficar feliz. 

Em sonhos é tudo tão estranho e confuso, tudo parece ao contrário. Longas discussões embaçadas e intermináveis com o absoluto nada. Sem razão alguma; sem sentido. Ou será que tem? Será que sou eu que não consigo encontrar um sentido nisso tudo? 

Já me foram milhares de versos embora, em que expresso em demasia essa sensação, o nadismo. Mas de que me adianta falar tanto comigo mesma sobre isso? Eu sou a única pessoa que conhece o significado do meu nada, ninguém pode fazer nada por mim dessa forma.

O que antes muito me abalou está sempre presente nos meus passos diários. Cautela, atenção, visão e precaução das mazelas que o destino pode nos trazer. Às vezes isso me sufoca, me deixa cheia de... nada. Como se o nada fosse tão pesado que eu não o pudesse suportar; como se eu sufocasse e me afogasse. Em nada. 

A única explicação plausível é que esses são os reflexos da carne em que me encontro. Do sangue que pulsa em minhas veias. Uma pergunta sucede outra e outra sucede outros milhões. A resposta não está próxima. E assim, quem é que vai me dizer o porquê?

Se ao meu lado se levanta um motivo e à minha frente se mostra um objetivo, posso associá-los e ir em frente. Do contrário, me encontro como agora: estagnada em meio aos milhões de perguntas impossíveis de serem respondidas. Motivos, é tudo que peço.

O que não muda que me sinto em paz e tranquila em saber que as coisas vão bem e são favoráveis de todos os lados do tabuleiro. Que assim continue e que assim evolua, pro bem de nós. Que as lembranças de tudo que passou se façam mais do que aprendizado e que o espírito saiba seguir em frente limpo, tranquilo, neutro. 

É o que desejo, pra ti e pra mim também;
Amor e paz.

23 de outubro de 2013

Alívio

Durante dois meses minha vida foi um inferno.

Sempre acreditei que quando não fazemos o que amamos, somos infelizes. Em fevereiro encontrei um emprego que jurei ser o melhor do mundo. E realmente foi, por algum tempo. Em meados de julho, mais pro final do mês, pra ser mais específica, as coisas começaram a ir mal. Não pretendo especificar os acontecimentos, mas a partir disto, passei a sentir dores de cabeça frequentes.

Desde então, eu acordava e dormia com fortes e persistentes dores, e nenhum remédio mais fazia efeito. Cheguei a acreditar que estava começando a adoecer fisicamente, mas minhas dores tinham feito raízes e sido ligadas ao stress que comecei a passar no meu trabalho. O lugar que havia sido pra mim, o melhor, foi se tornando o motivo da minha tristeza.

Investiguei de toda forma, gastei em médicos, exames e remédios caros. Entristeci. Não via mais saída pra mim, não via motivos plausíveis pra tanta dor. Morfina já não me acalmava mais. Todo dia, minha vontade era apenas chorar, o dia inteiro, deitada na cama do quarto escuro, já que acender as luzes pioraria minha dor. Sair do meu refúgio pra trabalhar era meu pior pesadelo.

Cheguei ao estágio em que eu acordava triste e ia dormir mais triste ainda. Não havia remédio pra minha doença, a não ser a demissão. Eu tive a esperança de que as coisas mudassem e que, talvez, tudo não passasse de um sonho ruim, que eu acordasse e voltasse a ser tão bom quanto era. Mas isso não aconteceu. 

Eu não desisti, tentei de toda forma que me foi possível. Não aguentei. Chorei muito durante esses dias em que nada parecia dar certo pra mim. Chorar me pareceu a única forma de aliviar minhas preocupações. Não funcionou. Daí pra diante, tudo contribuiu para o acontecido de ontem pela manhã. Humilhação eu não aceito! 

Atingi o limite da paciência, pedi minha demissão, peguei minhas coisas e saí. Hoje pela manhã assinei meu pedido de demissão, e me encontrei numa situação ainda mais chata. Fui liberada dos trinta dias de aviso prévio ontem, em meio à discussão que ocasionou minha saída, e hoje isso foi negado. Honestidade é algo que eu sempre prezei muito. A máscara caiu.

Então, agora, livre, só espero que meus direitos me sejam dados por inteiro e de forma justa e correta, como eu mereço. Dei meu suor e sangue por aquele trabalho, fiz o meu melhor todos os dias que estive lá, mesmo não aguentando mais a pressão que me era imposta. Justiça seja feita, e que eu nunca mais seja burra novamente de confiar em alguém dessa forma.

Quero que cada dia que eu aguentei me seja recompensado da devida forma. Que venha o justo ao justo e a justiça ao injusto. Tudo que eu sofri por isso vai voltar triplicado pra quem me fez sofrer. É o karma e dele não há escapatória. 

Hoje acordei feliz. Leve, livre, de cabeça limpa e descansada. Acordei tranquila. Tudo acontece pro melhor, certamente. Todos os dias de cão me serão recompensados, isso é garantido. Embora seja triste e não fossem os meus planos, me sinto bem em saber que me livrei do peso que estava me incomodando, e agora o sol pode voltar a brilhar pra mim. 

Pela manhã já tive a confirmação de que a Findha vai, sim, seguir agora pra dois shows no mês que vem, meio na corrida, mas dará tudo certo, como sempre deu. As coisas vão voltar a dar certo agora que o incômodo foi excluído. 

