Enquanto os dias se passavam, tudo que eu sentia pela Sarah só aumentava. Cada dia que eu passava com ela, eu a conhecia mais, eu me apaixonava mais. Eu a amava mais. Todos os dias, cada vez mais.
Num desses dias, ela me disse que seu mundo era meu...
- Meu? Então eu posso me tornar a única garota dentro dele? Posso fazer o seu mundo o melhor que já existiu? - eu dizia sorrindo, com ternura.
- Você pode fazer o que quiser com o meu mundo! - ela sorriu e me beijou.
- Sarah, eu tenho algo pra você. - eu disse, tirando um par de alianças do bolso. - O anel que eu colocarei no meu dedo, tão apertado até ficar azul, pra me lembrar constantemente que eu vou passar o resto da minha vida contigo.
Segurei sua mão com carinho, coloquei o anel na palma de sua mão e a fiz sentir, ver sua forma. Quando vi que ela tinha pressa em ter o anel em seu dedo, coloquei-o lentamente.
- Como se não bastasse você ser a garota mais linda, especial e inteligente que eu conheço, você também é amável, atenciosa, doce, sutil, carinhosa, gentil, tens bom coração e és inocente. Não há parte de ti que eu não esteja apaixonada. E assim, eu tenho toda certeza de que eu quero passar o resto dos meus dias contigo, te fazendo feliz como ninguém jamais faria. Sarah, oficialmente, você quer ser minha namorada? - meus olhos se enchiam de lágrimas, assim como os dela.
- Rafaela, de todas as garotas perfeitas no mundo, a minha é a melhor. É óbvio que eu quero! A ideia de passar a vida inteira contigo só me faz sorrir mais do que eu normalmente sorrio quando penso em você. - ela pegou o outro anel da minha mão e colocou em meu dedo enquanto acariciava meu rosto.
Era noite de sábado e eu havia ido até a casa dela, convidada para um jantar com os pais dela. Fui mais cedo, logo que saí do Instituto, pra que pudesse conversar um pouco com ela antes disso. Os pais dela sabiam sobre ela, sobre nós e aceitavam completamente, pois a viam feliz e sabiam que ela não se apaixonava por formas, mas por corações.
Nisso, passamos algum tempo sozinhas, levando a fundo e selando nosso agora oficializado relacionamento. Éramos, de fato, um casal. E, num lance inesperado, ela segura minha mão e pára.
- Vem, nós temos que preparar a janta pra hoje à noite. - ela dizia sorrindo. Me apavorei.
- COMO ASSIM, NÓS? - ela notou o espanto em minha voz e riu. Não era tão cômico quanto soava.
- Sim, eu cozinho, não se preocupa. - e eu continuava espantada.
- Quando é que você vai parar de me surpreender? - eu sorria. Essa garota não tinha muitas formas de se tornar mais maravilhosa, tinha?
- Espero que nunca! - a esse ponto, já desconfiava que ela não era cega. A forma como ela me abraçou, me guiando, me fez pensar que aquela garota tinha olhos reserva, de alguma forma. Eu nunca me locomovi tão bem. Sentia quase inveja. Ri da ideia.
A abracei, puxando-a pra mim pela cintura, segurei seu rosto com ternura e a fiz saber novamente que ela era minha. Ninguém me afastaria dela, de forma alguma. Ela era tudo que eu tinha e tudo que eu queria. Sarah me preenchia, me bastava.
- Ok, amor, desse jeito fica meio difícil cozinhar. - ela dizia sorrindo e continuando a me puxar pra cozinha.
Ela pegava os ingredientes como quem havia decorado cada posição de tudo dentro daquele lugar. Com destreza, parecia que nada atravessava seu caminho. E enquanto ela fazia isso, eu observava a forma como ela se movia. Fascinante.
Bom, eu estava fascinada.
(continua)
Aii eu quero mais desse conto...
ResponderExcluircontinua por favor...
Bah, eu desisti porque achei que ficou bobo e surreal demais... mas quem sabe um dia a inspiração volta e eu continuo.
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