Diga adeus à estagnação, a vida voltou a ser linda!

20 de outubro de 2013

Agonias de ódio diante da decepção

"O que adoece as pessoas é viver uma vida que não desejam, não escolheram e não suportam." 

É triste perceber que o que parecia o melhor lugar do mundo agora é o mesmo que te causa aversão, que te faz contar os segundos pra não estar mais lá. É triste também ter um carinho e uma consideração enorme pelas pessoas e dar seu melhor pra ajudá-las, mas ao longo do tempo, perceber que eles não fazem o mesmo por você. 

A gente sente, fisicamente, as consequências disso. Dezoito anos na cara tentando encontrar um problema de saúde que praticamente não existe. O problema é outro. Mas o mais triste de tudo é saber que você vai ter que ficar se mordendo de raiva mesmo, quieto, sem poder fazer o que gostaria. A tristeza se transforma em revolta e em raiva, mas mesmo assim, não deixa de ser tristeza. 

Acordamos e vamos dormir com vontade apenas de chorar pela impossibilidade de fazer algo por nós mesmos. Procuramos outras saídas, vamos em frente, aguentamos e tentamos manter a cabeça no lugar, tentamos não "perder as estribeiras", porque se isso acontecer, trocaremos a liberdade por um portão de barras e um karma interminável. 

Pode parecer exagero, mas em meio às lagrimas de decepção com o que tem me seguido nos últimos tempos, o único sorriso que me aparece é quando a imagem das minhas mãos estrangulando alguns pescoços surge em mente. Como pra mim não resolveria muito, tiro sangue dos meus lábios pra suprimir a raiva que sinto enquanto sofro as "consequências" de ter caído na ladainha dos que antes pareciam bons. 

Não consigo acreditar que as pessoas sejam capazes de tanta falsidade, mentira e sujeira. Disso tudo, concluo que absolutamente ninguém no universo merece ou é digno de confiança, até que me prove o contrário. Meu pé foi posto pra trás e ali ficará pra sempre. Desconfiança. 

Enquanto o inferno segue, estudo a lei e descubro meus direitos, descubro até onde eles podem e até onde eu posso, pra que cada exigência faça jus ao seu devido direito de exigir. Caso não o faça, usarei da justiça que me é disponibilizada como "cidadã" pra que cada deslize me seja devolvido justamente. 

Quero que todos os dias do inferno que tenho passado sejam sentidos na pele por quem tem o feito existir. De forma tripla, quádrupla, até quíntupla se possível. Minha saúde abalada por simples prepotência e estupidez pode não voltar a ser o que era antes, mas isso terá volta. Espero que nessa vida ainda. 

Que dessa forma seja o inferno pra vocês, que os meus desejos de todos os dias façam da vida de vocês o pior pesadelo do mundo. Eu não desejo mal a quase ninguém. Com apenas duas exceções. Merecido, eu digo, até demais. Em pouco tempo verei deslanchar o mundo que vocês ostentaram pra si mesmos e desabar a grana em que vocês quiseram nadar. Não vai acontecer. 

Talvez seja isso que os traga a maior de todas as bênçãos da vida... 
A morte.

1 de outubro de 2013

Brisa do Mar

Sabe aquelas histórias de filmes, quando duas pessoas que têm, aparentemente, nada em comum, se envolvem de forma inesperada e inexplicavelmente intensa?

Era o segundo dia do terceiro mês, nos conhecemos ocasionalmente mais ou menos uma semana antes. Ninguém esperava, foi um "acidente". Não nos afastamos mais. Desde então, a cada dia, o clima aumentava. No início ninguém sabia o que estávamos fazendo, ou sequer o que queríamos com aquilo tudo.

O tempo se passou e, junto com ele, passamos por altos e baixos também. Por pouco não chegamos ao fim, mas voltamos com tudo e com ainda mais paixão. A cada dia, agora, era o amor que crescia. 

E hoje eu acordo sabendo que é ao lado dela que quero acordar todos os dias, que é ela quem vai me salvar, "my wonderwall". Ela é meu sim e meu não, ela é meu sorriso, minha harmonia, meu equilíbrio, é todas as minhas manias. 

Ela é a mulher que eu amo.

"Vocês têm uma aura linda... acreditam em almas gêmeas? Sabe aquela frase, 'cuide bem do seu amor'? Então, cuida bem dela!" - Segurança do Artistos 

Pode deixar, eu vou cuidar, e vou tratar de fazê-la a mulher mais feliz desse mundo, porque é isso que ela faz de mim. 

"Tu és pra mim um xuxu que colhi na vida." - Mike Wazowski

Sobrecarga

Excesso de peso, cabeça cheia, stress, negatividade, tudo acaba sendo trazido junto. Certamente algum deles veio primeiro. No seu caso, qual foi?

Stress foi o meu; excedi o limite de peso jogado em cima, minha cabeça encheu tanto que ainda não parou de doer, o que acabou por me deixar negativa, e, por conseguinte, só atraiu "piora" pra mim. Hoje visitei um médico, pois fui muito bem avisada de que minha saúde está correndo riscos. Não é normal, afinal, acordar e dormir durante semanas a fio, sempre com fortes dores de cabeça.

Cheguei ao ponto de transbordar o que me incomodava, de ver o fim quando ele ainda estava muito longe. Limpei tudo, mandei embora. Varri com a sujeira a minha negatividade e todas as energias ruins que têm me rondado nos últimos tempos. Semanas, pra ser mais específica... umas seis a oito, com intensificação há três.

Não é por ter muito por fazer, é por me importar demais com pequenos detalhes. Mas as coisas podem estar mais sérias do que parecem. Fiz uma média, e por cada coisa boa que me acontece, tenho sempre o bloqueio sobre ela: intermináveis dores de cabeça.

Duas coisas ainda me salvam; minha mulher e ganja; só elas sabem fazer aliviar minha dor. Mesmo que por algum tempo apenas, é valiosíssimo o tempo que ganho de cabeça leve. Eu sei que, apesar de tudo, não tenho muito que reclamar... tenho estado sob influência das coisas que não deveriam me afetar, e meu corpo está dando os sinais.

Assumo, então, espírito calmo, mente serena e tranquila, voz ativa e não mais passiva, domínio do meu bem-estar e do meu equilíbrio. Eu tenho tudo o que preciso.

Estas marcas permanecem por enquanto, mas me mantenho firme, aguentando. Em breve poderei sentir o sol bater no rosto sem estreitar meus olhos ao máximo e cobrí-los do ataque que a luz direta causa no meu cérebro. Vai passar.

Estarei em contato com as energias superiores, com os regentes do universo, com os elementais, dimensões e canais. Buscarei o alinhamento dos meus chakras e a cura através da chama violeta. Transmutação, sanidade, cuidado. Busco a paz e o equilíbrio de espírito. A vontade é clara.

Com isso, declaro, por escrito: não me deixarei vencer.

Blessed be.
R.M.

O Senhor do Tempo

Sou viciada no tempo. É uma mania, uma fissura, e, acima de tudo, um vício. Ter sempre um relógio (ou vários) à mão. Não sei se é mania de pontualidade ou o quê. Eu prezo pelo meu tempo; não gosto de perdê-lo.

Não me considero uma pessoa apressada, mas nunca me desafio demais a perder tempo. De vida? Tempo, pra mim, não é dinheiro; então não me pergunte quanto vale meu tempo. Não faço parte dos exploradores. Mas conhecimento, exploro no tempo, no que disseram as outras pessoas no passado, que tipos de histórias elas contaram...

Meu tempo, apesar de sempre parecer curto, é infinito. Não nesta carcaça, no entanto... e é esse mesmo, o tempo que não me permito perder. Essa vida, como as outras, tem um propósito. Conhecimento amplo e mente aberta, espírito curioso, porém calmo; é o que nos levará a cumprí-lo.

Cumprir, no tempo, significa encerrar uma ação. Ou um ciclo de ações, uma "fase". Linhas do tempo, buraco de minhoca, livros de História, dimensões; para cada um destes, há um espaço de tempo, um tipo de contagem, uma importância. 

Cada caso é um caso, como os astros. Planetas, estrelas, galáxias, universos, luas, buracos negros, imensidão, para cada um é um tempo. Marcá-lo, portanto, não é besteira. Pelo contrário, é sábio! O homem marca o tempo sem saber muito bem o por quê, acha jurando que é seu senhor. 

Contá-lo não o faz dominá-lo. 

O homem nada mais é que seu escravo. O tempo nos mata. Ou melhor, carrega o corpo para cada vez mais perto de sua morte. Sua casca sofre os efeitos do tempo, nasce enrugado e, se tiver sorte (ou não), dessa mesma forma morrerá.

É o regente da vida corpórea; determina os "quandos". Podemos, mesmo que temporariamente, fugir do tempo? Impossível! Nem com um DeLorean, nem com mecanismo algum. O corpo não volta no tempo. O espírito, no entanto, se livre das algemas que nos prendem no corpo; mas voltamos a ele, sempre, por meio do "fio prateado" nossa (quase) garantia de que a alma não se desprenda da casca antes do tempo. 

E, num piscar de olhos, me foram levadas embora duas folhas preenchidas por completo e uns bons minutos que teria pra matar. Eu o mato com o ataque de imaginação; livros, artes, pensamentos... 

Enquanto isso, vou marcando o tempo, não só o vendo passar, como também sendo agente ativo de sua passagem. Perco a conta todos os dias de quanto tempo perdi. É inevitável. Afinal, todos nós perdemos tempo, antes de começarmos a entender a vida, embora jamais cheguemos à compreensão plena. 

Afinal, já disse o sábio Cazuza, "o tempo não pára".

R.M.

22 de setembro de 2013

Prefiro frio

Eu gosto de chimarrão frio. Pronto, assumi, eu prefiro um dia depois, quando a água já tá fria na garrafa.

Qual o problema?

É tudo a mesma coisa... sempre tem uma hora que a gente vai ser do contra. Você certamente é do contra em alguma coisa... pensa só, tudo que seus amigos gostam, aquela uma coisa que você não tem em comum, e aquilo acaba marcando. Ex.: eu só começo a tomar o chimarrão quando já passaram umas várias rodas e a água já não tá mais fervendo, queimando tudo, queimando minha língua

To tomando um chimarrão geladinho agora mesmo, ontem à noite já tava quase frio, hoje tá perfeito! Ainda é melhor que tomar um tererê, ao menos eu considero... 

Faz tempo que não falo de nada aqui, eu só precisava puxar algum assunto mesmo... o que eu quero dizer com isso é, eu não tinha sobre o que falar. Bom, por enquanto as coisas estão corridas, fica complicado ter tempo de fazer alguma coisa por aqui... mas às vezes dá! 

Voltarei uma hora dessas, mas por enquanto, não esqueçam daqui, leiam textos passados que nunca leram antes, ou leiam de novo os que mais lhes chamaram atenção... talvez algo tenha mudado e você o interprete de uma forma diferente.

Até breve,
R.

9 de setembro de 2013

Refreshing

Hoje diminui a temperatura do chuveiro; ah, a primavera...

As flores começam a desabrochar, as sementes caem e tudo vira arte. Em todo canto, a natureza a demonstra de forma escancarada. A grande questão é que nem todo mundo vê.

Nossos olhos humanos, sempre tão ocupados com seus negócios, seus "problemas", suas preocupações, suas ocupações. Ocupados com nada, distraídos, espíritos inertes.

Muitos de nós passamos reto, compenetrados em nossa própria ignorância, "olhando para o próprio umbigo" fora de hora. Agora é a vez de olhar pra fora, de apreciar o que a natureza tem a nos mostrar.

Sabe a sensação de olhar pro mar antes de chegar na praia? Aquela vontade intensa de só arrancar as roupas do corpo e se jogar lá dentro, acabar com o calor que quase nos sufocava na cidade grande e, agora tão ameno, nos chama pra dentro da água, tão quente quanto a brisa.

A primavera dá vontade de vida; ela a emana.

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Faz tempo que não escrevo por aqui, mas o pensamento não cessa. Aqui do lado de fora tem muita coisa rolando. Estou compenetrada na vida, nas artes, na natureza. Em breve expressarei meus pensamentos sobre tudo isso e compartilhá-los-ei convosco (falei bonito até, viu?)!

Até breve,
R.M.

17 de agosto de 2013

Limpeza

Sabe, hoje eu precisava fechar algumas portas por aqui. Ah, um instante, vou acender um incenso...

Pronto... onde estava?
Siiim, as portas. Hoje era dia de contato. Passei o dia me preparando pra limpar a sujeira que outra pessoa havia feito no local. Claro que sim, porque não o faria? Adivinhe? Não o fiz. Não da forma que deveria, pois cá estou eu, escrevendo aos males:

Não há lugar pra más energias aqui. Deixe tudo que for ruim sair. Entre apenas o que é bom. Que tudo que é ruim saia, que tudo que é bom, entre! Apenas o bom permanece, que assim seja, e que assim se faça, 
que assim seja, que assim se faça,
que assim seja, que assim se faça.

Não há lugar pra más energias aqui. O ruim sai, apenas o bom permanece e entra. 

May It Be, 
Como seria diferente disso? É lindo, é basicamente pleno... Que as boas energias dela se façam presentes em todos os outros. Que daqui saia uma fonte de energia para os outros cômodos. Eu consagro este quarto o filtro de sonhos de cada um dos outros. Este chão é o equilíbrio dessa casa. 

Em nome dos deuses, dos grandes, das energias plenas, do universo, aqui é lugar pra apenas o que for bom. Tive bons momentos nesse lugar, e em tão pouco tempo... ouço uma pomba lá fora, está cantando música celta. Oh, sweet Paddy McCann!

Ah, e agora, essa música, essa que me ajudou nos primórdios do conhecimento, que me manteve de pé num dia mais que tenebroso da vida. Cicatrizes, motivos de tropeço que acabaram nos colocando de pé mais fortes. Marcas de esforço que certamente não foi em vão. 

Nostalgia, apenas, me fazendo desviar um pouco do assunto... 
"As estrelas vão me guiar", é o que eu escuto desses breves acordes me dizendo.
Ou, se quiser, "as estrelas vão te guiar". Que te guiem pra onde for o melhor, então! Quero tudo o que é bom, sabe? Desde sempre, utilizei minha vida extra como redenção, como tentativa de perdão pelo que eu já fiz por aí. Sensações, sabe? 

Sinto que meu espírito é celta. E sinto que isso não foi bom por muito tempo... talvez eu tenha a tendência a pirar mesmo. Mas dessa vez não vai acontecer. Esse corpo já tinha uma energia dele, que vinha de fora. Sua criação como ser humano foi o que fez ser como é hoje. E por isso eu acredito, que se eu ordeno que esse chão seja puro, é isso que vai acontecer! Eu acredito e isso é real, pois o vejo acontecer.

Não sei o que aconteceu. Não sei como aconteceu. Não sei como foram trazidos pra cá. Mas não estão mais, eles mudaram de forma. A energia ruim se tornou boa, não existe mais em sua antiga forma. 

Que assim continue sendo, e que assim se faça,
que assim seja, que assim se faça,
que assim seja, que assim se faça.

B.b.

15 de agosto de 2013

Artesão de sonhos

Eu não tinha nada sobre o que falar, passei tempo demais fazendo artes, deixei de fazer as outras coisas com que estava acostumada... Escrever textos, tocar guitarra, etc, acabaram ficando em segundo plano. Todos arte, mas o que permaneceu foi a composição e o artesanato, a criação de coisas novas.

Criei, inventei, descobri, pesquisei, passei tempo aprendendo e retirando o melhor de tudo isso. Sinto que agora eu entendo o que é arte. O artesanato, agora, vejo como sendo o espírito da arte. Artesanato é meditação.

Mas tudo mudou quando surgiu o filtro dos sonhos, ou melhor, o filtro de energias. As criações foram pra um lado mais improvisado; os castroás e os filtros são meus melhores amuletos, me transmitem uma energia muito positiva.

E por isso quero compartilhá-los, presenteá-los a quem me é importante pra que lhe sirvam de amuleto também, pra que lhes tragam as boas coisas que trazem pra mim. Cristais são uma gigantesca fonte de energia e é deles que tiro a minha de todo dia. Que sirvam dessa forma a mais alguém...

Os filtros são o que me garante uma noite de sono tranquilo e sonho lúcido. As más energias que se fazem presentes de vez em quando não conseguem mais afetar o sono. Que garantam a mais alguém uma noite assim.

Artesanato permite descobrir, imaginar, tentar. Nem sempre sabemos qual vai ser o resultado final, mas como vamos descobrir se vai dar certo se não tentarmos?

E está tudo colaborando com as boas energias atualmente. Que assim continue sendo, e que assim se faça.

18 de junho de 2013

Brasil, mostra tua cara!

Mostra logo que queremos bater! Quero ver quem paga pra gente ficar assim... será que serão as empresas de transporte? Ou será que serão as malas, cuecas, cofres, contas nas Ilhas Caimã? Aqui estamos, então, esperando que o suposto Brasil dê a cara a tapa, pra que aprenda, que cresça, que seja, de fato, uma pátria digna de ser amada.

É tudo sobre o que se fala, mas também é tudo que queremos ver. Queremos saber o que estamos derrubando, no que estamos agindo, sobre quais cabeças estamos pisando pra construir uma base sólida em cima do que sempre foi apenas sonho, um berço esplêndido que nos abrigasse lá, deitados eternamente.

Esperamos o nascer do sol da liberdade, mas houve um eclipse... uma Lua teimosa que nunca quis desaparecer. Corrupção? Ou, se preferir, falta de vergonha na cara. De muitos, o que é o pior. Povo, governo, burguesia, proletariado. Destes, poucos se salvam.

Claro, até agora vivemos de amor e de esperança... esperança de que um dia veríamos a sujeira debaixo do tapete sendo sugada por um aspirador gigante. Continuou sendo um sonho intenso. De amor, a terra desceu com o peso da falta do controle de natalidade, ou da falta da orientação sexual, porque ISSO é uma orientação sexual.

Queríamos ser guerreiros de braços fortes, chamá-la de mãe, morrer de orgulho, encher o peito pra dizer que te defendemos a todo custo. Queríamos sentir vontade de cantar aquele velho hino que crescemos obrigados a decorar, quando nem ao menos sabíamos o que significava, pois nunca havíamos visto aquilo acontecer. Com carinho recebemos apoio de muitos (brasileiros ou não) lá fora que há muito já evoluiram.

Então seja agora, Brasil, um símbolo. Um símbolo de mudança, de evolução! E que conquistemos, agora, a paz do futuro, fazendo de hoje o que será a glória do passado.

25 de fevereiro de 2013

Dreaming My Dreams

I'll be dreaming my dreams with you.

Sonhos sempre foram algo que me incomoda demais. Pra que tão vívidos? Pra que tão certos? Não quero ter, toda noite, esfregado na minha cara alguma coisa que quero e não posso ter. Sonhar é bom, mas acordar e perceber que foi um sonho não é lá tão bom.

Minha mente se esvaece em meio a imagens confusas e medos escancarados enquanto meus olhos se fecham pro mundo, meu corpo não sente, mas a alma se faz presente em cada detalhe de sensação, que traz à tona a vontade de que se torne real.

As verdades ditas no silêncio barulhento da mente viajando por dimensões alternativas à noite são aquelas a mais serem temidas. Tudo que não é dito em voz alta enquanto estamos acordados ronda nossa quietude, quando estamos sozinhos e ninguém mais pode ouvir.

Culpa. Talvez seja por isso, talvez não. Prefiro pensar que sonhos não são vontades surreais ou desejos que o corpo não pode ou não deveria executar. Gosto de pensar que sejam sinais. O que, às vezes, os torna ainda piores.

Não quero que nada esteja andando errado, não quero que meus sonhos estejam me levando a um patamar inconsciente de dúvida ou tristeza. "Talvez não queira dizer nada", eu continuo repetindo comigo, mas essas coisas inacabadas sempre são trazidas de volta no escuro. 

É quase que impossível encontrar uma interpretação plausível pra esse tipo de sonhos, por isso talvez não haja um sentido, mas acordar e sentir aquele desconforto da surrealidade não é a melhor forma de abrir os olhos pela primeira vez no dia. 

Queria entender, queria explicar pra mim mesma, queria resolver, me comunicar, descobrir qual é o problema, queria entender, apenas. Sentir-se perdido em meio a mensagens que podem nem sequer ser destinadas a mim... num grande poço de ilusão.

Não estou fugindo de nada, não estou escondendo o que penso, quanto menos algo que esteja sentindo. Assim, não consigo entender por que toda noite esses sonhos ressurgem. Será que há algo a ser entendido? Se algo estivesse claro, ao menos...

Procuro pela última resolução, e talvez assim eu pare de deitar minha cabeça no travesseiro e continuar sendo artomentada pelas coisas que eu não parei pra resolver. Enquanto isso, espero que tudo esteja bem e que eu só esteja, mesmo, enlouquecendo. 

O que é uma das maiores probabilidades...

9 de fevereiro de 2013

Juventude ("Podcast")


Estava andando na rua e pensando sobre o que estava acontecendo ao meu redor, quando decidi que escreveria sobre.

Aí percebo que não lembraria de tudo que pensei mais tarde; decidi gravar em áudio. O unico jeito de fazer isso sem se passar por completamente louca seria fingindo estar conversando no celular. 

Mas nada impede que isso seja mesmo, algo louco. 

P.S.: cortou o final, quando eu dizia que iria desligar, pois estava chegando no posto de gasolina e não queria explodir nada.

6 de fevereiro de 2013

The sky begins where there's no more land.

Ela apagou as luzes e olhou pra mim, disse que teríamos a eternidade inteira em uma noite. 

Eu teria que ser forte, eu teria que aguentar, resistir à tentação. O que não significava que o faria. Pra mim, ter que fazer jamais significou tarefa feita. Sou criança teimosa, gosto do que não pode. Sempre me disseram que não podia, por isso que eu quis.

Aos pés da cama, uma luminária japonesa de formato cilíndrico reflete formatos curiosos nas paredes, é uma coisa um tanto quanto interessante. Do meu lado tem uma vela acesa, do lado dela, outra. Essa é toda iluminação que teremos pra essa noite.

Tenho que te contar, garota, eu nunca gostei muito da claridade. Teu corpo envolto na fumaça do incenso, diante da iluminação da vela ao teu lado, ah, me deixa imaginar... Essa música ao fundo me dá vontade de dançar, quer dançar comigo?

Só mais três noites antes de voltar pra casa; eternidades inteiras pra aproveitá-las. Te tirei pra dançar no meu sonho ontem também, será que hoje podemos prolongar essa dança? Ah, gata, o céu começa onde não existe mais terra... vamos pra lá comigo?

Poderia contar as essências que emanam daqui, se não estivesse ocupada demais me tornando uma delas. Não há mais corpo aqui, só espírito. Só me resta uma sensação, essa mesma que é a causa das minhas insônias.

Agora já não é mais possível sentir o estremecer dos corpos que deixamos lá embaixo, estamos alto demais pra descer, então me deixe continuar sonhando. Deixa que o fluxo nos leve mais pro alto, sinta a liberdade de ser apenas essência, apenas espírito.

Um deja vu de sonhos me provoca arrepios da primeira à última vértebra, não há nada que eu não possa ver daqui de cima. Vejo tua alma, vejo a minha também. Vejo nossa dança desenhando com cores vivas pelo vazio desse universo. E de outros também.

Estamos descendo devagar, atingindo a terra firme; e o final dessa dança, também. Com direito à gritos, assovios, aplausos e suspiros. Mas a viagem só chega ao fim se nós quisermos; sempre podemos continuar amanhã à noite... ou mais tarde.

Enquanto houver fôlego, tudo aqui é nosso. Sabemos tudo, somos tudo, podemos tudo. Do início ao fim, descobrimos que nada tem início... nem fim.

4 de fevereiro de 2013

I'm all about chances, madness and mayhem.

So catch me if you can.

Tenho mania de dizer que as coisas se resolvem sozinhas. Quase me crucificam quando eu aconselho alguém dizendo isso. Sabe, isso é tudo necessidade de resolução imediata de coisas que não se resolvem à pronta entrega, leva tempo... e a gente tem que aceitar a espera.

As coisas não fazem tanto sentido quanto faziam há um tempo atrás, mas não porque elas mudaram, tudo continua igual. Quem mudou fomos nós. É aquele velho ditado do rio, "não é possível entrar no mesmo rio duas vezes". Confirmando, tudo muda. 

Assim eu penso, já se comprovou de todas as formas que tudo realmente vai se resolvendo aos poucos, vai se desfazendo. Porque afinal, as coisas passam e mudam; podem não mudar de forma, de tamanho, mas mudam de essência. 

Hoje me disseram que sou positiva demais. É demais acreditar que as coisas podem ser sempre boas, puras e fáceis de se lidar? Se é demais, então continuarei sendo um exagero. Mas aí eu lembro que já sou um exagero; um exagero de palavras, um exagero de esperança.

Bons exageros, acredito. Mas falando em exageros, eu lembro daqueles dispensáveis, o exagero de problemas, de dúvidas, de sentimentos ruins... Conhece o tipo de pessoa que adora criar problemas pra si mesma, assim, do nada? Pois então, esse tipo de exagero.

Sabe, a vida é um tanto quanto simples. É fácil demais viver, e isso faz com que o ser humano precise de problemas e situações a serem resolvidas, porque parece que o simples não agrada tanto quanto o complicado. Mas isso acontece desde sempre, estou errada?

Tem dias que dá vontade de sacudir cada um desses pelos ombros, dar uma meia dúzia de tapas e se indignar, gritar, perguntando o que diabos precisa pra perceber tudo de bom que está sendo desperdiçado. Gente complicada...

É tão fácil entender o ciclo da vida... todos os dias vejo gente chorando pelos cantos por ter "perdido" alguém. Como disse no texto anterior, a culpa não é do amor, é de vocês! Entenda, de uma vez por todas, NADA É PRA SEMPRE! Nem a sua paixão, nem o seu cachorro (infelizmente), nem você mesmo.

Me pergunto, por que ainda precisamos nos derreter chorando pelo que perdemos, se sempre soubemos que não o teríamos pra sempre? Tem coisas que apenas acontecem, e no futuro a gente entende porquê. No futuro, quem sabe, vejamos que foi para o melhor.

Afinal, tudo é pra melhor. Gosto de acreditar assim, ao menos. Não machuca, não dói, não precisa de conserto.

1 de fevereiro de 2013

So let's have a talk about love, shall we?

Eu sei que somos amigos há muito tempo, mas hoje não vou te apoiar. Me desculpa, mas acabei por ver coisas que me fizeram entender que tu não és tão verdadeiro quanto dizem por aí. Não que tu mintas ou algo do tipo... mas desaparece o tempo inteiro, sem contar quando machuca milhares.

Estive ao seu lado até ultimamente, mas tudo que fizeste pra mim foi me dar alguns momentos bons e desaparecer do mapa, fingir que nunca existiu. E aí quando volta, promete de toda forma que é pra ficar, mas sempre vai embora.

Qual é a tua? Tu és controlador, domina as pessoas e faz elas fazerem o que tu queres e da forma como queres. Por ti, pessoas já assassinaram, foram assassinadas, tiraram a própria vida, atravessaram o mundo, fizeram músicas, filmes, poemas e livros. E ainda assim, és ingrato.

Eu olho pra trás e te vejo machucando. Olho pros meus amigos, te vejo fazendo-os sorrir por um tempo, depois arrancando seus corações fora, fazendo-os acreditar que tu és tudo que eles têm. Mentiroso. Pra todo lado que vejo o que tu fazes, só vejo destruição.

Mas a culpa não é tua, é? A culpa é de quem está contigo, sempre. A culpa é de quem te vê, de quem te ouve, de quem te sente. É claro, ninguém te entende... és um enigma, ninguém consegue descobrir qual o teu propósito, pra que tu estás onde estás.

E eu também não sei... não entendo por que tu te mostra por aí durante um tempo, faz surgirem alguns sorrisos, causa frio na barriga e aquela sensação gostosa de palmas da mão suando e pupilas dilatando. Eu prefiro fechar meus olhos e não te entender, assim está bom.

Sabe, eu cansei de tentar te colocar no lugar certo, porque parece que lá não é teu lugar. Teu lugar certo é no lugar errado. No dia que eu te entender, no dia que eu conseguir te colocar no lugar certo, no dia que eu não tiver meus planos inteiros derrubados por ti, aí quem sabe a gente converse.

Por enquanto, quero distância de ti, de todos os teus efeitos e, principalmente, das tuas causas. Antes de te entender, eu preciso entender a vida, que é um tanto quanto mais importante do que tu, perdão pela sinceridade. Não te desconsidero, mas não te faço prioridade.

Vou te manter por perto, é claro, não dá pra viver sem a tua presença. Mas não conto contigo. Não confio meus dois olhos fechados ao teu redor. Um deles continua aberto, te vigiando o tempo inteiro. Ainda espero que o teu lugar seja onde eu quero que tu esteja, juro.

Esse lugar vai demorar um pouco pra chegar, ainda. Mas quando ela chegar, trata de fazer o teu papel direito e parar de desaparecer da minha vida. Quando ela chegar, te coloca no lugar que eu disser e fica por lá mesmo, ok?

E, ah, Amor? Não ouse estragar meus sonhos de novo, desgraçado! 

Desde já, agradeço.
Com amor (e todo direito à ironia), Mabon.

29 de janeiro de 2013

Sonhei.

Sonhei que as árvores mais verdes me cercavam, que eu me sentia em casa, que o ar mais puro refrescava meus pulmões. Visitei o paraíso essa noite. E nada poderia me machucar ali, era meu lugar, somente meu. Ninguém mais o conhecia, ninguém o visitava, ninguém jamais houvera pisado ali. Além de mim.

Esse lugar era repleto de quedas d'água, pequenas fontes de água cristalina, doce e em temperatura agradável. Por detrás de uma barreira de bananeiras e coqueiros, havia outro paraíso. Uma praia calma, de areias brancas e mar leve, transparente como piscina.

Havia uma barreira de pedras ao lado esquerdo, um lugar a ser explorado, uma nova curiosidade a ser sanada. À noite, deitada na areia da praia, era possível ver as estrelas, contá-las, nomeá-las. Durante o dia, poderia conhecer a mata, cada "oásis" na redondeza.

Eu tinha tudo. Fontes inesgotáveis de sobrevivência, paisagens lindíssimas, eu tinha absolutamente tudo. Mas material, eu não tinha nada; me sentia livre. Nada a perder, nenhuma decisão a ser tomada, apenas a paz de estar ali, e era tudo que eu precisava. 

E como sonhos vão e voltam, eu dormi na praia, acordei na estrada. Acordei migrando, conhecendo, vagando. Como é bom ser um sonhador... noite após noite, visito um lugar diferente, conheço algo novo. E dia após dia, sigo buscando meus sonhos inconscientes.

Saí. Saí mundo afora, sem nada, carregando apenas sonho, amor, vida e vontade de viver. No meu sonho, eu saí quando cheguei, ainda não fiz minha parada. Viajei por dentro de mares, alcancei o topo de colinas, montes, vulcões e monumentos. 

Toda história, toda vida que se passou por mim, cada instante que gravei em memória, de alguma forma, foram minhas rodas por essa viagem. Estou correndo o mundo, amigo, de mochilão, deixando tudo que tinha pra trás.

Pra ver se faço uma boa continuação ou pulo logo pra um novo começo de uma vez. Quero ainda cantar no topo do Everest, como todo mundo quer, quero navegar por cada oceano, adentrar cada mar e grande rio desse planeta. 

E depois que conhecer esse, que me venham os outros! Em outras vidas, outras viagens, em outras dimensões ou planos astrais, ainda vou conhecer esse universo inteiro, foi o que meu sonho me disse. Sou exploradora, tenho alma inquieta de curioso.

Vamos ver, quem sabe te pego na estrada, quando estiver pedindo carona, querendo deixar pra trás tudo que te impede de ver o mundo, de conhecer. E quem sabe, fazer esse sonho palpável.

7 de janeiro de 2013

From now on

Estive pensando sobre os últimos dois anos da minha vida, parando pra olhar pro meu presente, pro meu passado e pra todas as minhas possibilidades nesse meio tempo. Ando percebendo as pessoas verdadeiras, criando laços fortíssimos e rompendo os inúteis. 

Nos dois últimos anos, muitas coisas aconteceram. Mudanças, sim, mas aprendizados, na sua maioria. Convidativos a uma mudança, é claro. Sempre que necessário, um upgrade aqui, um ali, é mais do que útil. Vez que outra, algo diferente na vida sempre faz bem.

Mas me refiro aos acontecidos. Quero dizer, passei várias vezes pelas mesmas situações. A diferença entre elas era o meu ponto de vista. Aprendi a ver as coisas de todos os ângulos, de todas as ideias possíveis, nem que fosse apenas pra bom entendimento.

Por isso, com o tempo, comecei a ver a diferença entre quem eu era e quem eu sou agora. O crescimento do meu espírito, a evolução da minha mente, do meu físico e, principalmente, da minha essência. Pude perceber a saliência do conhecimento em mim agora. E me alegrei.

Não há nada mais delicioso do que olhar pra sua própria vida e dizer "eu gosto disso, eu gosto do que eu me tornei", do que notar que está indo no caminho certo, que vai alcançar seus objetivos, que basta andar em frente, seguir na evolução. 

Vejo as coisas melhorando, vejo minha reação aos problemas de uma forma mais suave, principalmente. Nada mais assusta tanto quanto um dia e isso é ótimo. Os ares mudaram, por mais que os acontecimentos e os problemas continuam os mesmos. 

No final, quem mudou não foi a minha vida, fui eu.

5 de janeiro de 2013

And it's over. Again.

No meio da noite, sem conseguir ver um centímetro a frente do nariz, andando na direção, seguindo o lugar de costume, adentrando as árvores, buscando um tempo diferente. Não uma, nem duas, mas três fogueiras. Três fogueiras espetaculares. 

Chimarrão na roda, mente feita, carne (e uns vegetais) assando, gente dormindo pelos cantos. Virar a noite no meio do mato, enfrentando os insetos com incensos, lutando pela permanência ali e fazendo fogo, acendendo velas em pontos estratégicos.

Como alguns disseram, "é assim que começam os filmes de terror". Que comece meu terror, então! Era tudo que eu esperava, na verdade. Que algo muito ruim acontecesse comigo. Mas só comigo, não estou procurando um matadouro. 

Mas no final, nada ruim aconteceu. A noite seguiu deliciosa, até que foi substituída pelo dia. E assim continuou, uma delícia. O dia, em si, foi horrível. Pra mim, ao menos. Meu corpo acabou de acordar, mas meu espírito não conheceu descanso algum. 

Depois de tanto deixar claro que as coisas não mais me afetariam, que meu espírito passaria impune por todo tipo de experiência, escondi a queda do mesmo. Dormindo. Ao menos, a queda foi amenizada por alguns detalhes. Ainda está caído, mas não faz tanta falta assim.

Na verdade, não faz falta alguma. É o fato de dar a saída de uma coisa da vida e perceber que ela se foi. A ideia do "nada dura pra sempre" na prática. Isso sou eu, me deixando abalar pelo final de uma das coisas que não duram pra sempre. 

Uma das únicas que algum dia eu esperei e quis que durasse, mas sempre soube que não iria. De qualquer forma, nunca consegui tal façanha, e agora não seria a primeira vez. Mas agora não é hora de lamentar ou deixar isso afetar ainda mais. 

Vamos encerrar esse ciclo e guardar a pontinha do durex pra na próxima vez não ter que sofrer procurando. Deixa que o vento leve de novo, leve pra longe. Mas dessa vez, não traga mais de volta. Já está certo, é a ida, a despedida. Que caia a ficha, que desmorone o mundo, mas não muda.

O segredo é aceitar. Tudo vai e volta de vez em quando. Mas às vezes só vai. E a gente tem que deixar.